Concertos em monumentos e locais históricos do Alto Minho para impulsiona turismo

O Alto Minho prepara-se para receber um programa cultural com características inéditas no país que pretende ter um forte impacto na economia, no turismo e na gastronomia da região.

Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, durante 15 meses vão realizar-se 30 concertos envolvendo 30 locais históricos e mais de 1500 músicos em 10 municípios.

A iniciativa “Sente a História – Ação Promocional Música & Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” representa um investimento de cerca de 350 mil euros e foi apresentada, hoje, em conferência de imprensa, em Ponte de Lima.

Decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação: bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara, tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.

Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

Organizado pela CIM Alto Minho, produzido pela Eventos David Martins e cofinanciado pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte e integrado no Ano Europeu do Património Cultural em Portugal, a ação envolve os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponta da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, hard rock, metal, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas e ainda, um Hino do Alto Minho. São eles: Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

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