Lígia Rio

Lígia Rio
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Com a chegada do frio, chegam também alguns sintomas incómodos como nariz entupido, pingo no nariz, comichão e espirros, o que nem sempre significa constipações ou gripes. São sinusites, e outras “ites”, das quais nos podemos proteger.

O nariz é a via natural de entrada e saída de ar, de, e, para os pulmões. É no nariz que o ar é aquecido, humidificado e filtrado. É constituído, interiormente, pelas fossas nasais que, por sua vez, são revestidas por mucosa – a mucosa nasal e separadas entre si por meio de um septo osteocartilaginoso        – o septo nasal. Situadas internamente ao lado das fossas nasais estão os seios paranasais.

A Rinite alérgica ocorre quando o sistema imunitário responde à presença de alergénios como o pólen, pó, bolor, ácaros, pelos de animais, perfumes, etc., surgindo os espirros, a comichão, o pingo. Na rinite não alérgica, não ocorre uma reação alérgica, podendo-se tratar de uma rinite viral ou rinite por exposição a ambientes secos e frios.

A sinusite, por sua vez, refere-se à inflamação dos seios paranasais. O termo mais correto deveria ser rinossinusite por, geralmente, coexistirem os dois casos associados: sinusite e rinite. Quase sempre a inflamação dos seios paranasais acompanha a inflamação, prévia ou simultânea da mucosa nasal.

Pode ser classificada como rinossinusite aguda viral (constipação comum), que é mais frequente e os sintomas duram menos de 10 dias; rinossinusite aguda: sintomas duram menos de 4 semanas; rinossinusite subaguda: sintomas duram entre 4 a 12 semanas; rinossinusite recorrente: 4 ou mais episódios agudos num ano com ausência de sintomas entre episódios; rinossinusite crónica: sintomas persistem por mais de 12 semanas.

A rinossinusite é caracterizada por sintomas que podem incluir obstrução nasal, dor ou pressão facial, diminuição ou perda de olfato, secreções nasais, podendo existir cefaleia, fadiga, febre e tosse. Todos estes sintomas interferem, de modo significativo na qualidade de vida do paciente, no seu comportamento profissional e social.

Os fatores que desencadeiam estes problemas pode ter a ver com características individuais – alergias, desvios do septo nasal, presença de pólipos nasais, efeitos secundários de fármacos, entre outros que dificultem a drenagem das secreções respiratórias. Podem ter, também, a ver com fatores atmosféricos e presença de bactérias, fungos, vírus e poluição.

Estudos revelam que a prevalência da rinussinusite em Portugal é de 13,7%, onde a rinussinusite aguda é cerca de 5 vezes mais elevada do que a crónica.

Tratamento/Prevenção

É muito comum vermos as pessoas que sofrem deste tipo de problemas medicarem-se constantemente com anti-histaminicos e descongestionantes nasais. É realmente desconfortável e maçador. Cada utente tem manifestações diferentes que carecem de medicação apropriada dada pelo médico assistente. No entanto, e para quem não gosta de seguir a via convencional, existem algumas formas naturais de atenuar o problema como hidratar, (beber muitos líquidos ajuda a fluidificar as secreções nasais e a humidificar a mucosa); beber água ou chás com eucalipto, gengibre ou tomilho. O gengibre é por natureza um excelente anti-inflamatório e o tomilho contribui para uma respiração mais fácil.

Manter uma boa higiene nasal é fundamental na prevenção de problemas respiratórios. As lavagens com soro fisiológico ou soluções salinas são boas opções para manter a limpeza nasal diária ou, apenas, para aliviar sintomas. A irrigação da mucosa nasal com uma solução salina isotónica ou hipertónica ajuda na redução do edema e obstrução nasal, assim como melhora o transporte mucociliar (sistema de defesa da mucosa que permite a mobilização das secreções para serem eliminadas).

Os sprays nasais, com efeito descongestionante, podem ajudar no alívio de sintomas. Existem sprays combinam a ação de limpeza e suavizante de uma solução salina com extratos vegetais de plantas e óleos essenciais. Deve evitar mudanças bruscas de temperatura e humidade, evitar a exposição a agentes irritantes como tabaco e poluição, procurar ambientes arejados e reforçar as defesas do organismo.

Existem substâncias naturais com propriedades anti-inflamatórias benéficas ao aparelho respiratório, como a perpétua-das-areias, a urtiga, o gengibre e a equinácea. O reforço de vitamina C e D são excelentes para combate a problemas respiratórios como a rinite alérgica.

É importante concluir que a definição do melhor tratamento para cada utente é feita pelo médico mediante os sintomas de cada um e que a prevenção deve ser sempre o melhor tratamento. Aproveite o privilégio de morar no litoral e usufrua da água do mar para fins terapêuticos.

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Não lhe podendo chamar alimento, o açúcar é um “produto”, viciante, ao qual, quase ninguém consegue resistir em dias de festa ou quando esta triste.

Tudo poderia estar bem se o consumo do açúcar fosse esporádico ou fosse consumido em forma de frutose ou lactose, naturalmente, presentes nos alimentos como frutas, legumes, leite e derivados.

O açúcar refinado (açúcar branco) vicia o cérebro tal como o tabaco, álcool e drogas. Estimula a produção de dopamina, uma hormona responsável pela sensação de bem-estar e prazer, por isso torna-se num refúgio em momentos de maior tristeza e fragilidade. Esta sensação de prazer, que o torna viciante é preocupante e ao mesmo tempo uma arma para a indústria alimentar. A ideia é torna-los viciantes para não deixarem de ser consumidos e vendidos. O açúcar, hoje, esta presente na composição de praticamente todos os alimentos processados.

Para além de viciante, o consumo de açúcar acarreta muitos outros malefícios.  É um agente inflamatório, causa elevados níveis de glicemia e insulina, prejudica a memória e causa dificuldades de aprendizagem. É, também, a principal causa de diabetes tipo 2, problemas dentários, aumenta o risco de cancro, envelhecimento precoce, problemas gastrointestinais, colesterol alto, hipertensão e doenças cardíacas, doenças da pele, entre muitos outros.

Não podemos considerar o açúcar um alimento porque apenas fornece calorias vazias pois não contem vitaminas nem minerais que são nutrientes essências para o nosso organismo. O açúcar engorda e prejudica todo o funcionamento normal do organismo.

Existem algumas alternativas para quem não consegue passar sem a sensação de doce como açúcar de coco, açúcar mascavado, mel ou stevia. Não deixam de ser açúcares mas se consumidos com moderação acarretam menos problemas.

Se todos os dias comermos cereais açucarados ao pequeno-almoço, hambúrgueres em pão com refrigerantes, leite achocolatado com bolo ao lanche, pizza ao jantar e iogurte açucarado ao deitar, é óbvio que o corpo vai ter mais açúcar no organismo do que o que precisa. Vai acumular e, posteriormente, transformar em gordura.

Açúcar e as crianças

Estamos habituados a ouvir dizer que é de pequenino que se torce o pepino. Pois bem, se assim é para umas coisas porque não aplica-las à alimentação? O açúcar não deveria fazer parte da alimentação das crianças de forma nenhuma. Se é viciante, por que dar?! Quanto mais tarde tiverem contacto com os doces e com o açúcar, melhor será o desenvolvimento motor, neurológico e cognitivo dos bebés e crianças que tanto precisam de nutrientes e proteínas. Não se trata de proibir (o fruto proibido é o mais apetecido) mas evitar o seu consumo e privilegiar outros alimentos mais ricos e saudáveis.

É importante alertar os pais e/ou os cuidadores que tudo que vem embalado ou em pacotes tem açúcar. Entenda-se como açúcar tudo que seja glícidos, dextrose, maltose, frutose, xarope de milho… tudo é de evitar. É essencial privilegiar os alimentos que não tem rótulo, ou lista de ingredientes, ou seja, aqueles que vem diretamente da terra e do mar.

A estatística é alarmante! Temos muitas crianças com problemas de caries dentárias, obesidade e diabetes em Portugal.

Existem alguns projetos, como o “SinAzucar.org” que pretendem revelar a verdadeira quantidade de açúcar que esta “escondida” nos alimentos. Por exemplo, os iogurtes da Nestlé, para bebes, têm 9 gramas de açúcar. Bebidas energéticas ‘Monster’ têm 15 cubos de açúcar. Meio litro de coca-cola tem cerca de 53 gramas, etc. É por isso verdade que é extremamente difícil alimentar as nossas crianças sem qualquer adição de açúcar mas podemos seguir os semáforos da alimentação e optar por aqueles que têm menos quantidade na sua composição.

Temos de promover a saúde, mudar hábitos e mentalidades. O doce tem de deixar de ser uma recompensa. O excesso de açúcar no sangue não dói, mas mata!

Em Portugal

Segundo dados do INE, o consumo de açúcar refinado aumentou 4,2 g/hab/dia entre 2012-2016 face ao período transato.

Em 2016 as disponibilidades diárias de açúcar adicionados totalizam 88,3 g/hab/dia, cerca de 16 saquetas de açúcar por dia, 23 colheres de chá por dia, cerca de 34,7 kg por ano! 

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Com a chegada do verão e do calor são necessários alguns cuidados. De que forma o calor afeta o nosso organismo e como podemos contornar isso?

Este Verão já chegamos a sentir temperaturas na ordem dos 40 graus. O calor extremo afeta toda a gente, em especial os desportistas de ar livre que por vezes insistem em correr nas horas de maior calor. Nesse sentido, importa esclarecer que suar em demasia não emagrece, desidrata! 

Apesar da estação promover mais disposição para o exercício, o calor extremo pode afetar negativamente o desempenho do atleta e provocar lesões graves. O aumento da temperatura corporal, para além da desidratação, pode provocar falta de energia, hipotensão arterial, vertigens e dores de cabeça, Hiponatremia por perda de sais minerais através do suor, entre outras.

O que acontece…

Sabia que… Em situações de humidade relativa elevada, ou seja, quando há grande quantidade de vapor de água no ar, o processo de evaporação do suor é prejudicado, assim como o de perda de calor. Nesta situação, a temperatura corporal sobe que se chegar a 41 graus pode provocar a morte.

Sinal de alerta… Quando a temperatura do corpo sobe, os termoreceptores espalhados pelo corpo enviam um sinal ao hipotálamo, área do cérebro responsável por acionar reações no controlo da temperatura corporal.

Quebra da energia… Com o aumento da temperatura, os vasos sanguíneos dilatam e a pressão arterial desce. Para além de dificultar a absorção de oxigénio pelos músculos, causa sensação de moleza e quebra de energia.

Produção de Calor… Para conseguir energia, o nosso organismo produz uma molécula chamada adenosina trifosfato (ATP). Nesse processo ocorre libertação de calor que o nosso organismo tenta eliminar para manter o equilíbrio térmico nos 36,5 graus.

Hidratação… Não é só de água que o nosso suor é composto, existem sais minerais como o sódio e potássio que em baixas concentrações levam a cãimbras, náuseas e fadiga muscular. Daí a importância de bebidas isotónicas para exercícios prolongados.

Transferência de calor… Um dos mecanismos utilizados pelo organismo para libertar o calor é por meio da condução. O calor é transferido pela corrente sanguínea até à superfície da pele onde ocorre a troca de calor com o exterior. Por isso focamos com as bochechas vermelhas durante o exercício e em dias muito quentes.

Transpiração… Quando a temperatura interna do corpo aumenta as glândulas sudoríparas ativam e transpiramos. A transpiração é a forma do corpo refrescar através da sua evaporação à superfície da pele. Por isso, não se deve limpar com tanta regularidade o suor pois transpiramos ainda mais e ão refrescamos o corpo, desidratamo-lo.

Se foi treinar a uma hora impropria e sentiu-se mal, deve procurar uma sombra para sentar ou deitar (diminuir a frequência cardíaca – nestes casos o coração tem grandes dificuldade de bombear a quantidade de sangue necessária para todo o corpo), ingerir lentamente água ou bebidas isotónicas, esperar que normalize e chamar ajuda.

Existem algumas bebidas isotónicas no mercado, umas melhores que outras, mas uma delas mais barata e saudável, a caseira. Basta misturar 1 ou duas colheres de açúcar ou mel, uma pitada de sal, 2 colheres de sopa de sumo de limão ou laranja e 250mL de água. Atenção que as bebidas isotónicas só devem ser ingeridas em casos de exercícios de intensidade elevada ou quando se perde cerca de 2% do peso corporal durante a atividade física.

Dito isto, são necessários alguns cuidados. Evitar a prática de exercício físico entre as 10h e as 17h, ingerir bastantes líquidos, usar óculos de sol, chapéu, protetor solar e bom calçado para evitar zonas de fricção e bolhas e fazer uma alimentação leve antes dos treinos.

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Todos os anos surgem cerca de quatro mil novos casos de epilepsia, a maioria deles em crianças e adolescentes a juntar a um total de 70 mil portadores desta perturbação neurológica.

O que é epilepsia?

A epilepsia é uma alteração no funcionamento do cérebro, causada por uma anomalia na sua atividade elétrica e manifesta-se através de episódios repetidos e breves a que se chamam crises em que são interrompidas temporariamente a função habitual e produzem manifestações involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo. As causas são variadas incluindo a genética. Cerca de metade das epilepsias que ocorrem na infância desaparecem com o tempo ou a maturidade cerebral. Para os restantes casos não existe cura mas sim tratamento.

Existem vários tipos de crises…

A expressão “ataque epilético” não é a mais correta e sim “crise”.

A maioria das pessoas confunde ataque epilético com convulsão. As convulsões são crises epiléticas mas além da convulsão existem outras formas de crises epiléticas. Também pode ocorrer uma convulsão “isolada” sem que haja um diagnóstico de epilepsia.

Assim, as crises epiléticas podem ser:

Crises generalizadas – afetam todo o cérebro e são as mais frequentes.

Crise convulsiva ou tónico-clónica generalizada. É o tipo mais aparatoso de crise, mais frequentes nas crianças e jovens, surge sem “aviso-prévio”. Implica a queda súbita e perda de consciência, rigidez dos membros e seguinte movimentação dos mesmos, pode dar-se perda de controlo dos esfíncteres, pode ficar pálida e com os lábios roxos. Pode durar de alguns segundos a breves minutos.

Crise de ausência: são episódios curtos e frequentes de paragens em que a criança fica com o olhar fixo em algo, sem reagir a qualquer estímulo, muitas vezes não se lembra do que estava a fazer antes.

Crises parciais – afetam uma parte do cérebro.

Complexas – existe uma alteração da consciência. A criança tem gestos ou ações descontextualizadas como levantar-se de repente e arrumar as coisas para se ir embora mas sem consciência daquilo que esta a fazer. Pode fazer gestos automáticos como mexer no cabelo, ajeitar a roupa, esfregar as mãos, etc. Em alguns casos pode evoluir para uma crise convulsiva.

Simples – A criança esta consciente mas tem movimentos automáticos dos membros, uma perna ou um braço a tremer e uma sensação de formigueiro.

Como a maioria dos episódios acontece em crianças e adolescentes, é importante que a comunidade educativa esteja à alerta para estas situações. Existem atualmente programas específicos nas escolas de sensibilização e de melhor integração destes indivíduos nas escolas. Uma criança com epilepsia não tem problemas de aprendizagem. 

Cuidados especiais

- O tipo de crise que a criança tem pode condicionar as atividades físicas e de lazer. Por exemplo, uma criança com crises convulsivas frequentes pode ser desaconselhada a prática de natação ou nadar em piscinas ou praia sozinha. Atividades em grupo são mais aconselhadas.

- Evitar atividades ou visitas de estudo que promovam estímulos sensoriais. Algumas crianças com epilepsia têm fotossensibilidade, a variação de luzes ou muito fortes pode desencadear uma crise.

- Evitar o conflito com estas crianças, a tensão emocional pode desencadear uma crise. Precisam de regras como todas as outras para crescerem saudáveis emocionalmente e não serem tratadas como frágeis e doentes. No futuro podem sofrer muito mais com isso.

Em casos de pessoas adultas com epilepsia, estas aparentam levar vidas normais. As crises normalmente não desencadeiam lesões cerebrais, mas, em casos com problemas emocionais e de comportamento pode afetar a sua independência. Existe uma enormidade de celebridades que mesmo com diagnóstico de epilepsia, que podem ser controladas com medicação ou não, têm vidas de êxito como Van Gogh (pintor holandês), Eric Clapton (guitarrista ingles), Alfred Nobel (criador do prémio nobel), entre outros.

O que fazer numa crise convulsiva

- Não colocar nada na boca da criança em crise. É um mito pensar que a língua pode enrolar e asfixiar. Como a respiração é mais superficial pode limitar a entrada de ar.
- Afastar qualquer objeto que possa bater com a cabeça ou membros.
- Proteger a cabeça com uma almofada ou com as nossas mãos.
-Por a criança de lado para que não asfixie com a saliva ou vómito.
- Não dar nada para comer ou beber a seguir à crise.
- Não agarrar a criança para tentar impedir os movimentos convulsivos.
- Ligar o 112 em caso de crises repetidas ou mais de 5 minutos ou se a criança não tem um diagnóstico de epilepsia ou se não a conhecer.

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Sem os devidos cuidados de limpeza, utilização e escolha, as garrafas de água podem tornar-se um verdadeiro perigo para a saúde. 

Fazer exercício físico, como já havia dito, está realmente na moda. O que é muito bom. Cada vez mais pessoas aderem a atividades de vida mais saudável. Mas ir para o ginásio com a indumentária apropriada pede sempre o acompanhamento especial da garrafa de água. Até porque a hidratação é fundamental. Até aqui tudo bem, o problema começa quando escolhe a garrafa que vai levar…

Ter uma garrafa reutilizável é, sem dúvida alguma, uma boa forma de poupar o ambiente e algum dinheiro. No entanto, sem os devidos cuidados, podem tornar-se um perfeito habitat para fungos e bactérias que, depois, vamos ingerir acabando por desenvolver doenças como pneumonias ou problemas cutâneos.

As garrafas de plástico que compramos no supermercado, já com água, das variadas marcas, podem ser usadas mais do que uma vez, mas não são as melhores opções para utilizar, por exemplo, uma semana inteira.

Estudos mostram que uma garrafa de água que não seja higienizada durante uma semana contém mais bactérias por centímetro quadrado do que uma tampa de sanita publica ou, até, a taça do cão beber.

Posto isto, devemos ter em atenção alguns pormenores:

As garrafas de plástico (de qualquer tipo, embora umas sejam piores que outras) não devem ser deixadas no carro, expostas ao calor. O que acontece é que o plástico quando submetido a temperaturas mais elevadas liberta, para a água, substâncias tóxicas que serão, posteriormente, ingeridas. Assim, deve evitar garrafas que tenham uma símbolo triangular com um 3 ou 7 pois contém bisfenol, substância cancerígena.

Preferir garrafas de inox em vez de plástico. Nestes materiais as bactérias não proliferam facilmente.

Lavar a garrafa todos os dias depois de a usar, dando especial atenção aos locais de difícil acesso como a boquilha ou a rosca da tampa onde se alojam mais bactérias.

Preferir garrafas com boquilha de “esguichar” a fim de evitar o contacto da boca com a garrafa. A boca tem uma infinidade de bactérias que podem proliferar em locais difíceis de limpar.

Evitar o contacto do bucal com as mãos ou outras superfícies muito mais se estiver em ginásios. As máquinas e pesos são autênticos “ninhos” de bactérias onde todos colocam as mãos.

Mesmo com garrafas próprias para serem reutilizadas devem ser substituídas assim que estiverem amassadas, descoloridas ou partidas.

Não são só os germes alojados nas garrafas que fazem desenvolver doenças.  A presença de cáries, aftas, feridas na boca, gengivite, entre outros, facilitam a entrada de bactérias na corrente sanguínea. E claro, uma imunidade baixa também facilita que a doença se manifeste.

Com isto tenho de concluir que; a hidratação é tão fundamental quanto a higienização diária das garrafas que leva para o ginásio.

Bons treinos!

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É um facto que o consumo de álcool, no meio desportivo, é bastante comum. Não só pelos atletas amadores, que se reúnem semanalmente, como por atletas de elite. Apesar do consumo de álcool ser, geralmente, associado a aspetos negativos, também pode trazer alguns benefícios se consumido com moderação. Vamos à discussão…

Uma das maiores polémicas quanto ao consumo de álcool por atletas estabelece-se para discutir se este interfere na performance do atleta e qual o seu impacto na recuperação. É um facto que a ingestão aguda de álcool, ou seja, imediatamente antes do treino ou jogo vai influenciar negativamente a performance do atleta em várias habilidades motoras e psicológicas: tempo de reação, equilíbrio, estabilidade, precisão e coordenação.

Ora, para um atleta de tiro ao arco, por exemplo, pode ser drástico. Causa alterações na regulação da temperatura corporal – baixando a temperatura central do corpo especialmente em exercícios prolongados e em ambientes frios.

O álcool tem efeito negativo sobre a função renal e leva à perda de água e eletrólitos através da evaporação do suor e urina causando desidratação e até arritmias cardíacas. Diminuição de força, da potenciação, endurance muscular, velocidade, endurance cardiorrespiratória e até a capacidade de tomar decisões rápidas e racionais são comprometidas.

A hipoglicemia também é muito comum aquando do consumo de álcool. A atividade física já promove uma diminuição da glicose no organismo. Na presença de álcool esse consumo é acentuado alterando o metabolismo energético natural. Em vez de ser utilizada a glicose como meio de obter energia, o organismo começa a degradar a própria proteína muscular.

Outro problema do consumo recorrente de álcool é que faz aumentar o peso. É bastante calórico, cerca de 7 calorias por grama de álcool puro e não contem qualquer valor nutricional em termos de vitaminas e minerais, chamadas calorias vazias.

O consumo excessivo também pode aumentar a sensação de “loucura” e encorajamento para o individuo facilitando situações de perigo e daí haver  ocorrência de lesões. É unânime, entre investigadores, que o consumo de álcool nas 12-24 horas antes da atividade desportiva aumenta a probabilidade de lesões também devido à fadiga precoce associada. No caso de “ressaca”, está claro o aumento de forma importante do consumo de oxigénio durante esforço submáximo e simultaneamente reduzir a eficiência mecânica.

Com o prolongamento do consumo de álcool podem produzir-se alterações patológicas no fígado, cérebro, coração e músculos que pode levar a incapacidade e até morte.

Parece que os desportos coletivos e, nomeadamente, os jogadores de futebol e râguebi são os mais consumidores em vez dos atletas de desportos individuais.

São vários os motivos que levam os atletas a consumir álcool: aliviar a pressão, motivos socioculturais, adoção de uma norma característica do grupo em que estão inseridos como forma de identificação, festejos após treinos ou jogos, socialização, dependência e problemas psicossociais, entre muitos outros. Cada atleta é especialmente diferente de todos os outros e as motivações que levam a beber em excesso também são diferentes.

A grande questão é: as bebidas alcoólicas só trazem malefícios para o atleta? 

Parece que não. Estudos demonstram que o consumo moderado de álcool (cerca de 100mL de vinho tinto por dia que equivale a 0,04/0,05 de concentração de álcool no sangue) pode prevenir ocorrência de doenças cardiovasculares, aumenta a sensação de bem-estar e diminui o stress. Além disso contem resveratrol, substância conhecida pelas suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e anticancerígenas.

Também pode beneficiar alguns atletas. O mesmo atirador ao arco, se consumir pequenas quantidades de álcool, com o seu efeito ansiolítico pode melhorar a precisão do tiro, pois este diminui o tremor. Por esse motivo, o consumo de álcool foi banido das competições de tiro desportivo pelo Comité Olímpico Internacional.

O álcool faz parte da lista de Substâncias Dopantes?

De acordo com a Associação Antidopagem de Portugal, a lista em vigor desde 1 de Janeiro de 2015 revela que o álcool (etanol) só é proibido em competição nos seguintes desportos: automobilismo, desportos aéreos, motociclismo, motonáutica e tiro com arco. Não só por pôr em risco a segurança do praticante como de terceiros.

A detecção é feita pelo método expiratório e/ou análise de sangue. Concentrações de álcool no sangue superior a 0,10 g/L origina uma violação ao Código de Antidopagem.

De forma conclusiva, pode-se dizer que o consumo de álcool moderado é indiferente para a performance do atleta mas pode melhorar aspetos de saúde. Já o consumo excessivo e recorrente pode ser um problema sério e prejudicar severamente os atletas. Assim, torna-se necessário estarmos atentos a este fenómeno e uma das formas eficazes de combater o consumo excessivo de álcool consiste em que os atletas percebam a contradição que existe entre, por um lado, os efeitos positivos que a prática do desporto implica para a sua saúde física e mental e, por outro, o impacto negativo que o consumo excessivo pode implicar para essa mesma saúde. 

As indústrias de bebidas alcoólicas também tem um papel importante pois estão presentes em praticamente todos os eventos desportivos, quer seja no final das corridas de ciclismo, quer seja a dar nome às principais ligas de futebol. Por isso, para acabar com a imagem de que o álcool e o desporto estão intimamente ligados, algumas das principais ligas mundiais proibiram tanto jogadores de fazerem campanhas publicitárias a marcas de bebidas alcoólicas como também não permite que sejam patrocinadores oficiais das equipas e clubes.

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É verdade que a ozonoterapia está na moda. Apesar de já ser praticada há muitos anos, é agora que está a ganhar mais popularidade. O tratamento pode ser usado em mais de 200 doenças incluindo problemas circulatórios, feridas, dor crónica, doenças reumáticas, dermatológicas, ortopédicas e infeciosas.

O ozono começou a ser utilizado há muitos anos atrás, mas foi a partir da I Guerra Mundial que a sua utilização para curar feridas mostrou o potencial da técnica. Ao usá-lo, as feridas cicatrizavam mais rapidamente, as infeções desapareciam e a dor e inflamação diminuíam. Com todos estes efeitos, não foi difícil para esta terapia saltar para outros campos da medicina. Hoje, e devidamente documentado por todo o mundo, a ozonoterapia é utilizada em Angiologia, Cardiologia, Neurologia, Ginecologia, Imunologia, Traumatologia, Dermatologia e Estética.

O que é?

O ozono contém três átomos de oxigénio (O3), um a mais que o próprio oxigénio atmosférico.

Pode ser utilizado de diferentes formas, só não pode ser inalado ao contrário do oxigénio – o ozono é tóxico para o pulmão.

O ozono é um excelente bactericida, fungicida, oxigenante, antioxidante, drenante e ativador da microcirculação e do sistema imunitário, estimula a regeneração tecidular, tem um forte efeito anti-inflamatório e analgésico.

 

Anti-inflamatório e analgésico são os principais efeitos do Ozono

Indicações

Devido a todos os seus efeitos e às áreas a que abrange individualizo o seu papel na fibromialgia, artroses, combate a depressão, alergias, lesões desportivas diversas, tendinites, síndrome de fadiga, terapia da dor, úlceras de varias naturezas (pé diabético por exemplo), herpes, queimaduras…

Papel no cancro

A ozonoterapia é um coadjuvante durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Isto acontece devido à hipoxia (diminuição de oxigénio no sangue) que é um dos fatores de radio-resistência. Assim, a ozonoterapia aumenta a disponibilidade de oxigénio nos tecidos e torna o tumor mais suscetível aos tratamentos, potenciando-o!

Papel na estética

Utilizado para a eliminação da celulite ou das estrias devido à estimulação da regeneração tecidular e da produção de colagénio e de ácido hialurónico. Efeitos visíveis no combate da acne, cicatrizes, rosácea e eczemas.

Papel nas hérnias discais

A ozonoterapia é um método minimamente invasivo no caso das hérnias e que pode anular a necessidade de cirurgia. Além desse tipo de aplicação, a injeção de ozono ao redor da zona da hérnia assim como no seu prolongamento pelo membro inferior afetado, pelo seu efeito analgésico e anti-inflamatório e melhora da vascularização, tem reproduzido taxas de melhora significativas nos pacientes.

Vias de aplicação

Dada a variedade de patologias em que se pode usar a ozonoterapia a via de administração dependerá do sistema que queremos tratar. Pode ser aplicado diretamente na pele com uma bolsa plástica onde a absorção é transdérmica; injeção na pele; Auto-hemoterapia simples: retira-se sangue, cerca de 10 cc, ozoniza-se e injeta-se via intramuscular; Auto-hemoterapia complexa: extrai-se entre 50 e 150 cc que depois de ozonizado é novamente reinfundido no paciente; injeção intra-articular, como o nome indica é aplicado diretamente nas articulações; Insuflação do cólon: forma de melhor absorção através da mucosa intestinal; hidroterapia do colón ou Hidrocólon (limpeza intestinal com água ozonizada); vaporizações com água ozonizada diretamente na pele; Água ozonizada: para lavar feridas e queimaduras; via oral (água ozonizada ou ampolas comercializáveis) usam-se para transtornos gástricos e intestinais, úlceras gástricas, carcinomas, etc.; óleos e cremes ozonizados para aplicações tópicas de queimaduras, acne, eczemas, feridas, etc.

Contraindicações

Para além de ser tóxico para o pulmão, o ozono tem um cheiro muito intenso o que não o torna agradável quando aplicado sobre a pele através de cremes e óleos.

No final deste artigo pode surgir a ideia de que se trata de um tratamento milagroso que faz bem a tudo. Mas a verdade é que existem bases científicas bem delineadas que comprovam os seus efeitos benéficos em várias áreas. Pode ser usada como técnica isolada ou complementar com outros tratamentos dependendo da patologia e avaliação profissional. Muitas vezes pode reverter situações que podiam ter sido dadas como incuráveis ou crónicas.

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O tema desta vez é dedicado aos intestinos. Um órgão muito mais importante do que a atenção que lhe damos, pois só é lembrado quando a vontade aperta!

Os intestinos, como qualquer outro órgão, tem funções muito específicas e importantes para o nosso organismo. O intestino humano é dividido, de uma forma muito geral, em intestino delgado e intestino grosso. É através dos intestinos que se faz a absorção de nutrientes (delgado) e água (grosso).

No intestino grosso ficam armazenados os alimentos não digeríveis pelo organismo e as fezes que serão evacuadas através do ânus (parte final do intestino grosso).

A qualidade daquilo que comemos é sempre um dos fatores preponderantes para o bom funcionamento dos intestinos. É sabido que cada pessoa tem uma flora intestinal diferente, e ao longo dos tempos percebe o que lhe faz uma digestão fácil ou difícil. Assim como os níveis de hidratação, as fezes são mais duras se não tiverem muita água na sua constituição. As pessoas que têm obstipação têm as fezes mais duras e são mais difíceis de evacuar por isso têm de fazer muita pressão que pode criar hemorroidas e outras lesões como varizes nas pernas, prolapsos vaginais e ate AVC´s.

Assim, o consumo regular de frutas e legumes ricos em fibra ajudam a manter um bom funcionamento do intestino.

A defecação funciona da seguinte maneira: quando há a presença de fezes na ampola retal, a sensação de necessidade é sentida e o esfíncter anal interno relaxa. Imediatamente depois disso, o esfíncter anal externo contrai por reflexo. O esfíncter externo é controlado por nós e só o fazemos relaxar quando estamos já na sanita.

Como é que a forma como nos sentamos na sanita influencia o bom ou mau funcionamento dos intestinos?

Visto que aquilo que comemos dita muito do bom trânsito intestinal, como podemos ajudar esse processo com a forma como nos sentamos na sanita e porquê.

Então é assim, à volta dos últimos centímetros do intestino grosso existe um músculo de forma circular (musculo puborretal) que quando estamos sentados ou de pé, este aperta o intestino como um laço formando uma dobra (imagem 1). Quando estamos sentados na sanita nesta posição custa muito mais a defecação para alem de ficarem retidos alguns detritos no recto que vão se acumulando e podendo causar alterações nas paredes do intestino e doenças como cancro colo-rectal.

Por outro lado, se quando vamos à casa de banho colocarmos um banco para altear os pés ou ate mesmo de cócoras esse músculo relaxa e deixa que o intestino grosso fique aberto e direito (imagem 2), limpando melhor o intestino. Estas são ótimas dicas para quem tem dificuldades em defecar.

Como tratar melhor os nossos intestinos?

Para alem da alimentação cuidada e saudável e de evitar aquilo que nos causa má digestão, devemos olhar para as fezes e ver a cor – se mudou do habitual, se está vermelho escuro, amarelo, verde, etc., se tem presença de sangue ou não, a consistência, prática regular de exercício físico, comer alimentos com probióticos como os iogurtes, evacuar sempre que há vontade – não aguentar e não forçar sem vontade, etc… As fezes mostram muito do nosso estado de saúde e podem ser um sinal de alerta para muitas doenças nomeadamente o cancro do intestino que é o terceiro mais comum em Portugal. Se algo esta a fugir do normal deve-se procurar um especialista para um precoce diagnóstico e melhor taxa de sucesso de cura.

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Síndrome patelo-femural, Condropatia da Rótula ou simplesmente dor anterior do joelho é a lesão cada vez mais comum no meio dos atletas tanto profissionais como amadores. Mas a sua maior expressão tem surgido junto dos corredores e praticantes de “trails”.

A dor do joelho pode ter inúmeras origens. No caso dos corredores é principalmente devido a síndrome patelo-femural, condromalacia da rótula, instabilidade/subluxação das rótulas ou tendinite do tendão rotuliano.

Desta vez, vamos falar de condromalacia. É abreviadamente o desgaste da cartilagem atrás da rótula devido ao (mau) contacto com os côndilos do fémur – osso da coxa. A condromalacia tem quatro estágios conforme o grau de degeneração da cartilagem: amolecimento, fragmentação ou fissuras até à erosão ou perda total da cartilagem. Ora, se a rótula fica sem a sua proteção, quando dobramos os joelhos, o contacto vai ser feito osso com osso o que provoca muita dor.

Sintomas:

A dor surge por microtraumatismos repetidos, muitas vezes exagerados, durante as corridas e outras atividades físicas. Surge muitas vezes no início da corrida, principalmente ao subir monte ou rampas e ao descer, ao agachar, subir ou descer escadas ou simplesmente permanecer algum tempo na posição de sentado. Dores acentuadas à frente e ao redor do joelho; muito comum sentir estalidos e crepitações (sinais comuns mesmo antes de se sentir dores); ardência e dor ao estar com o joelho em flexão.

Causas:

Evolução agressiva dos treinos e insistência em atividades com dor, trauma por impacto local, início de artrose, exercícios mal orientados: são exemplos os steps, agachamentos com pesos, máquinas de musculação mal calibradas para o atleta, entre outros.

A subluxação das rótulas é outra grande causa. É principalmente causado por desequilíbrios musculares que levam à lateralização da rótula. Como está mal “encaixada” nos sulcos do fémur, aquando do movimento, o conjunto articular sofre com o desequilíbrio desgastando-a. Esta patologia é mais comum nas mulheres do que nos homens que muito tem a ver com o valgo do joelho – comummente chamados de joelhos para dentro.

Tratamento:

É importante procurar ajuda ESPECIALIZADA logo no início dos sintomas para que não evoluam para quadros álgicos mais graves.

No entanto, é prudente parar a corrida – fazer repouso, aplicar gelo, eventualmente anti-inflamatórios e analgésicos e fisioterapia para redução da dor, regeneração dos tecidos e reeducação muscular e propriocetiva. Tratamento cirúrgico só em último caso.

Hoje em dia, felizmente, já existem coadjuvantes para restaurar a cartilagem (mais eficaz em estágios mais baixos) como comprimidos e carteiras para misturar com água com condroitina, glucosamina e ou ácido hialurónico. Este último também pode ser administrado por injeção local com resultados brilhantes.

Prevenção:

Para prevenir ocorrência deste problema ou até mesmo evolução para estágios superiores, se já existir, deve-se ter a parte muscular reforçada e equilibrada em termos de forças, manter boa flexibilidade dos músculos adjacentes ao joelho, evitar posturas mantidas de flexão do joelho acima de 90 graus, evitar excesso de peso (menos carga sobre os joelhos), evitar corridas em declives, usar ténis adequados com boa capacidade de amortecimento de impacto e evitar correr em pisos duros.

Nesta altura da “operação praia” veem-se muitas pessoas a correr nos paredões das praias e na areia (desnivelados). Antes de iniciar a prática deve certificar-se que reúne as condições para tal. Se o exercício for bem orientado só pode trazer benefícios!

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As bebidas vegetais têm ganho terreno nas alternativas ao leite de vaca. São biológicas, nutritivas e são alternativas saudáveis e seguras. Para além de todas estas vantagens, podem ser confecionadas em casa.

As bebidas vegetais são atualmente a melhor alternativa ao leite de vaca. Não vou aqui alinhar na corrente “anti-leite” que está em voga agora, apenas mostrar que existem hipóteses perfeitamente viáveis para quem não pode ou não quer ingerir leite de vaca.

Estas bebidas podem ser confecionadas a partir da noz, amêndoa, avelã, arroz, alpista, aveia, quinoa, chia, soja, entre outros.

Estas bebidas vegetais apresentam ótima riqueza nutricional, sem correlação a outras doenças e bem toleradas por todas as pessoas. Têm um bom conteúdo proteico, inclusivamente a bebida de quinoa que possui todos os aminoácidos essenciais. Não têm colesterol e são ricas em ómega 3. Ricas em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas E e B.

A sensibilidade à lactose, açúcar do leite, é um problema que atinge cada vez mais pessoas, para além daquelas pessoas que simplesmente decidem não incluir o leite nem derivados na sua dieta. A lactose é um açúcar com alto índice glicémico que produz insulina rápida, não sendo um açúcar saudável. Também aqui as bebidas vegetais se distanciam, pois os açúcares presentes são naturais e com índices glicémicos baixos.

O cálcio é o ponto fulcral de discussão quando se fala de leite e bebidas vegetais. É um mineral muito importante no metabolismo ósseo e muscular, mas o leite não consegue satisfazer por si só estas exigências. O leite de vaca tem bastante cálcio, mas o nível de absorção ronda os 35%, enquanto nas bebidas vegetais é de cerca de 50 a 70%. Este facto deve-se à correlação entre cálcio e magnésio ser mais correta, melhora a capacidade de absorção e evita que o cálcio se deposite no organismo em forma de calcificações (muito comuns nos ombros e tendões de Aquiles).

As bebidas vegetais que fazemos em casa com produtos “biológicos” são isentas de contaminações, químicos, pesticidas, antibióticos, hormonas e medicamentos potencialmente cancerígenos e ainda ajudam a poupar dinheiro.

Alguns dos mais elaborados são a bebida de amêndoa, de soja, aveia e arroz. Como exemplos:

 Bebida de amêndoa

- 1 Copo de amêndoas cruas.

- 4 Copos de água.

Colocar as amêndoas de molho de um dia para o outro. Escorrer a água e triturá-las no liquidificador com 4 copos de água. Coar com um pano fino. Bebida pronta a consumir e pode ser guardada no frigorífico por 3 dias.

Bebida de aveia

- 2 Xícaras de aveia.

- 3 Xícaras de água.

- Essência de baunilha ou açúcar amarelo opcionais.

Colocar a aveia de molho por 1 hora. Escorrer a água e triturar no liquidificador com a água e os outros ingredientes. Coar com um pano fino e guardar no frigorífico.

Bebida de arroz

- 2 Xícaras de arroz branco.

- 1 Pitada de sal.

- 8 Xícaras de água.

- 1 Colher de chá de essência de baunilha.

Levar o arroz a cozer com metade da água por 15 minutos. Retirar do lume e triturar no liquidificador ainda quente juntamente com a água restante e a baunilha. Coar o preparado e guardar no frigorífico.

A amêndoa, a aveia e o arroz remanescentes podem ser utilizados noutras receitas, não havendo desperdícios. Pode ser necessário coar mais do que uma vez até se obter uma consistência mais líquida e devem manter-se no frigorífico uma vez que não aguentam temperaturas elevadas.

São opções um pouco mais dispendiosas no supermercado, além de lhes serem adicionados substâncias que ajudam à conservação por mais tempo, no entanto, se confecionadas em casa tornam-se mais saudáveis e saborosas e podem ser aromatizadas ao nosso gosto como baunilha, canela ou café. Podem ser usadas ao natural, como substitutas do leite em meias de leite e em várias receitas como bolos e molhos.