Julho caminhense anima-se com Artbbeerfest, Arte na Leira e Feira Medieval

0 378
A agenda para o mês de julho está cheia, mesmo muito cheia, de boas razões para não sair do concelho ou para vir para cá, “de malas e bagagens”, literalmente. Há desporto, cinema, teatro, festas populares e religiosas, espetáculos de música, exposições e quase tudo o que se possa desejar. No que se refere a eventos na área da cultura e do lazer, destacamos três, sobretudo pela sua dimensão e qualidade, confirmadas por várias edições. São eles a Arte na Leira, o Artbeerfest e a Feira Medieval – todos com entrada livre.

A Arte na Leira tem de ser o nosso primeiro destaque, porque esta edição é muito especial, assinalando duas décadas de uma aventura em que poucos terão então acreditado: levar a arte moderna para o coração da Serra d’Arga. Neste momento já começaram os preparativos, mas as portas ´da Casa do marco só se abrem no dia 14 de julho, embora já tenham recebido atores e técnicos da RTP, porque o evento integra a série “Verão M”, que está a ser gravada em vários pontos do concelho, embora boa parte da história ocorra em Moledo.

De qualquer forma, a casa e a leira do pintor Mário Rocha ficam, até 19 de agosto, à espera dos amigos e do imenso público que sobe a serra por esta altura, rumo a Arga de Baixo.

“Há 20 anos, a ideia de levar a arte moderna para o coração da Serra d’Arga era algo que só podia ocorrer aos artistas! Absurdo, disparatado, excêntrico – terão pensado alguns”, escreve Miguel Alves no catálogo da XX edição da Arte na Leira. O presidente da Câmara de Caminha, porém, atribui uma importante “fatia” o sucesso da “mistura improvável” à visão do artista e à sua capacidade de envolver a população da aldeia.

“O segredo do sucesso do evento deve-se, em boa parte, à qualidade que teve, desde o início, atraindo artistas de renome, que partilharam a Leira da Casa do Marco com outros menos conhecidos, com escolas. Uma fórmula vencedora, despida de preconceitos, onde a arrogância de certas elites culturais não encontrou eco e até conseguiu derrubar barreiras. É minha convicção, porém, que não estaríamos hoje a contar a história da Arte da Leira, pelo menos como ela acabou por acontecer, se a população local não tivesse acarinhado o evento desde a primeira hora”, escreve ainda Miguel Alves.

Deste projeto completamente consolidado no meio da serra, descemos para o Centro Histórico de Caminha. E bem pode ser esse o roteiro, porque há lá por baixo “uma viagem à cultura da cerveja artesanal”. É o Artbeerfest Caminha, que abre dois dias mais cedo, e que coincide, até 15 de julho, com a Arte na Leira.

Por essa altura, o Centro Histórico de Caminha recebe alguns dos melhores cervejeiros do mundo com mais de 300 cervejas diferentes e a festa propõe degustações, gastronomia, provas comentadas, master classes e labshops, animação de rua, concertos e performances.

Lá mais para o final do mês, entre 25 e 29 julho, chega a XV Feira Medieval. “Caminha, a Navegação e seus Ofícios” é o tema deste ano, para um certame que promete encher as ruas do casco histórico de animação e colorido. Como é habitual, o evento permitirá aos milhares e visitantes que são esperados fazer uma viagem no tempo, desta vez tendo o elemento água como o grande agregador, vincando-se assim a posição territorial e as fronteiras de água, que ditaram à Vila uma vocação tripartida: pesca costeira e fluvial, transporte entre margens e navegação.

São muitas as inspirações de que a Feira Medieval vai tirar partido este verão e muitas também as novidades que por Caminha vão estar à disposição do público, tudo por um grande objetivo, a “recriação de um ambiente medieval através do comércio, das artes, ofícios, divertimentos, sabores e hábitos alimentares da Idade Média. No ano de 1291. A vila de Caminha é detentora de um centro histórico de grande riqueza patrimonial, cuja configuração remonta à época medieval, e que a Câmara Municipal de Caminha pretende valorizar, potenciar e promover”.

SEM COMENTÁRIOS

Deixar uma resposta