FESTIVAL DE JARDINS JÁ VAI NO 13.º ANO

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MAIS DE UM MILHÃO DE VISITAS AO LONGO DOS ANOS

Festival de Jardins de Ponte de Lima já vai na 13ª edição e, cada vez mais, continuam a ser uma referência fundamental na vila “capital do sarrabulho”. A decorrer na margem direita do Lima, mesmo em frente à vila, abriu a 26 de maio e está de portas abertas até 31 de outubro. “Jardim das Descobertas” é o tema deste ano. 

Ao longo das suas edições, calcula-se que já tenha registado cerca de um milhão de visitas. Só na edição de 2016, o número de visitantes andou pelos 105 mil.

Este evento é o único do género em Portugal distinguido com o título Garden Tourism Awar. Em abril último, recebeu mais um galardão internacional – o EFFE Label 2017-2018 – depois da respetiva candidatura ter obtido o reconhecimento, da parte do júri, que o incluiu no Festival na lista Europe for Festivals, Festivals for Europe (EFFE) para o biénio 2017-2018.

Nele estão representados 12 jardins de oito países: A Globalização das Plantas – Casa Comum (Instituto S. João de Deus – Casa de Saúde S. José e Aroma do Vale – Portugal); A Viagem das Descobertas (Carina Esteves e Maria José Cachaço – Portugal); Um Jardim para Descobrir (Pablo Torralba e Maria Rosa Pina Burón – Espanha); Novaterra (José Souto – Espanha); El Secreto (Melisa Duque Fernández e Agustina Bazán – Espanha/Argentina); Inventionem Arcus –The Discovery of the Rainbow (Lea Rutz e Xenia Hofmann – Alemanha); A Descoberta dos Sentidos – DRIADES Paisagismo (Daniele Costa e Regiane Freitas – Brasil); Jardim dos Sete Continentes (Mara David Lalic, Michal Gajkowski, Petra Muller, Roland Wuck – Boku University – Áustria); Descobre a Descoberta (LoStudioQ – Ilaria Tabarani, Lollo Decembrini e Carlo Giannone – Itália); Intersezione Ponte de Lima (Aris de Bakker e Karola Pezarro – Holanda) e El Jardin del Circulo (Masayuki Tanaka – Japão) são os nomes dos jardins em exposição permanente. A par de “96 Por Cento”, o jardim mais votado pelos visitantes na edição de 2016.

Este ano decorre também o Festival de Jardins Escolinhas, envolvendo alunos e professores, pais e pessoal não docente. Já vai na 3ª edição. Em 2016, o jardim mais votado foi o “Galo Pedrês vale por três”, da autoria dos alunos do Jardim de Infância do Centro Educativo da Facha.

Durante este mês e o próximo, o Festival pode ser visitado das 10h00 às 20h00; em setembro, das 10h00 às 12h00 e das 13h00 às 19h00; e, em outubro, encerra às 18 horas. No período da manhã de segunda-feira, encontra-se encerrado para se efetuar a manutenção do mesmo.

A edição de 2018 já tem tema, “O Clima nos Jardins”, e as candidaturas já estão abertas e prolongam-se até 15 de novembro.

Francisco de Calheiros (Conde de Calheiros), uma figura limiana prestigiada aquém e além fronteiras, é o diretor do Festival de Jardins de Ponte de Lima. De bom grado, aceitou o desafio da VALE MAIS para uma breve conversa.

ESTA É JÁ A 13ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DOS JARDINS. QUAL A EVOLUÇÃO REGISTADA NESTE ESPAÇO DE TEMPO?

O Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima tem, cada ano que passa, evoluído muito positivamente, quer na qualidade dos trabalhos apresentados, quer na diversificação dos países oriundos dos projetos, quer no profissionalismo da equipa de jardinagem da Câmara Municipal na construção e execução dos projetos, quer ainda na afluência que todos os anos vem aumentando progressivamente.

MAIS ESTRANGEIROS A VISITAR

COMO ESTÁ A DECORRER ESTA EDIÇÃO RELATIVAMENTE À DO ÚLTIMO ANO? MAIS OU MENOS CONCORRENTES? MAIS OU MENOS PÚBLICO?

Nota-se que este ano o Festival está a ser visitado por mais estrangeiros e, sobretudo, visitas orientadas por especialistas e associações de amantes de jardins. O número de concorrentes superou o do ano passado e, espera-se, que, com a qualidade dos projetos apresentados, também o número de visitantes irá aumentar.

Porquê, este ano, o tema “Jardim das Descobertas”? E, no próximo, “O Clima dos Jardins”?

O tema é sempre escolhido pelo Júri e tem em linha de conta aspetos ou eventos que consideram acontecimentos ou preocupações atuais; naturalmente que as “descobertas” é um tema que tem uma larga interpretação, quer relacionado com os descobrimentos, quer com a ciência, tendo dado abertura para trabalhos com muita criatividade e inovação.

O clima nos jardins não pode estar mais na ordem do dia e esperamos que venha a suscitar grande adesão e, até, soluções interessantes relacionadas com as alterações climáticas.

JARDINS VÃO PARA LISBOA, PORTO E VIGO

A organização considera existirem trabalhos que mereciam a escolha do público para serem apresentados mais um ano ou uma seleção menos efémera para ficarem por tempo indeterminado a embelezar um qualquer recanto, seja em Portugal, seja em qualquer país que os quisessem acolher. Sendo assim, há ideias para quando poderá ser concretizada?

De certa forma, já está em funcionamento, uma vez que os visitantes têm a oportunidade de votar nos jardins, no que mais lhes agrada, ficando para o ano seguinte o Jardim mais votado pelo público, o que representa como que um prenúncio para o considerado o melhor Jardim. Tem sido prática oferecermos jardins para as cidades que mostram interesse em destacá-los. É o caso de Lisboa, Porto, Braga, Beja, Guimarães e Vigo, que já exibem Jardins no nosso Festival.

Fale-me um pouco do Festival de Jardins Escolinhas, envolvendo alunos e professores, pais e pessoal não docente. Já vai na 3ª edição. Em 2016, o jardim mais votado foi o “Galo Pedrês vale por três”, da autoria dos alunos do Jardim de Infância do Centro Educativo da Facha. Quantos concorrem e como decorre? Porquê esta iniciativa para os mais novos?

Nas últimas edições, foi criado um espaço para envolver as Escolas de Ponte de Lima; o que tem vindo a verificar-se um sucesso com a  envolvência das crianças e suas famílias, desenvolvendo-se o gosto pelo ambiente e os Jardins; o que para além de didático e pedagógico vai contribuir para uma maior sensibilidade para este temas.

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