Ensino :: PERFIL DOS ALUNOS À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA

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Após submissão a debate e discussão pública, com ampla participação, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória foi homologado pelo Senhor Secretário de Estado da Educação, através do Despacho nº 6478/2017, de 26 de julho, constituindo-se como um documento de referência para a organização de todo o sistema educativo e para o trabalho das escolas, contribuindo para a convergência e a articulação das decisões inerentes às várias dimensões do desenvolvimento curricular.

Os tempos hodiernos exigem cada vez mais um exercício da liberdade, da responsabilidade, da valorização do trabalho, da consciência de si próprio, da inserção familiar e comunitária e da participação na sociedade.

Deste modo, o perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória direciona-se no sentido de ser um cidadão dotado de “literacia cultural, científica e tecnológica para analisar e questionar criticamente a realidade, avaliar e selecionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no seu dia a dia.”

O aluno do século XXI deve aspirar à perfeição, ao rigor, à superação e à perseverança. Assim, “Ao longo da sua escolarização e em todas as áreas do saber, deverão ser proporcionadas aos alunos oportunidades que permitam desenvolver competências e exprimir valores, analisando criticamente as ações que deles derivam e tomar decisões com base em critérios éticos”, lê-se no perfil.

Evidenciam-se competências de natureza cognitiva e metacognitiva, social e emocional, física e prática.

“As competências são determinantes no perfil dos alunos numa perspetiva de construção coletiva que lhes permitirá apropriarem-se da vida, nas dimensões do belo, da verdade, do bem, do justo e do sustentável, no final de 12 anos de escolaridade obrigatória”.

Nas competências na área das linguagens e textos, espera-se que os alunos sejam capazes de utilizar diferentes linguagens simbólicas associadas às línguas, à literatura, à música, às artes, às tecnologias, à matemática e à ciência.

Quanto ao raciocínio e resolução de problemas, destacam-se a gestão de projetos e a tomada de decisões para resolver problemas, relevando-se o pensamento crítico e criativo.

No que concerne ao relacionamento interpessoal, valorizam-se comportamentos em contextos de cooperação, partilha, colaboração e competição, bem como saber ouvir, interagir, argumentar, negociar e aceitar diferentes pontos de vista.

Na área de desenvolvimento pessoal e autonomia, os alunos devem desenvolver a capacidade de integrar pensamentos, emoções e comportamentos saudáveis.

Com o perfil traçado, estão inerentes alterações nas práticas pedagógicas e didáticas. Um dos exemplos é a interligação e integração dos saberes na vida quotidiana.

Rosa Gondim

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