FUTEBOL E A “ÉPOCA TONTA”

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O defeso do futebol, nomeadamente, o português, costuma ser fértil em surpresas, confirmações, reviravoltas e muitas peripécias. É também a oportunidade que as figuras menos importantes ligadas, de alguma forma, a este desporto, têm para mostrar aquilo que valem (ou não valem), aquilo que são e o que pretendem ser.

É nesta “silly season” que quase compreendo alguns intelectuais, os quais culpabilizam o futebol pela alienação que este provoca no comum adepto, desesperando com o tempo de antena que os meios de comunicação lhe dedicam diariamente em detrimento de eventos culturais mais sofisticados e não tão comummente designados do povo, da populaça ou até mesmo da ralé, como já ouvi alguns dizer.

Desde o presidente, ao diretor, empresário, amigo intimo do jogador, até ao pai do jogador “vestindo a pele” de empresário, todos aparecem em grande destaque como figuras proeminentes, com um grau de importância, que os verdadeiros intérpretes do jogo passam para 2º e 3º plano.

Ainda temos uma “catrufada” de comentadores especialistas em futebol (gostava de saber onde se tira esta especialização para advogados, cantores, cineastas, médicos etc. etc., e quem são os formadores que a ministram), a falar de banalidades e boatos como verdades absolutas e aquilo que eu mais gosto de os ouvir, aspectos tácticos e técnicos, sistemas de jogo e modelos de jogo, etc., realmente, não sei como estes “especialistas” não saem da televisão e vão para o relvado desvendar tanto conhecimento acumulado.

Que acabe rapidamente esta fase e que os meios de comunicação realcem quem na realidade não depende de ninguém para ser protagonista, o JOGADOR DA BOLA.

Nota: Modelos de gestão baseados no desespero, no ressabiamento e na vingança não costumam funcionar, seja no desporto ou em qualquer outro negocio. O que se está a ver atualmente, seja nas ligas profissionais, distritais ou regionais é o aparecimento de maiores orçamentos com as mesmas ou menores receitas. A ver vamos. Infelizmente, a coerência de alguns “gestores de clubes” rapidamente passa a incoerência quando o desespero em busca de resultados fala mais alto.

Razão tinha o outro maluquinho “no futebol o que hoje é verdade amanha é mentira”.

Carpe diem

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