ESCAPADINHAS AO ALTO MINHO

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Apesar de comprar, raramente, ser mencionada como a principal razão para viajar, é, contudo, talvez, a mais universal das atividades turísticas, sendo a mais importante catividade para os turistas internos e internacionais (Goeldner, Ritchie e McIntosh, 2001; Kinley, Kim e Forney, 2002) e de grande importância para os comerciantes locais (Turner e Reigner, 2001). Apesar de não ser para a grande maioria o motivo principal da escolha do destino, a oportunidade de fazer compras, influi como fator na escolha do destino dos potenciais compradores (Moscardo, 2008). Os autores, concluem que mesmo aqueles que não viajaram pelo motivo das compras, acabam sempre por comprar. 

Os centros históricos com riqueza, em recursos naturais, patrimoniais, culturais e gastronómicos, possuem características próprias e impares, que podem ser mobilizadoras para o crescimento das atividades económicas das regiões, em particular das atividades associadas ao turismo.

O turismo em centros históricos, configura-se como um produto potencialmente capaz de inverter a tendência de desertificação referida no relatório da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Perante esta realidade, o turismo surge como um eixo estratégico de uma política de ordenamento urbano, que necessariamente, tem de propor uma oferta competitiva que vá de encontro às expectativas dos visitantes e, ao mesmo tempo, contribua positivamente para o desenvolvimento dos centros históricos e para o bem-estar daqueles que neles habitam.

Considerando que os territórios Tansfronteiriços:

estão em zonas definidas como de baixa densidade;

devem fomentar a cooperação transfronteiriça;

que a cooperação transfronteiriça se afirma como a medida mais importante para acabar com a marginalidade destes territórios;

as recomendações do trabalho da Unidade de Missão para a Valorização do Interior;

necessitam promover políticas que fomentem a atividade turística como dinamizadora de crescimento económico e criadora de riqueza e emprego;

possuem recursos naturais, patrimoniais, culturais e gastronómicos com características próprias e impares a nível nacional.

O Alto Minho cumpre na totalidade estes requisitos, julgo até pelo magnifico trabalho de regeneração dos seus Centros Históricos, pela formação dos técnicos quer das Associações Empresariais e dos Municípios, recordo a este propósito a pós-graduação em Gestão de Centros Históricos em Rede promovida pela CEVAL que envolveu 18 técnicos do território. Estamos preparados, pelo que propusemos ao Senhor Secretário de Estado Adjunto do Comercio, aquando da sua visita ao Alto Minho, que o Governo patrocinasse uma experiencia piloto nesta região no sentido de dinamizar um programa anual de promoção turística externa dos Centros Históricos do Alto Minho, na região na Galiza, onde a exemplo das célebres escapadinhas galegas, pudéssemos ter na nossa região apoios para a promoção dos mesmos junto da Galiza transfronteiriça.

Estes Centros são locais onde interagem recursos naturais, patrimoniais, culturais, gastronómicos de lazer e comerciais; onde se aglutinam as melhores lojas comerciais e os restaurantes que espelham o melhor da gastronomia regional.

Não tenhamos duvidas que a aposta estará à partida ganha, e pronta para se replicar ao longo do território transfronteiriço nacional.

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