CONJUNTURA 2017

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Os recentes indicadores económicos divulgados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, revelam um comportamento mais animador da economia portuguesa.

Embora, o crescimento do PIB, do consumo interno e das exportações ainda sejam muito ténues, e a taxa de desemprego ainda esteja longe do desejável, a verdade é que as confirmações destes indicadores refletem um clima de maior confiança junto dos consumidores, assim como dos empresários.

Esta confiança na retoma, é sem duvida a grande alavanca para o desenvolvimento económico do país. É no acreditar de que é possível, que se constroem espectativas que fazem girar a economia. A propensão para o risco, leia-se investimento, aumentará claramente, a criação de emprego seguirá a mesma trajetória e consequentemente o consumo interno também o fará. Em suma, projeta-se a criação de riqueza, que como sabemos é geradora de mais equidade social, propicia um crescimento incluso, inteligente e sustentado.  Ou seja, a competitividade de mãos das com a economia social.

Não podemos deixar de relembrar que a criação de riqueza é resultado do trabalho dos empresários e das suas empresas. Sem o esforço, risco e capacidade empreendedora que os caracteriza, tudo seria bem mais difícil. Só é possível distribuir riqueza na economia social se houver quem a crie.

Gostaria em jeito de prendas para o novo ano que se concretizassem, ou tivessem andamento assinalável, alguns investimentos que considero críticos para o desenvolvimento do Alto Minho: a construção dos acessos rodoviários ao porto de mar, assim como a sua requalificação; a eletrificação e requalificação da linha do Minho até Valença, a ligação, em perfil de via rápida, do concelho de Paredes de Coura à autoestrada e a conclusão da A28 até a Valença.  Seriam certamente excelentes contributos para uma região que face à resiliência mostrada, conseguindo aumentar claramente os seus indicadores de desenvolvimento, justifica plenamente esses investimentos.

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