A RELAÇÃO DA CRIANÇA COM A FAMÍLIA

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O ritmo de vida de hoje em dia, todos sabem e muitos se queixam, tem deixado as famílias sem tempo para…tempo em família. Com a melhor das intenções, muitos são os que tentam, geralmente ao fim de semana, estar com uns e outros e, claro está, levarem os filhos a participarem nas reuniões familiares.

É realmente bom, mas, essa atitude, por si só não chega para que a criança se sinta parte integrante de um núcleo importante que é a sua família. Quem lida no dia a dia com as crianças, em contexto escolar, apercebe-se que a criança muitas vezes vai e vem com os adultos, os pais neste caso, sem saber muito bem onde e para quê, frequentando a casa deste ou daquele sem entender os laços familiares que os unem.

A situação mais frequente de desconhecimento é em relação aos padrinhos. Muitas vezes estes são também tios. Poucas crianças o sabem e, quando confrontadas com o grau de parentesco, ficam baralhadas, respondendo com um redondo “não” que aquele ou aquela, é o padrinho ou a madrinha e não o tio ou a tia.

É importante a criança ter a perfeita noção do que é o núcleo familiar, até porque, a partir do seu, entende muito melhor os parentescos próximos. Assim como ela tem pai e mãe, os seus pais também têm progenitores , dai o nome “avós”.

Sabemos que os avós são, na maioria dos casos, contadores de histórias fantásticas e é importante que sejam aproveitadas as reuniões familiares para, também, essas histórias serem passadas aos mais novos. “Sabes? Quando a tua mãe era pequena, da tua idade…..”

e assim se passa a história familiar, aumentam-se os laços e a criança entende melhor que , um dia, os pais também foram crianças.

Outra “falha”, que se nota frequentemente, é quando é abordado o tema “família” e a árvore genealógica de cada criança. Por incrível que pareça, poucas são as crianças que sabem o nome dos seus familiares. É o avô, a avó, a tia, etc. mas o nome próprio de cada um, não sabem. Para o ser comum, isto pode parecer banal, mas, para quem lida com crianças desta faixa etária, é fácil perceber a confusão que este desconhecimento lhes provoca. Alguém comentava um dia destes, sobre o tema em causa, que achava estranho e distante a forma como um seu aluno se referia aos avós, visto que os diferenciava pela freguesia onde vivem e não pelo nome próprio de cada um, ou por serem pais da mãe ou do pai.

Usando uma expressão popular e um pouco rude, até porque se trata de seres humanos, é tudo uma questão de “dar nomes aos bois”. Para refletir…

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