FUNICULAR DE SANTA LUZIA

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O mais moderno de Portugal

O Funicular de Santa Luzia, distinguido com o prémio de Infraestrutura Ferroviária do Ano 2013 e com o mesmo certificado em 2014, é o mais moderno de Portugal. Vencendo um desnível de 160 metros, em seis a sete minutos, a viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos os funiculares do país, com os seus 650 metros.

Desde a sua reabertura, em abril de 2007, e até abril de 2017 andaram no funicular 858.189 passageiros.

Só em abril deste ano foram registados 11.464 passageiros e entre janeiro e abril 19.828 passageiros.

O ano que bateu todos os recordes foi o de 2016, com um total de 126.752 passageiros e o melhor mês o de agosto do ano passado com 40.468 passageiros.

Possui duas carruagens com lotação para 25 pessoas, 12 sentadas e 13 em pé.

Neste funicular e permitido o transporte de bicicletas para que os ciclistas possam ascender a Santa Luzia e circular nos trilhos existentes.

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História

Construído por iniciativa do empresário e engenheiro portuense Bernardo Pinto Abrunhosa, foi inaugurado a 2 de junho de 1923 através da Empresa do Elevador de Santa Luzia.

Entre 18 de Agosto e 31 de Outubro de 1944, os Serviços Municipalizados de Viana do Castelo asseguraram a exploração, com carácter provisório e, em 1945, foi alvo de importantes trabalhos de reparação. A partir de 6 de agosto do mesmo ano retoma a sua atividade e a partir de 24 de novembro de 1946 a sua exploração passa a estar a cargo da Câmara Municipal.

Em 24 de novembro de 1951 finda o contrato celebrado entre o Estado e o Município de Viana do Castelo para exploração do Funicular, sendo o mesmo entregue à Direcção-Geral de Transportes Terrestres, que por sua vez o transferiu para a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, a quem coube a exploração pelas quatro décadas subsequentes.

No ano de 1988 é concessionado à empresa Somartis, Sociedade Manufactureira de artigos e artesanato, Lda., por um prazo de 10 anos, renovável por períodos sucessivos de 2 anos.

A 19 de abril de 2001 termina a concessão à Somartis, ficando o mesmo inativo a partir daquela data, entrando em processo de degradação.

A 28 de Janeiro de 2005 é transferido para o domínio público do Município de Viana do Castelo e, em meados de 2005, foi alvo de uma empreitada de 2,28 milhões de euros que resultou na renovação da linha, recuperação dos muros que a ladeiam e a instalação de duas modernas carruagens.

É ainda construído um trajeto pedonal ao longo de todo o percurso e instalada nova iluminação elétrica. A renovação concretizada visou, de igual modo, o cumprimento das atuais normativas de segurança, dispondo agora de três fontes de energia diferentes (elétrica, gerador e bateria) e de quatro sistemas de travagem.

Desde 5 de abril de 2007 o Elevador de Santa Luzia encontra-se plenamente reabilitado.

 

Monte de Santa Luzia

Entre finais do século XIX e princípio do XX, a construção do Elevador é o culminar de um ciclo de intervenções de iniciativa pública e privada no Monte de Santa Luzia. O conjunto destes investimentos, promovendo a melhoria das acessibilidades, a qualificação dos espaços públicos e as condições de estadia, concorre para o melhor aproveitamento do seu valor patrimonial, potencial turístico e significado religioso, sublimado pela construção do Templo Monumento de Santa Luzia, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, projetado pelo arquiteto Miguel Ventura Terra.

A partir da estação superior do Elevador de Santa Luzia, seguindo a estrada que prossegue a ascensão do monte, rapidamente alcançamos o nível aplanado onde se encontra implementada a sua citânia, habitat de primeira ordem no quadro do povoamento castrejo do Noroeste Peninsular, bem como o Hotel de Santa Luzia, reconstruído em 1921.

Para além do seu valor patrimonial intrínseco, a nível ambiental e histórico-arqueológico, Santa Luzia distingue-se como excecional miradouro natural, estrategicamente localizado. A sua extensa bacia visual permite observar a diversidade do complexo mosaico da paisagem cultural tradicional do Alto Minho, desde o sector terminal do rio Lima até ao litoral atlântico, proporcionando, de igual modo, uma perspectiva privilegiada para a interpretação integrada do conjunto urbano vianense.

A impressiva paisagem observável desde a ‘’varanda Atlântica” do Monte de Santa Luzia é descrita pela The National Geographic Magazine, em 1927, num artigo da autoria de Harriet Adams, como uma das mais belas do mundo, apenas comparável aos panoramas avistados dos pontos mais elevados do Rio de Janeiro ou do Funchal.

A construção do Elevador veio assim reforçar a atratividade desta elevação montanhosa, tão próxima das vias de comunicação e centralidades populacionais estruturantes.

CARACTERÍSTICAS DO ELEVADOR

DISTÂNCIA :: 650 metros
DESNÍVEL :: 160 metros
INCLINAÇÃO MÉDIA :: 25%
VELOCIDADE NOMINAL :: 2 m/s
TIPO DE  VIA :: única, com cruzamento
FONTE DE ENERGIA :: Elétrica
ENERGIA DE SOCORRO :: Motor Diesel para o movimento e baterias para os sistemas elétricos
SISTEMAS DE TRAVAGEM NO GRUPO MOTRIZ :: normal (elétrico), de serviço e de emergência (hidráulicos)
SISTEMAS DE TRAVAGEM NOS VEÍCULOS :: Dois freios de via (ao carril) hidráulicos
FUNCIONAMENTO :: Automático, com um operador. As carruagens trabalham em contrapeso, ou seja, a que desce ajuda a puxar a que sobe, cruzando-se ambas exatamente a meio do percurso. O motor elétrico de 64,5Kw ajuda a vencer a diferença de carga nas cabinas e o desnível do percurso.
CAPACIDADE POR CABINA :: 25 passageiros, com possibilidade de transporte de bicicletas, cadeiras de rodas e carrinhos de bebé
TEMPO DE VIAGEM :: 7 minutos

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