Imobiliário :: Fundos de investimento imobiliário

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Numa altura em que o mercado imobiliário se torna, cada vez mais, uma boa aposta para investir as poupanças, os fundos imobiliários NÃO são, claramente, a melhor opção para as colocar.

Uma das principais questões que se coloca é ao nível do investimento e a sua rendibilidade. Sabe-se que, nos últimos cinco anos, os depósitos a prazo renderam, em média, cerca de 1,07% por ano, capitalizando as estatísticas compiladas pelo Banco de Portugal sobre taxas de juro. No mesmo espaço de tempo, os fundos imobiliários abertos perderam, em média, 2,26% por ano.

Os fundos de investimento imobiliário são, aliás, caros, pródigos para receberem comissões, muito deles apresentam-se endividados e cerca de 25% do seu património não tem rendimentos.

Existem, até, casos de grandes investidores do nosso país que os estão a abandonar. É o caso da Fundação Calouste Guklbenkian que reduziu a exposição aos mesmos em mais de 90%. Há um ano, a sua carteira de investimentos andava apenas em 1% no que respeita em investimento em fundos.

Também o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social terá 10% das suas verbas no mercado imobiliário. Apesar do seu investimento ser assumido, maioritariamente, por via dos fundos, o do investimento imobiliário, há já uns dois anos, era apenas 1, 19% do património.

ALOJAMENTO LOCAL

Mais vantajoso será o arrendamento e o alojamento local. Neste, verifica-se que, nos últimos anos, o arrendamento de casas por 140 a 150 dias supera os ganhos com um ano de arrendamento permanente.

Todavia, o alojamento local tem as suas próprias regras e não é a mesma coisa que arrendar uma casa por seis meses ou um ano. São necessárias, incomparavelmente, muitas mais deslocações, disponibilidade e burocracia, exigindo-se grande dedicação, organização e disponibilidade por parte do proprietário, designadamente, por via da sua manutenção em boas condições, em todos os aspetos, para os seus inquilinos.

IMOBILIÁRIAS SEM LICENÇA

O setor imobiliário vive dias animados. O acesso ao crédito e a confianças das famílias em muito tem ajudado ao crescimento na procura que se está a verificar. No entanto, proliferam empresas de mediação imobiliária sem licença e que não cumprem as obrigações legais.

Trata-se de um problema para o cliente, que fica sem qualquer proteção, e até para o próprio Estado. Normalmente, estas não revelam grande sentido profissional e o cliente fica bastante mais exposto a situações em que poderá acabar substancialmente lesado.

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