José C. Sousa

José C. Sousa
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A Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço, edição de 2018, arranca hoje. A vila mais a norte de Portugal vai encher-se de melgacenses e de gente oriunda de outras terras do Alto Minho e da vizinha Galiza.

Das 10h do próximo dia 27 até às 21 h de 29 (sexta a domingo, encerrando, no primeiro e segundo dia, às 4h da manhã), o espaço situado junto ao Mercado Municipal vai animar-se com os tradicionais stands e tasquinhas onde o fabuloso Alvarinho é rei, além do tradicional fumeiro da região.

O evento, organizado pelo Município de Melgaço, está aberto à participação dos produtores de Monção relativamente ao vinho Alvarinho. Todos os restantes produtos são, foi-nos referido, do concelho de Melgaço: presunto, enchidos variados, queijos, broa, mel, doçaria, compotas, lampreia, entre outros.

Assim, estarão representados 30 expositores de Alvarinho, 18 de queijos, fumeiros e produtos locais e seis tasquinhas, além de oito de instituições, empresas ou artesanato.

Haverá venda e degustação de produtos, showcooking (com os chefs Luis Amério e Cristina Manso Preto, no dia 28; e Rui Ribeiro e Vítor Matos, a 29), provas comentadas e, para animar, música ao vivo.

Aliás, o primeiro dia será marcado pela realização de concursos de produtos locais – mel, broa, presunto e salpicão – através dos quais um júri seleciona os três melhores produtos de cada categoria. Decorrem no Solar do Alvarinho, mas a entrega de prémios é efetuada, ao final da tarde, no recinto da Festa.

O objetivo é, pois, promover os produtos de excelência de Melgaço e da região demarcada dos Vinhos Verdes e, em particular, o Alvarinho, conhecido e apreciado nacional e internacionalmente.

DESDE 1995

A Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço teve a sua edição inicial em 1995, tendo-se, então, apresentado como uma mostra de produtos locais.

Com o passar dos anos, tornou-se numa festa reconhecida a nível nacional. Em 2009, o Turismo de Portugal, reconheceu o seu Interesse para o Turismo. Praticamente todos os produtores de Alvarinho e de fumeiro de Melgaço marcam presença na Feira.

Hoje é, incontestavelmente, um evento incontornável das festas gastronómicas do país.

ESPAÇO RENOVADO

Este ano, o certame apresenta-se num espaço renovado: o Largo do Mercado, local onde decorre o evento, foi alvo de uma profunda reabilitação. Agora um espaço público pedonal, complementado por 92 lugares de estacionamento, sendo quatro destinados a pessoas com mobilidade condicionada, convertendo-se semanalmente no novo espaço de feira semanal, com 105 lugares de venda.  O recinto da Festa conta com uma capacidade para mais de 400 pessoas sentadas.

MAIOR ‘PRODUTOR’ DE VIDRO DO PAÍS

Cerca de 6 toneladas, foi a quantidade de vidro recolhida em 2017, durante a Festa do Alvarinho e do Fumeiro. «É um Ecoevento Nacional de referência, o maior produtor de vidro do país!», certifica a Valorminho, empresa responsável pelo tratamento e valorização de resíduos no Vale do Minho.

Na edição deste ano a empresa pretende maximizar o vidro e recolher, também, embalagens de plástico e metal e de papel e cartão.

A Festa acolherá, ainda, a ação de educação ambiental ‘A NOSSA CASA É UM PLANETA’, aberta à participação de adultos e crianças, e a decorrer em diferentes horários, durante os três dias do certame. O projeto é resultado de um trabalho conjunto das empresas ALGAR, ERSUC, RESIESTRELA, RESINORTE, RESULIMA, SULDOURO, VALNOR e VALORMINHO, e contou com o apoio do Fundo Ambiental e da Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2020.

 

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Vila Nova de Cerveira é um município saudável. Prova disso são as 16 iniciativas que se realizam entre março e novembro. 

Com uma calendarização diferenciada, apelativa e transversal a todas as idades, e numa estreita parceria com as coletividades do concelho, Cerveira alia o desporto e bem-estar ou convívio com a natureza. Ao longo dos próximos meses, os fins-de-semana a programação apresentada pretende consolidar a promoção de sessões monitorizadas de exercício físico para todas as idades. Para a edição deste ano, o Município de Vila Nova de Cerveira propõe uma novidade: a realização do caminho até Santiago de Compostela, em seis etapas, aos segundos domingos de cada mês, com transporte do ponto de partida e o respetivo regresso.

A Vale Mais esteve à fala com a Vereadora da Ação Social, Aurora Viães, que nos disse que “o grande destaque desta edição 2018 são os Caminhos de Santiago por etapas. Com esta atividade, estamos a superar as expectativas, e prova disso é que em escassas horas da abertura de inscrições, o número de vagas previstas esgotou, estando a ponderar-se uma segunda edição deste percurso”.

“Esta ideia surgiu na sequência da candidatura feita para a valorização do Caminho Português da Costa e do sentir que as pessoas gostariam de fazer o percurso, mas deparavam-se com algumas dificuldades em gerir as vidas particulares de modo a fazê-lo de uma só vez. A definição de etapas ao longo de seis meses faz com que as pessoas possam organizar a sua vida pessoal e laboral, no sentido de poder cumprir um sonho. A organização não é difícil, sempre e quando se tenham parceiros à altura, como é o caso dos Celtas do Minho, porque se conjuga o interesse com o saber fazer e a vontade de desenvolver projetos de todos e para todos”.

No entanto, Aurora Viães não esquece as outras atividades.

“Não podemos deixar de referir a inclusão de novos trilhos pedestres associados ao projeto vencedor do Orçamento Participativo 2017”.

São seis trilhos pedestres que promovem a visita por algumas freguesias do concelho e respetivos pontos de interesse, nomeadamente o ‘Trilho da Gávea’, o ‘Trilho Alto Picoito’, a Ecopista do Rio Minho, o ‘Trilho Alto da Pena’, o ‘Trilho dos Engenhos e dos Folhões’, e o ‘Trilho da Carranca’ (com almoço vegetariano), para além de uma Caminhada Solidária a Favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Em relação às restantes atividades do projeto, a vereadora destacar “a profícua colaboração com as associações culturais, recreativas e desportivas do concelho, cuja adesão é muito significativa”.

Da programação constam ainda uma sessão de danças de salão ao ar livre, uma experiência de remo e uma ação de sensibilização de combate à obesidade animal com provas físicas para os animais.

Este é um projeto consolidado, cuja primeira edição remonta a 2010, e todas as atividades realizam-se aos sábados e/ou domingos.

Balanço muito positivo

“O balanço que fazemos tem obviamente de ser positivo. Ao longo destes anos de iniciativa têm-se adaptado horários e dias de semana, de modo a ir ao encontro da disponibilidade das pessoas. E realmente, nos últimos dois anos, temos sentido uma maior adesão por parte da população. No entanto, este programa não vive só da adesão dos cerveirenses, ele traz ao nosso concelho um número alargado de visitantes. E esta é também uma mais valia do projeto, já que permite a troca de experiências e o convívio mediante a consciencialização para a saúde e o bem-estar”, assevera Aurora Viães.

Danças de salão, experiências de remo e combate à obesidade animal

“As Danças de salão são uma atividade já habitual no programa do ‘Cerveira Saudável, e implica não só uma demonstração de algumas danças de salão, mas a possibilidade de experimentar esta arte, numa estreita parceria com a escola Pé de Dança”. “Já a experiência de remo é, também, uma atividade comum à programação anual do projeto e adaptável a todos os públicos. O objetivo é possibilitar um primeiro contacto com a modalidade do remo, e que pode decorrer através da experimentação no tanque náutico ou em pleno rio Minho, com uma experimentação individual ou em grupo, dependendo das capacidades e competências que forem aferidas pelos monitores do remo. Esta é uma atividade dinamizada pela Associação Desportiva e Cultural da Juventude Cerveira”.

“Depois há uma inovação apresentada pela Associação Patas e Patas e visa sensibilizar a população em geral para a causa animal. Este ano, mais do que uma cãominhada, a proposta é um percurso com diferentes desafios que testam as habilidades dos caninos e dos seus tutores. Os objetivos no fundo são dois: para além do combate ao sedentarismo e a obesidade animal, é também intuito sensibilizar para a importância da socialização animal. Um animal sociável é um animal saudável”.

Valorização e dinâmica desportiva

Com a dinamização a viver das inscrições voluntárias da população em geral, esse é o grande desafio deste programa, conseguir desenvolver atividades que captem a atenção/interesse da população criando rotinas saudáveis.

Enquanto serviço público de qualidade, a Câmara Municipal tem obrigatoriamente de se preocupar com questões não só burocráticas e organizacionais, mas também com a sua comunidade, no sentido de os envolver em atividades e eventos que promovam estilos de vida saudáveis e adequados. Simultaneamente, este evento permite divulgar e promover todo um património histórico, cultural, ambiental e patrimonial a cerveirenses e visitantes.

O Município de Vila Nova de Cerveira procura ser parceiro ativo na valorização da dinâmica desportiva, criando condições e desenvolvendo a atividade física e o desporto enquanto valor de melhoria da qualidade de vida das populações, mas também na aquisição e partilha de valores necessários para coesão social.

Calendário das atividades

Abril

Dia 8: Caminho de Santiago Tuy- Redondela (29kms).

Dia 22: Caminhada Solidária a Favor da LPCC, às 09h00, no Parque de Lazer do Castelinho.

Maio

Dia 6: Ação de combate à obesidade animal, às 09h30, no Parque de Lazer do Castelinho.

Dia 13: Caminho de Santiago Redondela-Pontevedra (24kms).

Dia 20: Trilho Alto Picoto (9,3kms).

Junho

Dia 3: Percurso Ecopista do Rio Minho, às 09h00, no Parque de Lazer do Castelinho.

Dia 10: Caminho de Santiago Pontevedra-Caldas de Rei    (23kms).

Julho

Dia 7: Trilho Alto da Pena (10,8kms), 21h00, na Capela de Nossa Srª da Pena.

Dia 8: Caminho de Santiago Caldas de Rei-Padrón (19kms).

Setembro

Dia 9: Caminho de Santiago Padrón-Santiago (24kms).

Dia 16: Trilho dos Engenhos e dos Folhões (6kms), às 09h00, na Capela do Sr. Dos Esquecidos.

Outubro

Dia 14: Remo, às 09h00, nas Instalações da ADCJC.

Dia 21: Danças de Salão, às 10h30, no Terreiro.

Novembro

Dia 4: Trilho da Carranca (5kms), com almoço vegetariano, na Igreja de Gondarém.

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A 10 de junho, dia de Portugal, Ponte da Barca recebe a primeira edição do SkyMarathon Serra Amarela, uma prova que marcará a página de um dos desportos que mais crescem no Mundo: a Corrida em Natureza.

O Skyrunning, na vertente de Corrida de Montanha, levará os seus participantes a percorrer trilhos inóspitos, aldeias preservadas, castelos, rios, vegetação luxuriante e verdejante, com vistas incríveis sobre os espelhos de água da Albufeira de Vilarinho das Furnas e da Albufeira de Tamente, neste maciço montanhoso do único Parque Nacional de Portugal – o da Peneda-Gerês.

Com inicio e fim na Aldeia de Entre Ambos os Rios, este evento terá várias distâncias e será acessível a todos. A prova rainha terá cerca de 48 kms e fará parte da Taça de Portugal SKY da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

O promotor deste evento é Carlos Sá Nature Events, em parceria com o Município de Ponte da Barca. Quisemos saber um pouco mais sobre esta extraordinária prova e sobre esta nova moda das caminhadas e do running e para tal, conversamos com Carlos Sá que nos falou, abertamente, sobre estes e outros temas.

O running está na moda em Portugal?

O Running e as caminhadas só estão na moda porque éramos um país completamente sedentário, e estamos no início de uma mudança de hábitos, este tipo de atividade é indispensável para o bem da saúde publica.

Somos ainda somente 10% da população portuguesa a praticar desporto com regularidade, portanto, números alarmantes e com um potencial de crescimento brutal e urgente.

De tal forma que depois das consultas de saúde oral, no próximo ano alguns centros de saúde vão passar a ter consultas para prescrição de exercício físico. E já este ano os médicos de família vão começar a fazer perguntas para perceber o nível de atividade física dos utentes e terão um guia para lhes darem conselhos sobre atividade física a praticar.

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Por quê a Serra Amarela?

A Serra Amarela têm um potencial tremendo para a pratica de desportos de natureza, a vertente do concelho de Ponte da Barca já foi palco da Open Race do Campeonato do Mundo de Trail 2016, e uma abordagem no ano seguinte da Federação Internacional para se realizar o Campeonato Europeu de Sky Running.

Unindo as vontades do Município, Federação e da Carlos Sá Nature Events surge o projeto da Serra Amarela Sky Marathon.

Qual é o estado do running, em Portugal, e no Alto Minho, em específico?

O Running e o Trail são os desporto que mais crescem no país e talvez no mundo. Longe vai a ideia que a corrida era o desporto dos pobres e que era aborrecido correr. Hoje, os cidadãos portugueses têm prazer em explorar a natureza a correr, superar os seus desafios pessoais e preocupações com o seu estado de saúde.

O Alto Minho é uma referencia, quer na corrida com grande símbolos, como no Trail Running. Temos muitos dos melhores atletas nacionais, provas e equipas de referência e tivemos o primeiro Mundial organizado no nosso país, portanto somos um grande motor nesta disciplina do desporto Nacional.

Que dificuldades encontra na hora de organizar e desenvolver estas provas?

Estamos numa serra muito sensível em termos ambientais, por isso, definir muito bem os trilhos em articulação com os Baldios e ICNF é fundamental para minimizar esse impacto. Temos a destacar que, felizmente, algumas aldeias envolventes a esta magnífica Serra têm excelentes condições logísticas para criarmos as bases de apoio a um evento desta natureza.

O apoio das entidades competentes é suficiente ou escasso?

Os Municípios apoiam no que está ao seu alcance neste tipo de iniciativas, mas cabe às entidades nacionais olharem da mesma forma para o desporto e ajudarem quer os atletas, quer as organizações, de forma a potenciar cada vez mais este estilo de vida saudável.

Existem Normas de Conduta e Recomendações. Para que servem? 

Sim, a preocupação com o ambiente diminuindo o impacto ambiental que um evento desta natureza pode causar está sempre presente, daí que as organizações criam regras como: proibir deitar lixo no chão, não fornecer copos de plástico durante os postos de hidratação, fazerem plantações de árvores regulares nos meios onde se pratica a modalidade, entre outras iniciativas.

O que tem de especial esta prova?

Uma serra com uma beleza ímpar, trilhos, aldeias e gentes que sabem receber bem, e que vão, com certeza, surpreender todos aqueles que nos visitarem tornando esta prova num evento único.

Depois, os desníveis consideráveis e trilhos técnicos vão tornar esta prova muito desafiadora.

O que é que os participantes podem esperar deste evento?

À semelhança do trabalho que desenvolvemos na Serra D’Arga, do qual tornou essa Serra uma referência nacional e internacional, acreditamos que a Serra Amarela possa ter as mesmas condições e num futuro muito próximo ser, também ela, uma referência, quer na pratica da corrida, bem como em vários desportos de Montanha e Natureza sendo que, proporciona, também, excelentes condições para os desportos náuticos, nas albufeiras do Rio Lima.

Quais as suas expectativas?

As primeiras edições são sempre complicadas em termos de expectativas, mas temos com o Município um projeto de longo prazo, no qual acreditamos marcar este evento como um grande evento, porque o potencial desta região é tão grande, que se deviam sentar todos os intervenientes e tornar esta região a Capital do Trail Running Nacional. Existem todas as condições para ostentar essa designação e acreditamos que mais cedo ou mais isso poderá acontecer.

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A Serra Amarela esta “ibéria na sua pureza essencial e granítica” como Torga lhe chamou será o palco para a primeira edição desta prova que levará os participantes a percorrer um território onde a Natureza convive numa singular harmonia com o Homem.

O desporto de natureza encontra em Ponte da Barca um cenário ideal para a sua prática. Desde os desportos aquáticos aos de montanha subsistem neste território as condições ideais para a sua prática sendo a intenção do Município o reforço da sua atratividade e o envolvimento da população nos mesmos.

Os praticantes das diversas modalidades e, neste caso mais particular os participantes na SkyMarathon, poderão desfrutar de paisagens deslumbrantes, de cenários da nossa história, encontrar as nossas gentes, as nossas aldeias, tomar parte da nossa cultura, das nossas tradições e claro da excelência da nossa gastronomia e dos nossos vinhos. É nestes detalhes que encontramos a nossa identidade que se encontra vincada no que esta prova representa a excelência de Ponte da Barca, a Excelência da Natureza.

Augusto Marinho :: Presidente da C.M. Ponte da Barca

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A Confraria de Santa Luzia acaba de inaugurar o edifício das Tílias, um imóvel que integra diversas valências e é considerado um “equipamento estrutural” com albergue de peregrinos/hostel, museu e um espaço de restauração. A inauguração decorreu no passado dia 24 de março e a cerimónia foi presidida por Anacleto Oliveira, Bispo de Viana do Castelo. Aproveitamos a ocasião para entrevistar Pedro Reis, presidente desta Confraria que foi fundada a 19 de Março de 1884.

Sobre o Edifício das Tílias

É constituido por três pisos. No 1.º está situado o Museu com o espólio da Confraria e o restaurante que também prestará apoio ao albergue. Este situa-se no 2.º andarn e é constituido por seis camaratas com lotação 36 pessoas, além de uma outra com duas camas para pessoas com mobilidade reduzida. O 3.º piso está destinado aos serviços administrativos e armazenamento de material.

Para Pedro Reis, “Este edifício foi idealizado com o propósito de um albergue para peregrinos que se aventurassem nos caminhos de Santiago de Compostela, mas também para aqueles peregrinos que a sua devoção seja Santa Luzia e o sagrado coração de Jesus”. 

“Foi pensado, não só para acolher o albergue mas também para ser dotados de várias valências que á data da sua idealização não existiam em Santa Luzia, nomeadamente o museu da Confraria, um restaurante de apoio e diversos espaços de apoio aos trabalhos da confraria, tais como oficinas e espaços de trabalho”. 

“A ideia de criar este edifício plurifuncional surgiu pela profunda convicção que esta valência é demasiadamente importante para que o espaço possa projetar ainda mais a estância de Santa Luzia, a atrair cada vez mais a devoção ao sagrado coração de Jesus e a Santa Luzia. De salientar, ainda, que a criação do museu da Confraria, exporá a maravilhosa história da construção do templo, bem como a enorme riqueza que a Confraria possui, nos seus textos, projetos, imagens e outros objetos de incalculável valor histórico e que merecem lugar de elevado destaque”.

Pedro Reis não tem dúvidas que “a oferta de um local onde se possa pernoitar e um local onde se possa tomar uma refeição quente para o peregrino é sem dúvida uma lacuna existente na nossa maravilhosa estância”. 

As expectativas são as melhores. “Acreditamos que este edifício vai dinamizar ainda mais a Estância atraindo cada vez mais o culto a Santa Luzia e atraindo cada vez mais visitantes ao espaço”.

Para o presidente da Confraria este “é o concretizar de uma pequena parte do plano de desenvolvimento da estância e a criação de uma valência inexistente num espaço que pedia claramente por este edifício. Significa também um aumento da responsabilidade para quem gere e faz parte desta equipa de trabalho”.

A construção decorreu sem sobressaltos

“A construção foi concluída dentro dos prazos e custos definidos inicialmente. Esta obra foi lançada a concurso público com um valor base de 1.100.000€ e foi adjudicada por 1.049.000€. No final o valor do orçamento global da construção não ultrapassou o 1.040.000€”. 

“Já o custo total da obra foi de aproximadamente 1.200.000€, incluindo neste valor, o valor integral da construção (1.040.000€) os equipamentos diversos no seu interior, desde mobiliário do albergue e do museu, bem como variados custos de estudos, projetos, licenças, certificados entre outros”.

“A obra foi suportado, na totalidade, pela Confraria de Santa Luzia, não tendo existido qualquer apoio externo. Este investimento representou um enorme esforço e dedicação da parte da confraria na concretização do sonho da Estância desenvolvido no plano de pormenor de 2012.

Os trabalhos foram iniciados no final de janeiro de 2017 e concluídos em final de janeiro de 2018, tendo sido cumprido o prazo estipulado”.

Outras obras relevantes 

“No ano passado foram realizadas inúmeras obras de manutenção e recuperação de todo o templo de Santa Luzia e do seu espaço envolvente. Todas as obras realizadas foram feitas ao abrigo dos fundos comunitários Portugal 2020 com uma candidatura elaborada no inicio de 2016 no valor total de aproximadamente 500.000€. Destacamos as obras de recuperação e manutenção do exterior do templo Monumento de Santa Luzia, que contemplou a estabilização das rosáceas do templo, a limpeza geral do paramento em granito, a limpeza e recuperação das coberturas em telha, com a substituição de pare destas e de todos os sistemas de impermeabilização e águas pluviais e a substituição de caixilharias em madeira existentes no alçado posterior do templo. Realizamos, ainda, as obras de recuperação do interior do templo, que contemplaram a substituição do mobiliário interior, a criação de novos corta vento interiores nas portas, recuperação e melhoramento da iluminação interior e implementação de um sistema de contagem de pessoas que nos visitam. Tivemos, também, as obras de recuperação e conservação dos muros e envolventes ao templo, colocação de novas sinaléticas exteriores e informações diversas, restruturação do site da internet, adaptando o existente às novas tecnologias, e a criação de uma aplicação para smartphones, onde podemos conhecer de forma integral a estância de Santa Luzia e a sua maravilhosa história e espólio. De salientar que nestes trabalhos realizados existiu um apoio importante da Câmara municipal e Viana do Castelo.”

A missão da confraria

“A principal missão é o embelezamento, manutenção e melhoramento da estância de Santa Luzia, promovendo o culto e devoção ao sagrado coração de Jesus e a Santa Luzia.

Em 1882, o Capitão de Cavalaria Luís de Andrade e Sousa, sofrendo de problemas oftalmológicos, começou a frequentar a capela de Santa Luzia. Por devoção, decidiu melhorar as condições do culto no cimo do monte. Para tal fundou a Confraria de Santa Luzia em 1884, da qual faziam parte ilustres cidadãos da sociedade vianense da época.

Hoje em dia, a Confraria desenvolve, no seu essencial, trabalhos de manutenção e melhoramento da Estância de Santa Luzia, proporcionando aos seus visitantes as melhores condições para disfrutarem de uma visita agradável e única. Desenvolve ainda o culto ao Sagrado Coração de Jesus e a Santa Luzia, o objectivo principal do templo-monumento. A gestão diária de um espaço tão importante da cidade de Viana do Castelo, exige muito dos 19 funcionários que esta confraria possui, executado estes todos os trabalhos de limpeza e manutenção do espaço, trabalhos de venda de merchandising e oferta ao nível da restauração e bebidas e mais recentemente a criação de um espaço dedicado ao peregrino, que marcará a diferença ao nível da oferta neste tipo de espaços”.

A sua história

“Após constituição da Confraria, um dos principais objectivos foi a melhoria dos acessos à capela. Nesse sentido, a 17 de Agosto de 1890 foi inaugurada a estrada de Santa Luzia. Para ajudar na angariação de fundos, foi fundada em 1893 a Comissão de Melhoramentos do Monte de Santa Luzia. Em 1894, com o mesmo intuito, o padre Joaquim Dias Silvares organizou uma peregrinação à capela de Santa Luzia em honra ao Sagrado Coração. Estavam então reunidas condições para se avançar com um novo templo. Nesse sentido, o arquiteto Miguel Ventura Terra apresentou o projeto do atual edifício, pensando não só na devoção a Santa Luzia mas também ao Sagrado Coração de Jesus. As obras decorreram de 1904 a 1910, tendo sido retomadas de 1926 a 1954 sob a direção de Miguel Nogueira e mais tarde do mestre canteiro Emídio Lima. Na primeira metade do século XX destaca-se ainda o ano de 1918, com o voto de se subir anualmente o Monte de Santa Luzia em peregrinação em honra ao Sagrado Coração de Jesus.

Atualmente, no primeiro domingo de junho, é celebrada a peregrinação ao sagrado coração de Jesus que este ano assinala os 100 anos da sua existência. No dia 13 de dezembro é celebrado o dia de Santa Luzia e no fim de semana seguinte são celebradas as festividades em honra de Santa Luzia.” // 

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O Alto Minho e a Galiza deram um passo fulcral para a cooperação transfronteiriça. A criação da AECT Rio Minho, oficializada no passado dia 24 de fevereiro, pretende dar um contributo importante para a cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza e surge na sequência da autorização por parte dos governos português e espanhol.

Os principais objetivos desta AECT passam por contribuir para o desenvolvimento socioeconómico e da coesão institucional do território de intervenção, a promoção do património cultural e natural transfronteiriço, a valorização das potencialidades dos seus recursos endógenos, a criação e consolidação da marca turística transfronteiriça Rio Minho e outras marcas no âmbito nacional e internacional, a partilha de serviços de saúde assim como equipamentos de emergências e de combate aos incêndios, a criação de uma rede de transportes públicos conjunta e a possibilidade de concorrer a fundos comunitários com outra força e visibilidade.

Foi na Pousada de Valença que decorreu a cerimónia de constituição deste Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Rio Minho.

Presentes, estiveram vários representantes dos governos de Portugal e Espanha e das 26 câmaras municipais envolvidas neste agrupamento.

O AECT Rio Minho tem como associados a CIM Alto Minho e a Deputación Provincial de Pontevedra, abrangendo os 10 concelhos da NUT III Alto Minho e 16 concelhos galegos da Província de Pontevedra com ligação ao rio Minho.

São eles: 

A Cañiza – A Guarda – Arbo – Arcos de Valdevez – As Neves – Caminha 

Covelo – Crecente – Melgaço – Monção – Mondariz – Mondariz Balneario – Oia – O Rosal – Paredes de Coura – Ponteareas 

Ponte da Barca – Ponte de Lima  Porriño – Salceda de Caselas Salvaterra do Miño – Tomiño – Tui – Valença – Viana do Castelo -  Vila Nova de Cerveira

 

O documento foi assinado por Maria del Carmen Silva Rego, presidente da Deputación Provincial de Pontevedra e por José Maria Costa presidente da CIM Alto Minho.

Enquadrada no projeto Smartmiño, cofinanciado pelo Programa Interreg V-A, a constituição deste Agrupamento Europeu vai certamente induzir um novo impulso na procura de soluções conjuntas para a resolução e eliminação dos ainda persistentes obstáculos à permeabilidade e competitividade transfronteiriça.

Foram várias as figuras que tomaram da palavra neste dia. A primeira foi Jorge Mendes, presidente da câmara de Valença, localidade onde ficará situada a sede deste Agrupamento.

A Constituição da AECT Rio Minho não visa por em causa nenhuma outra organização; nem outra AECT, nem a Junta da Galiza ou a CCDRN; antes pelo contrario, pretende ser mais um órgão que possa aportar atributos, não só, para a união entre a Galiza e o Norte de Portugal mas sobretudo para unidos, encontrarmos, outras valências para, junto da União Europeia, tentarmos alcançar mais atenção e mais verbas para a nossa região”.

“Pretendemos unir os municípios e as regiões da Galiza e do Norte de Portugal e, com a nossa voz, ir mais longe, reclamando assim, mais apoios para a nossa região”. 

“É importante criar outras figuras no âmbito da cooperação que nos possam dar outra legitimidade, quer em termos de gestão de território, quer em captação de fundos europeus, e de forma agrupada temos muito mais força do que individualmente, ou seja, município por município. Passamos a ter uma voz coletiva que não tínhamos até agora”.

À Vale Mais disse, ainda, que há duas temáticas que continuam na ordem do dia. A questão da partilha dos serviços de saúde, porque queremos ter a possibilidade de escolher em que lado da fronteira queremos ser atendidos, e a questão dos transportes, pois consideramos que devemos ter uma rede de transportes públicos que una, no caso, Valença e Tui. Por fim, temos a área do turismo. Já existe um conjunto de visitantes muito interessante mas precisamos de nos afirmar como um destino turístico numa região única que nos conheça lá fora”.

Sobre o local onde a sede fica instalada, Jorge Mendes afirmou que “Valença foi escolhido como município sede desta AECT de uma forma natural. As reuniões e encontros no âmbito da cooperação transfronteiriça Galiza – Norte de Portugal, quando abrangem temáticas da fronteira, por norma, realizam-se em Valença e depois, o trabalho que tem sido desenvolvido no âmbito da Eurocidade também nos deu outro protagonismo”. 

Quem tomou da palavra, logo de seguida, foi Carmela Silva, Presidente da Diputación de Pontevedra.

“Sinto-me profundamente emocionada e digo isto do fundo do coração. Hoje é um dia histórico. É o dia em que Portugal, Espanha, o Norte de Portugal e a Galiza, constituem uma instituição que vai permitir que sejamos capazes de responder aos novos reptos do século XXI.

E esse retos passam por acabar com as fronteiras, ser capazes de unir as pessoas e os seus interesses políticos, económicos e sociais. Temos de cuidar as nossas populações, fazer com que haja um desenvolvimento sustentável, e permitir que sejamos espaço de excelência onde as pessoas possam desenvolver uma vida de qualidade”. 

“Temos de respeitar e preservar o meio ambiente, o nosso património, a nossa cultura e a nossa língua. Vivemos num espaço que, certamente, é extraordinário. Vivemos no paraíso. Mas isso não é suficiente. Porque este paraíso já cá estava. Nós apenas o herdamos. Agora temos de o converter num espaço e num lugar onde mereça a pena viver e onde as pessoas se sintam orgulhosas de viver. Temos um património natural, paisagístico e meio-ambiental que é um espanto e temos uma economia potente, baseada no sector primário, nos serviços e na industria e temos de continuar a promove-la. Temos uma cultura milenária das mais antigas da humanidade. Temos uma população dinâmica, vanguardista, inovadora, com muito talento, com formação e, portanto, temos todos os instrumentos que nos permitem converter este espaço numa referência”.

“Hoje, tenho o privilegio de ser a voz da Deputacion de Pontevedra e de ser a mulher que, não sendo muito habitual que sejam as mulheres a assinalar os dias históricos, assinou esta constituição. 

No entanto, não sou a protagonista da criação desta AECT. Os protagonistas são os presidentes de câmara do Alto Minho e da Província de Pontevedra que compõem esta AECT e que com paixão e convicção alcançaram este feito”. 

Também José Maria Costa, presidente da CIM Alto Minho, falou num dia histórico.

“Hoje é, de facto, um dia histórico. É o dia em que duas comunidade se unem, através de um rio que une em vez de separar, para constituírem um instrumento de trabalho que possa dar sequência aquilo que tem sido o percurso de cooperação e de desenvolvimento ao longo dos últimos anos. 

Gostava de agradecer a Junta da Galiza e a CCDRN porque foi através dessa cooperação que muitos dos projetos da nossa euroregião surgiram.

No entanto esse espaço já não era suficiente para a vibrante atividade das instituições que existem no terreno e hoje é necessário criarmos outros instrumentos que facilitem o trabalho e o sonho das nossas comunidades. 

A cooperação transfronteiriça é uma forma concreta de podermos desenvolver esta coesão territorial aprofundando a cooperação e assim estamos a cumprir um desígnio que é melhorarmos as condições de vida das populações.

Estamos num momento complexo. Assinamos um tratado e estamos, na União Europeia, nas vésperas do próximo quadro comunitário de apoio.

Sabemos que hoje, os cidadãos europeus tem novas exigências, em matéria de segurança, de defesa e de imigração. Hoje os cidadãos exigem mais da europa. 

Hoje precisamos de dar respostas concretas aos cidadãos. 

Estamos numa zona de fronteira e em 900 km’s de fronteira entre Portugal e Espanha é aqui que temos maior intensidade de atividades, maior população, mais centros urbanos e mais atividade económica. Eu diria que este AECT é uma prova de vitalidade e de aprofundamento da nossa relação”.

Uxio Benitez, deputado da Deputación de Pontevedra responsável pela Cooperação Transfronteiriça realçou que “efetivamente, hoje é um dia histórico e um dia muito especial para todos aqueles que nasceram e cresceram no Minho.

O Rio Minho volta a ser o centro. Somos o centro e não o final. Para Madrid e Lisboa o rio era um limite, uma esquina, um final. Para estes estados o rio era algo que separada, mas para nós que vivíamos aqui o Rio Minho sempre foi algo que nos uniu. Apesar de décadas onde as respetivas ditaduras impediam que nos relacionássemos, nós realizávamos grandes negócios, amizades e até casamentos”. 

“Hoje, somos o centro de uma grande área com um forte dinamismo económico.

Estamos no meio de uma área, entre Vigo e Porto, com mais de três milhões e meio de habitantes. Somos a fronteira mais povoada entre Espanha e Portugal. Registamos 47% do fluxo de veículos ligeiros entre os dois países. Esta localização geoestratégica é o principal motivo para considerarmos que temos muitas possibilidades de desenvolvimento. Mas não é a única. O território Transfronteiriço do Minho tem uns valores ambientais únicos. Este rio deu e continua a dar muita riqueza através da pesca fluvial artesanal. 

Trata-se de um território que no início desta irracional fronteira sofreu guerras que nos deixam um enorme património histórico como são a rede de fortalezas transfronteiriças. Um território onde compartimos cultura, tradição e onde falamos a mesma língua”.

“Todos os agentes políticos e sociais devem-se unir e cooperar num território que nos dá identidade e a AECT nasceu precisamente para isso. Nasceu um instrumento com validez jurídica em ambos os países, estável e com vocação de cooperação e impulso político para apagar a fronteira e desenvolver o nosso território”.

“Uma das áreas mais importantes será o turismo. Um âmbito onde a cooperação é muito importante. Não podemos gerir o turismo a partir de um único concelho. 

Por isso, devemos unir-nos e oferecer ao mundo um produto turístico tão apetecível com é o território do Rio Minho. É um produto completo se tiver todos os concelhos juntos e não separados. Felizmente temos uma condições inigualáveis. Derrubemos a fronteira. Cooperemos”.

Em representação do Governo do Estado Espanhol esteve Juan Inácio Romero, Secretário Geral de Coordenação Territorial, onde afirmou que “muitas vezes, nos governos centrais,  somos acusados de estarmos muito longe e para nós, assim como para Portugal será um grande desafio conhecer as necessidades e finalidades destes instrumentos que são criados para melhorar a vida dos cidadãos”. 

“Como todos já disseram hoje é um dia feliz, um dia importante e o governo de Espanha quer participar dele, não à distância, mas aqui, em primeira mão”.

“Na minha experiência dentro da cooperação transfronteiriça, entre Espanha e Portugal mas também com França, foram constituídas 19 AECT’s mas nenhuma tem o volume ou a transcendência que tem esta. Estamos a falar de mais de 375 mil pessoas e de 3 mil quilómetros quadrados de área” e por isso termino, dizendo apenas que estou disponível para, desde o governo central, prestar toda a colaboração que considerem necessária”.

A encerrar a cerimónia discursou Ester Gomes da Silva, vice-presidente da CCDRN.

“Estou, precisamente, junto aos cidadão que mais sofrem com a existência de uma fronteira, que não sendo política, pois essa foi esbatida no processo de integração europeia, continua a ter problemas de fronteira e continuam a existir custos de contexto.

Isto porque, ainda é diferente candidatar-me a um posto de trabalho em Portugal ou em Espanha, porque ainda é diferente se queremos utilizar equipamentos que pertencem aos diferentes estados, e porque também é diferente gerirmos alguns recursos comuns, nomeadamente, o Rio Minho, que hoje nos faz estar aqui.

Ou seja, todos sabemos os ganhos que existem com a cooperação, com a eliminação de investimentos redundantes e com a partilha desses equipamentos.

Do ponto de vista da CCDRN a cooperação transfronteiriça é da maior importância. Aliás, nós, juntamente com a Junta da Galiza fomos pioneiros a criar uma comunidade de trabalho porque, sejamos claros, a fronteira e a cooperação mais dinâmica ocorre, precisamente, aqui, nesta região, pelo que, não é por acaso que os principais avanços institucionais, no que respeita a fronteira entre Portugal e Espanha, decorram aqui”. //

 

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Decorre pelo quarto ano consecutivo o Melgaço Alvarinho Trail. O evento, que decorre no dia 27 de Maio é composto por uma prova de Ultra Trail de 49 kms, um Trail Longo de 26 kms, um Trail Curto de 17 kms e uma Caminhada de 13 kms.

Trata-se de uma confirmação desportiva e de lazer que permitirá, aos participantes, desfrutar de algumas das paisagens mais deslumbrantes do concelho de Melgaço e promete divertimento, emoções fortes.

As prioridades desta prova são estimular os sentidos e aumentar o respeito pela natureza numa região que possui excelentes condições naturais, quer na Montanha quer no Rio.

Esta iniciativa é já uma referência nacional e, prova disso, é que o Ultra Trail e o Trail Longo integram o Prozis Campeonatos Nacionais 2018 da ATRP – Associação de Trail Running de Portugal.

O Melgaço Alvarinho Trail nasceu em 2015, numa iniciativa pioneira que tinha como objectivo aliar a prática desportiva ao contacto com a natureza e as populações locais.

Na primeira edição participaram 250 atletas, na segunda 280 e no ano passado o número de atletas já ultrapassou os 900.

A Vale Mais esteve à fala com Igor Moreira, da organização, que nos afirmou que esta bastante optimista, “mas sempre com enorme humildade e vontade de continuar a cimentar de forma sólida o nosso espaço no fenómeno do Trail Running e quiçá ambicionar um pouco mais. Estamos totalmente engajados de corpo e alma no processo”.

Para Igor Moreira “todos nós tentamos mostrar o que de melhor temos na Região e acima de tudo imiscuir os recursos endógenos da Terra. Nesta senda, inequivocamente, Melgaço tem peculiaridades extremosamente interessantes, únicas, que se complementam em perfeita sintonia com o fenómeno em si. Além de termos uma panóplia inesgotável em termos de território o que nos permite facultar aos atletas ano após ano novos trilhos, estamos inseridos em pleno PNPG além de Melgaço ser o Destino de natureza mais radical de Portugal, terra onde começa Portugal, no marco n. 1 de Cevide, com as nossas pesqueiras milenares, as nossas Brandas, o nosso cão de Castro Laboreiro, o nosso Alvarinho, o nosso fumeiro certificado, a nossa gastronomia, e muito, muito mais. Mas acima de tudo o nosso capital humano intrínseco ao Minho, cujo bem receber lhe corre no sangue”.

Melgaço tem excelentes locais para o Trail Running, desde o Rio Minho, a menos de 40 metros de altitude, até ao Planalto de Castro Laboreiro onde se superam os 1.300 metros de altitude.

Desde as Pesqueiras Milenarias do Rio Minho, Caminhos e Pontes Romanas, Aldeia Típicas, Trilhos, paisagens deslumbrantes sobre os Vales dos Rios, Minho, Trancoso e Mouro, sobre a vizinha Espanha até ao Planalto Castrejo onde se encontram dezenas de Dolmens, conta, também, com o Parque Nacional Peneda Gerês, onde se encontra a Porta de Lamas de Mouro.

A primeira edição da prova desenvolveu-se entre o Rio Minho e os Montes da Freguesia de Fiães, até aos 820 metros de altitude. Na segunda, desenvolveu-se entre o Rio Minho e o Parque Eólico dos Picos, superando os 1.200 metros de altitude. A terceira edição desenvolveu-se novamente desde o Rio Minho, mas para outras Montanhas, nas Freguesias de Cubalhão e Lamas de Mouro superando os 1.200 metros de altitude. Nesta edição decorre em pleno P.N.P.G..

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‘O MAT é uma prova divertida em redor da mãe natureza. Melgaço tem excelentes condições naturais, quer na montanha quer no rio, conjunturas que estimulam os atletas. Quem corre gosta da natureza, de sentir liberdade, e o nosso concelho tem ótimas condições para tal.’, considera José Adriano Lima, vereador com o pelouro de desporto.

De salientar que os atletas inscritos poderão usufruir de uma no Museu de Cinema de Melgaço – Jean Loup Passek, no Espaço Memória e Fronteira, no Núcleo Museológico de Castro Laboreiro e no Núcleo Museológico da Torre de Menagem.

Nesta edição, os participantes terão também a possibilidade de usufruírem de um serviço de massagem oferecido pela EPRAMI e de auxílio de primeiros socorros pela Saúde Constante.

A organização é da Melsport – Melgaço, Desporto e Lazer EM e da Solopisadas e conta com o apoio do Município de Melgaço, da Melgaço Radical, da ATRP – Associação de Trail Running de Portugal, dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, da Clínica de Medicina Desportiva Saúde Constante e da EPRAMI, e ainda com o patrocínio de diversas entidades.

Igor Moreira assegura que será, acima de tudo, “um dia de enorme festa”. Sobre o ex-líbris Alvarinho, que dá nome à prova, atesta que “os participantes terão a oferta de uma garrafa do vinho Torre de Menagem, das Quintas de Melgaço, nosso patrocinador oficial, do prémio finisher, de um saco, copo, t-shirt, bolo, café e muito mais, além do já referido acesso aos Museus de Melgaço de forma gratuita”.

 “Queremos que as pessoas vivenciem, de forma ativa, Melgaço, conheçam a história das nossas gentes e por inerência regressem”. 

Quanto à organização destes eventos, Igor Moreira conclui, garantindo que; “o trajeto tem sido enormemente enriquecedor. A equipa de trabalho é estupenda, sempre com enorme espírito de sacrifício e com os níveis de galvanização fabulosos, sendo que a paixão por aquilo que fazemos se adequa perfeitamente nas organizações desportivas que estamos envolvidos”. “Mas nem sempre foi assim. No início, com as marcações do terreno tivemos alturas de querer caminhar e parecer-mos autómatos, sem conseguir dobrar as pernas porque a dor era tanta que não dava para mais”. “Sem sombra de dúvidas que a organização tem sido uma experiência verdadeiramente enriquecedora, já para não falar nas centenas de pessoas que esta modalidade nos permite conhecer. Gente de todos os quadrantes da sociedade, focalizadas com um único objectivo. Superação e divertimento”.

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A primeira Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica do país foi inaugurada em Viana do Castelo e quer transformar esta cidade num Território de Ciência. Este foi um dos primeiros passos para disseminar o gosto pela ciência e pela biodiversidade no concelho.

A cerimónia de inauguração, que contou com a presença da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, decorreu na Escola Secundária de Santa Maria Maior, onde está instalado um dos laboratórios criados no âmbito da rede, que juntará 30 investigadores para o apoio a cerca de três mil alunos de Viana do Castelo, num investimento de 120 mil euros.

A Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica é constituída por sete unidades laboratoriais instaladas nas escolas sede de agrupamento: Laboratório de processamento de amostras em sedimentologia, Laboratório de sondagem mecânica e geofísica, Laboratório de Comunicação de Ciência, Laboratório de processamento de amostras em petrologia, Laboratório de Microscopia e Petrografia, Laboratório de Fotogrametria e Laboratório da Memória.

São unidades de investigação descentralizadas do Geoparque Litoral, concretizando o papel crucial das escolas e centros de investigação para o seu pleno desenvolvimento. Para além de consolidar a necessária aproximação das Escolas à Ciência – aos seus equipamentos, aos cientistas e aos problemas e metodologias em ciência – constitui o foco para que os professores e os alunos se permitam olhar para o território como um todo, integrado: na visão do aluno, o seu espaço de aprendizagem expande-se aos limites do concelho e permite uma noção mais funda de identidade;.

Para o professor, constitui o desafio de pensar o ensino sem muros (territorial) nem paredes (interdisciplinar), um apelo ao trabalho colaborativo docente e à intensificação das abordagens de metodologia de projeto. Constitui um ponto de partida, material, para a acomodação da recém-anunciada intenção de autonomização e flexibilização de 25% do universo da gestão curricular escolar.

A utilização dos laboratórios da Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica é incentivada através de canais de financiamento dedicados, entre outros, mediante a participação no Orçamento Participativo Escolar.

Esta Rede pretende apoiar o desenvolvimento e a implementação da metodologia de trabalho de projeto, como a opção de fundo, e o foco central do desenvolvimento curricular nas escolas de Viana do Castelo.

São ainda objetivos:

• Estimular o conhecimento científico através da descoberta do meio local;

• Promover o gosto e a prática da ciência em contexto fora da sala de aula;

• Incentivar o intercâmbio de conhecimentos entre alunos e docentes do concelho e investigadores;

• Desenvolver a interdisciplinariedade.

Pretende-se apoiar a dinamização escolar de projetos fundamentados nos temas/domínios:

• Comunicação de Ciência;

• Projetos científicos interagrupamentos;

• Sessões de divulgação científica à comunidade;

• Recolha e registo de património imaterial;

• Inventário e cadastro de património construído (incluindo arqueológico);

• Conservação de amostras pedagógicas e científicas, e testemunhos de sondagem;

• Estudos de apoio à interpretação dos paleoambientes;

• Estudos de apoio à interpretação da paleobiodiversidade;

• Estudos apoiados em sondagens da crosta terreste;

• Monitorização e interpretação de processos dinâmicos;

• Estudos baseados em fotografia aérea;

• Preparação de amostras para datação absoluta;

• Preparação de amostras para estudos em palinologia.

Adota um modelo de gestão pela equipa do Geoparque Litoral de Viana do Castelo e está centrada numa plataforma de base web, sendo a propriedade partilhada entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo (equipamentos) e os Agrupamentos Escolares (infraestruturas).

Laboratórios

Lab Memória

O QUE É?

1) Requisição de material arquivado para utilização na sala de aula ou para apoio de trabalho a realizar em qualquer laboratório da rede (amostras processadas – esquírolas, lâminas delgadas e testemunhos de sondagens, e respetivas fichas técnicas);

2) requisição online do arquivo fotográfico, audio, vídeo, documental e cartográfico do concelho de Viana do Castelo;

3) visita à Litoteca Municipal para conhecimento do espólio arquivado na unidade.

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• Armários para exposição e arquivo de amostras

• Armários para arquivo de sondagens

• Armários para arquivo de amostras processadas

• Plintos e armários para exposição temporária de amostras

• Repositório de Património Imaterial

• Computador

• Impressora

• Etiquetador

• Projetor multimédia

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO?

• Banco de amostras pedagógicas

• Banco de imagens

• Arquivo de lâminas delgadas e seções polidas

• Arquivo de sondagens

• Arquivo de rochas e minerais (regional)

• Arquivo de amostras (colheita nacional)

• Arquivo de Património Imaterial e desmaterializado (fototeca, cartoteca, filmoteca, fonoteca, biblioteca) – suportado na web.

ONDE FICA?

Agrupamento de Escolas de Arga e Lima

Lab Sed e Amostras

 

 

 

 

O QUE É?

1) Caracterização dimensional estatística de sedimentos e solos (histograma, curva de frequências, curva cumulativa e medidas descritivas como tendência central, dispersão, assimetria e angulosidade da curva de distribuição – estatística numérica e análise gráfica);

2) rotinas laboratoriais de extração e preparação dos minerais (quartzo e feldspato) sobre os quais vai ser medida a luminescência (realizada em laboratório exterior);

3) preparação de amostras biológicas para envio a laboratórios exteriores;

4) preparação de sedimentos para estudos à lupa binocular e ao microscópio petrográfico (no Laboratório de Microscopia e Petrografia).

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• Agitador eletromagnético de crivos

• Coluna de crivos

(via seca e via húmida)

• Tina de ultrassons

• Quarteador mecânico

• Estufas

• Iluminadores vermelhos para OSL

• Hotte

• Balança com interface

• Computador

• Impressora

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO?

Caracterização sedimentológica para apoio à interpretação de paleoambientes

• Preparação de amostras para datação absoluta

• Separação mineralógica por densidade

• Lavagem ácida de minerais.

ONDE FICA?

Escola Secundária de Santa Maria Maior

Lab sondegem mecânica

 

 

 

 

O QUE É?

1) Execução de sondagens em solos e sedimentos com recolha de material para tratamento estatístico dimensional (Laboratório de Processamento de Amostras em Sedimentologia);

2) realização de perfis geofísicos (sem perfuração) em solos e sedimentos para determinação da estratigrafia, de estruturas (geológicas e elementos enterrados) e de características sedimentológicas, permitindo a obtenção de radargramas para interpretação.

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• Ground Penetrating Radar (GPR) @ 200Mhz

• Conjunto de trados

• Tubos para armazenamento de sondagens

• GPS

• Martelos de geólogo

• Bússola do tipo Silva

• Computador

• Impressora

• Software para processamento e interpretação de informação geológica e geofísica (2D/3D)

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO?

• Prospeção geofísica (até 8 m)

• Prospeção mecânica (até 7 m)

ONDE FICA?

Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos com Ensino Secundário Monte da Ola.

Lab comunicação da ciência

 

 

 

 

O QUE É?

1) Registo audiovisual de atividades que envolvam os alunos e o exercício da ciência. Criação de conteúdos educativos e promocionais sobre o património do Geoparque. 

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• Computador para produção audiovisual

• Software de edição audiovisual

• Câmara de filmar HD

• Tripé

• Microfone exterior

• Vara para microfone 

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO?

• Divulgação da atividade científica em meio escolar

• Registos de entrevistas a cientistas residentes e a visitantes

• Arquivos audiovisuais de procedimentos experimentais.

ONDE FICA?

Escola Secundária De Monserrate.

Lab Microscopia

 

 

 

 

O QUE É?

1) Realização de estudos sobre a forma e superfície dos grãos de quartzo (morfoscopia e morfometria) para determinação de características sobre o meio de transporte;

2) determinação da composição mineralógica da fração areia;

3) realização de estudos de microscopia petrográfica (análise de seções delgadas de rochas e montagens de grãos).

Obs.: os dados (inclusive registos fotográficos) serão encaminhados para arquivo no Laboratório da Memória.

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• Microscópios petrográficos

• Lupas binoculares

• Computador

• Projetor multimédia

• Câmara de vídeo

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO

• Estudos de morfoscopia

• Estudos de morfometria

• Estudos de petrografia

• Estudos de mineralogia

• Registo fotográfico e vídeo.

ONDE FICA?

Agrupamento de Escolas de Barroselas.

Lab processamento

 

 

 

 

O QUE É?

1) Tratamento de amostras de rochas do geoparque (e de outras localizações) para observação e descrição macroscópica (esquírola de rocha) e observação e descrição microscópica (lâmina delgada).

Obs.: depois de processadas as rochas – as equírolas e lâminas delgadas – e realizadas as descrições, as amostras e fichas técnicas serão encaminhadas/arquivadas na Laboratório da Memória (sendo possível ser requisitadas) e a informação disponibilizada para consulta online.

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• Serra diamantada

• Polidor de esquírola

• Tabuleiro de esmeril

• Polarizador

• Microscópio petrográfico

• Câmara de vídeo

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO?

• Execução de lâminas delgadas

• Execução de seções polidas.

ONDE FICA?

Agrupamento de Escolas Pintor José de Brito.

Lab Fotometria

 

 

 

 

O QUE É?

1) Monitorização de sistemas dinâmicos (ex. evolução de manchas de vegetação invasora-infestante; evolução do perfil de praia-duna; determinação das características de ondulação – velocidade, orientação, período e padrões de interferência com estruturas construídas e naturais – refração e reflexão de ondas);

2) apoio à cartografia geomorfológica (média escala – ex. superfícies de aplanamento e alinhamentos estruturais; grande escala – ex. plataformas costeiras);

3) reconstituição fotogramétrica de geoformas de grande escala;

4) cadastro de património construído (incluindo património arqueológico);

5) impressão de maquetes para análise estrutural e cadastral.

QUE EQUIPAMENTO TEM?

• VANT equipado para estudos de fotogrametria

• Mesas de luz

• Impressora 3D

• Computador

• Software de edição de imagem

• Impressora

QUAL O POTENCIAL TECNOLÓGICO INSTALADO?

• Estudos de monitorização de meios dinâmicos

• Estudos de caracterização morfológica

• Estudos cadastrais

• Maquetização de levantamentos fotogramétricos e cadastrais.

ONDE FICA?

Escola Básica EB23 de Viana Do Castelo.

Veja a reportagem publicada na revista:

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A Academia de Música Fortaleza de Valença – AMFV -  foi fundada em 26 de setembro de 2013. Está formalizada como sendo uma associação de âmbito artístico, pedagógico e cultural, sem fins lucrativos, integrada no ensino particular e cooperativo. Enquanto escola, faz parte  do ensino especializado da música, tendo sido homologada pelo Ministério da Educação e Ciência em 21 de setembro de 2014.

Os seus propósitos são promover o ensino da música de acordo com os cursos oficiais do Ministério da Educação, contribuir para a formação integral dos seus alunos, como cidadãos e como músicos, implementar uma dinâmica cultural a nível nacional e internacional potenciando, assim, o projeto Eurocidade Valença-Tui.

Para tal ambicionam concretizar o projeto de criação de uma Orquestra da Eurocidade.

A Vale Mais deslocou-se ao antigo edifício da Alfandega de Valença, onde a academia tem sede e, em cerca de 10 salas, se respira música.

Conversamos com Ivone Ribeiro, a diretora pedagógica da academia que nos falou do dia-a-dia desta escola.

A Academia de música é um projeto recente (4 anos). Como surgiu?

A AMFV surgiu com o objetivo de criar,  no Município de Valença,  uma oferta formativa na área do Ensino Especializado da Música, até então inexistente. Concomitantemente, com esta oferta,  promove-se uma dinâmica cultural diversificada fomentando assim a criação de novos públicos.

Como está dividida, estruturalmente, a Academia? 

A AMFV está dividida por cursos, de acordo com a legislação em vigor do ME.

Os cursos estão divididos da seguinte forma:

• Curso de Iniciação Musical: Crianças dos 5/6 aos 9/10

• Curso Básico de Música: Crianças/jovens dos 10 aos 15 anos

• Curso Livre de Instrumento: Todas as idades

Os instrumentos que os alunos podem optar são os seguintes: Violino; Viola d`arco; Violoncelo; Contrabaixo; Flauta Transversal; Oboé; Clarinete; Fagote; Saxofone;  Trompete; Trompa; Trombone; Percussão; Guitarra Clássica; Piano e Canto.

Os cursos são exclusivamente para alunos do ensino escolar ou qualquer pessoa pode inscrever-se?

No Curso de Iniciação Musical e no Básico de Música, apenas crianças e jovens com as idades referidas, na questão anterior, podem frequentar. De salientar que têm um Plano de Estudos próprio e obrigatório.

No Curso Livre de Instrumento,  todas as pessoas de qualquer faixa etária podem frequentar.

Que outros projetos possui?

Temos ainda o Projeto de Infância para crianças entre os 3 e os 5 anos de idade e um Projeto Jazz.

Quais são, até ao momento, os principais momentos do seu historial?

Podem-se destacar vários momentos marcantes: a homologação do Ministério da Educação; a viagem a Lisboa para cantar as janeiras ao primeiro-ministro, na época Passos Coelho; a atuação aquando da vinda a Valença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; o  2.º lugar no Concurso de Panxoliñas em Espanha; o Concerto de Natal com o Coro Vocalis Contrasta da AMFV e a Orquestra do Conservatório de Música Tui, no âmbito da Eurocidade; Concertos comentados “Música em Família” e a  participação do Ensemble Orff, no Porto, nas comemorações dos 30 anos de vinda a Portugal do Pedagogo Belga -  Jos Wuytack.

De que apoios dispõe a Academia?

Desde a sua fundação a Academia tem sobrevivido com os apoio dos encarregados de Educação e da Câmara Municipal de Valença.

Este ano iremos fazer uma nova Candidatura ao Contrato de Patrocínio do ME,  de modo a garantirmos financiamento no próximo Ano Letivo 2018/19.

Já foi feita uma candidatura, em 2015, mas como nessa altura éramos uma escola nova… e não foi dado nenhum apoio a nenhuma escola (nova) do país.

Houve um corte nos apoios ao Ensino Especializado da Música. As escolas antigas sofreram uma redução de apoios e as novas nem sequer foram contempladas.

Agora, vamos concorrer e obviamente que tencionamos obter esses apoios, porque o ensino articulado passa a ser gratuito para os alunos e para a estrutura da academia é um passo importantíssimos, visto que são necessários mais funcionários, mais instrumentos, mais contratos para professores, entre outras situações.

Sente que a Academia pode ser uma fonte de ambição e um caminho para quem quer prosseguir estudos/carreira nestas área?

Esse é dos nossos objetivos,  possibilitar que os alunos desta região possam prosseguir estudos superiores no âmbito da Música.

Quantos alunos tem a Academia nos diferentes cursos?

Atualmente tem  110 alunos.

Além de Valença há praticantes oriundos de outros concelhos? Quais?

Sim. De Espanha, Monção, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira.

Como decorrem as aulas? 

Semanalmente, os alunos do Curso Básico de Música, uma vez que frequentam o regime articulado, têm o seu horário integrado/articulado com o do Agrupamento Muralhas do Minho, Valença. Algumas aulas, dos alunos do articulado, ocorrem no Agrupamento Muralhas do Minho.

As atividades letivas ocorrem, maioritariamente, na AMFV.

Os alunos de Iniciação e do Curso Livre de Instrumento têm as aulas após o horário escolar ou de trabalho, na AMFV.

E os espetáculos? Como surgem e como são trabalhados?

No início do Ano Letivo, a Escola elabora o Plano Anual de Atividades, destinado a todos os alunos e comunidade escolar, de modo a que haja concertos, visitas de estudo e audições nos três períodos do Ano.

Todos os concertos são importantes e têm dinâmicas próprias.

A performance em palco e em público fazem parte da formação dos nossos alunos.

Existe alguma propina por aluno/a? Qual?

Sim, os alunos têm 3 disciplinas no seu plano de estudos. Por outro lado, os professores são oriundos do Porto, Viana do Castelo e Braga, implicando deslocações e o seu pagamento de honorários à hora letiva. Neste sentido, o plano de estudo para os alunos de Iniciação custa 55€ mensais; Curso Básico de Música 45€ e Curso Livre de Instrumento 50€/60€.

Os projetos Infância, bem como o de jazz, são mais acessíveis, uma vez que só têm uma aula semanal em grupo.

De referir que o Município de Valença contribui com uma verba para minimizar os encargos das respetivas famílias.

Projetos para o futuro?

Queremos dar continuidade a esta oferta formativa, garantir o financiamento no próximo ano letivo, de modo a tornar este tipo de ensino acessível a todos as crianças e jovens do concelho de Valença e, quem sabe, de outro concelho vizinho.

Ou seja, os nossos professores poderão ir a outro Agrupamento Escolar, lecionar um instrumento, porque já soube que existe o interesse de outros municípios neste ensino articulado.

Depois, queremos continuar a fazer parceria com o Conservatório de Tui, no sentido de tornarmos a Orquestra da Eurocidade uma realidade. Esta parceria surgiu em 2017 e ambicionamos criar a Orquestra.

Poderemos, também, fazer uma candidatura aos fundos europeus para apoiar este projeto internacional. A Orquestra naturalmente que terá alunos e professores das escolas.

Por fim, iremos promover um atelier para os utentes da APPCDM e alargar parcerias com outras instituições.

Qual é a importância desta Academia para o município de Valença? E para a Eurocidade? 

Tem uma grande importância, uma vez que não existia esta oferta educativa, no concelho de Valença, bem como, nos concelhos vizinhos. A oferta cultural do Concelho passou a ter outra dinâmica e outros públicos.

De salientar ainda, o facto da instituição ter criado novos postos de trabalho que no futuro poderão ser ocupados pelos  alunos da AMFV, fixando assim os jovens em Valença e atraindo, ainda, artistas de outras regiões.

Considera que a projeção que a Academia tem no concelho e na população é boa ou pode melhorar?

Creio que a Academia tem vindo a ganhar projeção e um bom acolhimento no concelho. Desde a sua fundação que sempre nos mostramos  receptivos e cooperantes com o Município de Valença, parceiro indispensável, que tem apoiado e valorizado o trabalho desenvolvido na AMFV.

A nossa postura tem sido de abertura e colaboração. Sempre que instituições nos  solicitam procuramos, dentro das nossas possibilidade, dar feedback positivo.

A Escola está bem consolidada ou há muito crescimento pela frente? 

Obviamente que um projeto como este ainda tem um grande percurso pela frente. Há uma necessidade urgente do financiamento do Ministério da Educação para consolidar a AMFV. Temos lutado com muitas dificuldades financeiras, desde o início, para conseguir sustentar esta Academia. Estou certa que estamos prestes a conseguir o nosso objetivo, em prol da igualdade de oportunidades das crianças e jovens deste concelho, e mesmo, desta região.

As condições na Alfandega são boas ou são as possíveis? 

O Edifício da Alfândega é, sem dúvida, um dos mais emblemáticos de Valença e é para nós, uma honra, usufruir deste espaço.

A aposta do Município neste espaço para a AMFV, deu-lhe uma nova dinâmica e por consequência criou a necessidade de se adaptar às normas e exigências do Ministério da Educação.

Com o crescimento do número de alunos, houve necessidade de alargar o número de salas. Sei que o Município está a acautelar esta situação.

No próximo Ano Letivo, pretendemos homologar os cursos secundários de música, o que implicará a adaptação de outros espaços.

O edifício tem uma localização privilegiada, tem muito potencial e irá, certamente, ser adaptado às necessidades da Academia.

São Órgãos da Associação:  
Assembleia Geral

Presidente – Ana Paula Xavier

Direção

Presidente – Ivone Ribeiro

Secretária – Lucinda Dantas

Tesoureira – Carmo Pereira

Direção Pedagógica

Diretora Ivone Ribeiro

Subdiretores

Mariline Borlido

Manuel Vieira.

Veja a reportagem publicada na revista:

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Correm novos tempos no Hospital Concheiro. Com mais de meio século de história, o hospital de Vigo, de capital inteiramente galego, encara o ano de 2018 cheio de novidades.

Conversamos com Alejandro González-Concheiro Santos, diretor do Concheiro Centro Médico Quirúrgico.

Que mudanças enfrenta o hospital?

No Centro Médico Quirúrgico Concheiro, a medicina não é só a atenção dedicada a patologias específicas, mas também, um compromisso com o bem-estar e a saúde de cada paciente. Juntando vocação e profissionalismo somos capazes de oferecer um serviço médico de qualidade superior. Sob essas premissas, há alguns meses incumbimos  uma consultora de elaborar um plano estratégico para definir a nossa estratégia para os próximos anos.

Quais foram as principais recomendações desse plano estratégico?

Falamos de três eixos de ação fundamentais: Apostar em novas especialidades, o aprimoramento das  especialidades já existentes, destacando o carácter afável do hospital e, por fim, a criação de uma nova marca e nome comercial.

Este plano estratégico acarreta uma importante verba económica para enfrentar os investimentos em equipamentos tecnológicos e na reforma do edifício que alberga as instalações do hospital.

Por que a mudança de nome e imagem?

Queremos apoiar-nos numa marca renovada para comunicar o novo projeto hospitalar ao nosso público, fazendo-o, sem perder os valores que nos acompanham há mais de 50 anos. Acreditamos que o nome Concheiro Centro Médico Quirúrgico ajudar-nos-á a alcançar esses objetivos.

Além do nome, o hospital também sofreu transformações nas suas instalações.

Reformamos, totalmente, o 1.º e 3.º andares do hospital para atender ao crescimento de oftalmologia e o aumento da atividade prevista para as restantes especialidades. No que diz respeito aos equipamentos tecnológicos, os proprietários decidiram fazer um importante investimento para fortalecer as equipas médicas e prover o hospital de tudo o que for necessário, nesta nova etapa.

Qual modelo de hospital pretende ser o Concheiro?

Queremos ser um hospital de referência para o norte de Portugal e o sul da Galiza, aberto a profissionais de qualidade incontestável e especializados em Traumatologia, Cirurgia Geral e Digestiva, Oftalmologia, Maxilo-Facial e Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.

Sabemos que a confiança que nos foi depositada durante todos estes anos surge da qualidade dos nossos profissionais e do conforto das nossas instalações.

Usufruímos de uma excelente localização na estrada de Vigo, a partir de Portugal e a menos de uma hora, de carro, da área do Baixo Miño.

Alejandro González - Concheiro y Antonio González - Concheiro

Alejandro González – Concheiro y Antonio González – Concheiro

Quais são as prioridades e objetivos do Concheiro Centro Médico Quirúrgico nesta nova etapa?

A nossa prioridade é sempre o paciente. A excelência no atendimento médico e no serviço são nossos objetivos. Temos as mais rigorosas e exigentes certificações no sector da saúde, que garantem e certificam o rigoroso cumprimento dos critérios de qualidade do nosso hospital.

Uma equipa médica de especialistas e um equipamento técnico de vanguarda fazem toda a diferença.

Depois, também somos acompanhados pelo Dr. Antonio González-Concheiro Santos, diretor médico do Concheiro Centro Médico Quirúrgico e reputado especialista em traumatologia e cirurgia ortopédica.

Você sempre foram uma referência em traumatologia.

É verdade, e continuaremos a sê-lo porque possuímos profissionais conceituados, com uma trajetória certificada e temos, também, um equipamento de última geração. Utilizamos as mais recentes tecnologias aplicadas às diferentes patologias do tornozelo e pé, joelho, quadril, cotovelo, ombro, etc. O fato de trabalharmos, há tanto tempo, e tão intensamente na resolução clínica e cirúrgica de diferentes patologias proporciona ao paciente uma garantia de sucesso.

Quais são as técnicas cirúrgicas mais utilizadas?

A técnica a usar é marcada pela patologia que estamos a tratar, em cada momento, mas sempre que a doença o permite, utilizamos técnicas cirúrgicas não-invasivas, como a Artroscopia, o que nos permite explorar diferentes articulações de forma intra-articular e tratar lesões de menisco, cartilagem e ligamento cruzado anterior. Também somos especialistas na aplicação de outras técnicas, quando o tipo ou tamanho da lesão o requer, como a cirurgia aberta, a realização de enxertos ou a colocação de próteses.

Alejandro González - Concheiro y Antonio González - Concheiro

Em que consiste a aposta nas novas especialidades?

Devemos continuar a apostar nas especialidades que nos permitiram chegar até aqui, como é o caso, entre outros, da traumatologia, mas queremos focar-nos e promover outras como a Oftalmologia, a Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, a Maxilo-Facial e a Cirurgia Geral e Digestiva.

Aquele caráter afável, que falamos anteriormente, queremos passá-lo não só aos pacientes, mas também aos profissionais, para que vejam o nosso centro como o local ideal para realizar as suas intervenções, focando-nos, especialmente, num modelo de “cirugía mayor ambulatoria” ou seja, não requere o ingresso e estadia do paciente no Centro, ou então, períodos de hospitalização curtos.

Qual o papel da Oftalmologia no novo projeto? 

Será uma das maiores apostas. Lançámos uma Unidade de Oftalmologia equipada com os melhores aparelhos de última tecnologia, para resolver problemas oftalmológicos e contamos, na direção, com os médicos Jesus Suarez Rodriguez e Alberto Ollero Lorenzo, dois oftalmologistas de renome com uma reconhecida trajetória de 25 anos de intensa atividade clínica e cirúrgica.

Além do novíssimo equipamento que permite realizar um diagnóstico perfeito, no centro, dispomos de duas salas de cirurgia com tudo o necessário para garantir um bom resultado em todas as cirurgias que fazemos.

A nossa única preocupação é o paciente e por isso colocamos toda a nossa experiência e tecnologia à sua disposição para oferecer uma assistência integral a sua saúde ocular.

Somos o único centro de oftalmologia na Galiza, que tem EYE- LIGHT, revolucionário equipo que resolve o grave e incómodo problema do Olho Seco, aplicando uma combinação de luz pulsada e modulada. Trata-se de um tratamento indolor, sem contacto e melhora os sintomas desta doença em poucas horas.

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A CLÍNICA OFTALMOLÓGICA CONCHEIRO SERVIRÁ O NORTE DE PORTUGAL 

A Clínica Oftalmológica Concheiro nasceu com o objectivo de se tornar uma  referência de oftalmologia no sul da Galiza e norte de Portugal, cobrindo uma vasta área geográfica que inclui cidades importantes, como Viana do Castelo, Braga, Chaves, Bragança, Mirandela, Vila real, Amarante, etc. 

Consciente da necessidade que existe nesta região do interior de uma oftalmologia de qualidade, a Clínica Concheiro torna-se numa alternativa perfeita para todos os habitantes desta área, que poderão usufruir  de um atendimento avançado, a apenas uma hora de carro. 

O nível elevado da oftalmologia na Galiza é conhecido por todos, mas a Clínica Oftalmológica Concheiro tem duas figuras muito importantes; os médicos Jesus Suarez Rodriguez e Alberto Ollero Lorenzo. Com uma longa carreira de mais de 25 anos, possuem uma vasta experiência no campo clínico e cirúrgico. Desenvolveram uma carreira, na medicina pública, que lhes permitiu operar milhares de casos de catarata, glaucoma, transplantes de córnea e outras patologias, relacionadas com a estética ocular destinadas a corrigir problemas relacionados com o envelhecimento natural dos olhos, tais como a eliminação de sacos de olho ou rugas. 

Os procedimentos mais comuns, tais como cirurgia de catarata, que proporciona excelentes resultados, não necessitam de hospitalização, de modo que os pacientes no norte de Portugal, no mesmo dia, podem dirigir-se a clínica, serem operados e retornarem as suas respectivo casas. 

O Centro Médico Quirúrgico Concheiro está localizado a dois minutos do ‘El Corte Inglês’ e tem um parque de estacionamento muito perto, o que tornará a visita do paciente e dos seus companheiros muito fácil.

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Veja a reportagem publicada na edição impressa:

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Imagem de Dia da Proteção Civil celebrado com exposição de meios e agentes

A Autoridade Nacional de Proteção Civil, assim como outras entidades enquanto agentes do Sistema Nacional de Proteção Civil organizam, neste dia, simulações, exposições, ações de sensibilização e outras iniciativas que visam exortar e implicar os cidadãos e as comunidades a adotarem e aprofundarem a prática quotidiana de uma cultura de prevenção, e ao mesmo tempo sensibiliza-los no sentido do desenvolvimento de competências e na identificação de riscos naturais e tecnológicos, promovendo atitudes e comportamentos adequados em situações de emergência.

Neste sentido, e para assinalar esta data, irá realizar-se uma Exposição de meios de Agentes de Proteção Civil (Bombeiros, PSP, GNR, Exército, SEF, Autoridade Marítima e CVP), aberta à toda a comunidade.

A mostra terá lugar no dia 1 de março, das 9h00 ás 17h00, no parque do Centro Cultural de Viana do Castelo.