Casa das Artes :: Modelo exemplificativo de dinâmica cultural

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Casa das Artes, em Arcos de Valdevez, é uma local único de conexão sociocultural. Foi o primeiro espaço do distrito a apostar numa estratégia diversificada de criação de públicos e de difusão cultural.  Desde a sua abertura, em 11 de julho de 2001, tem mantido as suas portas abertas, diariamente, e aos fins de semana possui uma programação que funciona como um motor da dinâmica cultural do concelho.

“Estamos convictos que esta filosofia teve obviamente impacto positivo na população arcuense, mas também na região, ao ser um projeto de referência estratégica para alguns municípios do distrito e para programadores e agentes locais que tinham na Casa um modelo exemplificativo de uma dinâmica cultural que teimava em não arrancar na região”.

“Ficamos felizes que este seja um projeto pensado para o concelho que acabou por influenciar a região, projetando-a inclusive a nível nacional, ajudando assim, a desmontar o conceito de um Alto Minho redutor, inativo e sem visão contemporânea”.

As palavras são de Nuno Soares, Diretor da Casa e Chefe da Divisão de Desenvolvimento Sociocultural, desde o ano 2000, com quem estivemos à fala, e que nos contou, um pouco mais, sobre a história deste local.

A atual Casa das Artes é um edifício setecentista, classificado em 1982 como Imóvel de Interesse Público, e conhecido como “Casa do Terreiro” ou do “Conselheiro”, ocupando uma área espacial fronteira ao Jardim dos Centenários, entre as igrejas Matriz e do Espírito Santo.

Entre 1998 e 2000 decorreu uma intervenção no edifício histórico, que valorizou integralmente a antiga casa senhorial, um verdadeiro ex-libris patrimonial da zona urbana e do concelho, convertendo os espaços primitivos em novas áreas agregadas nas funcionalidades de uma Biblioteca integrada na Rede Nacional de Bibliotecas, a criação de um auditório municipal, de um foyer de exposições, um bar de apoio e um novo corpo arquitectónico conexo com o espaço histórico.

Casa das Artes

Vasta programação cultural

O espaço do Auditório possui 234 lugares e tem integrando um Foyer com zona de exposições temporárias e diversas unidades de apoio.

Este espaço principal conta com uma unidade de projeção cinematográfica, que inclui equipamentos de elevada qualidade, adaptáveis a diversos formatos, com elementos de processamento sonoro da última geração e com capacidade de descodificação de sinais digitais. Este equipamento é reforçado por elementos complementares de som de palco e iluminação para apresentações teatrais e/ou performances de média dimensão, bem como para desenvolvimento de conferências, com possibilidade de tradução simultânea, sistema de voto e apresentação multimédia.

Aqui, decorre, ao longo do ano, todo o tipo de atividades culturais.

Desenvolve toda a programação cultural municipal, integrada no seu Auditório e que passa por áreas transversais como o cinema digital; a música, com destaque, por exemplo, para o Sons de Vez, mostra de música moderna portuguesa que conhece já 16 edições consecutivas; o teatro; a Arte e outras performances.

Está, também, conectada, por exemplo, com a componente editorial do Município, atividades de fundo cultural, como a Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, projetos de valorização do Património Histórico e Arqueológico e atividades diversas com a comunidade escolar, com as freguesias, entre muitas outras. A responsabilidade destas ações é do Diretor da Casa, em resposta, claro está, à estratégia definida pelo executivo municipal para a área da Cultura.

Importa salientar que a Casa das Artes sustenta um serviço diário de apoio do seu espaço à Biblioteca Municipal, área expositiva, atividades com escolas e apoio aos munícipes nas suas necessidades conectadas com a área cultural, sempre de segunda a sexta e sábados à tarde, e a programação do Auditório ocupa todas as sextas, sábados e domingos à noite.

Casa das Artes Nuno Soares

A importância local e regional

Nestes 16 anos de histórico, a Casa das Artes recebeu públicos de diversos pontos do distrito, da região de Braga, Porto e muitas outras geografias nacionais, assumindo a sua componente de excecionalidade e diferenciação numa região que tradicionalmente tinha, a correr bem, três meses, estivais, de dinâmica cultural.

Desde a passagem por este espaço de grande parte dos artistas/músicos da música portuguesa, atores, escritores, humoristas, personalidades da área social e política, estadistas, investigadores, até à realização de eventos de impacto nacional e internacional de afirmada relevância, estamos na presença de milhares de horas de celebração da cultura e da identidade portuguesa. Este é, portanto, um projeto que se fez e que se faz com muitos amigos, muitos entusiastas da Cultura e das muitas formas comuns de partilhar emoções, vivencias e entusiasmos.

Casa das Artes Aurea

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