Monção festeja o Alvarinho nas Caldas (até domingo)

Já abriu a Feira do Alvarinho de Monção, agora no Parque das Caldas e com o regresso da gastronomia e restauração. Dois ingredientes que levam a Câmara Municipal a acreditar que seja a maior de sempre e com uma programação que pretende, agora, abranger todos os escalões etários, “dois oito aos oitenta anos”.

A inauguração foi presidida pelo secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel. Outras figuras públicas marcaram presença, designadamente o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, presidentes das câmaras de Monção, Melgaço, Vila Nova de Cerveira e da vizinha Salvaterra do Miño (este com presença discreta). Igualmente o presidente da Associação de Produtores de Alvarinho, da confrarias do Alvarinho, do Vinho Tinto e da Foda.

O espaço da feira comporta, nomeadamente, quatro restaurantes, 29 stands de alvarinho, 20 tasquinhas (também com refrigerantes!!!), outras duas dezenas de artesanato e atividades associativas.

António Barbosa, o edil monçanense, aproveitou a ocasião para enfatizar a ligação a Melgaço nas diversas iniciativas envolvendo a promoção do alvarinho e a cooperação e amizade registado com o homólogo melgacense, Manoel Batista, apesar das diferentes cores partidárias. Frisou mesmo contar com ele para desafios futuros, como a promoção além-fronteiras (Nova Iorque), o ‘Monção e Melgaço – The White Experience’ (certame profissional que, no mesmo local, decorrerá a 21 e 22 de julho no mesmo local) e o GranFondo Alvarinho (prova de bicicleta nos dois concelhos, em setembro).

O governante Carlos Miguel, pela segunda vez no concelho (este, em março de 2017, em Tangil, de visita a obras numa igreja) e a primeira da Feira, considerou que o alvarinho é das coisas que o país tem de melhor e destacou a importância de estar no local “a sentir as coisas”. Deu conta de que é da região de Torres Vedras, a maior produtora de vinho, mas que, ali, o preço da uva é apenas cerca de 1/3 do que é pago em Monção pelo alvarinho (o autarca monçanense tinha dito que é a uva com o preço mais elevado em Portugal). O secretário de Estado considerou mesmo o alvarinho o “joker, o farol” da região Monção/Melgaço  e que não pode ser confundido com outro.

© João Carlos Parra

© João Carlos Parra

INCÊNDIOS E MINHO PARK

O autarca António Barbosa tinha solicitado a cooperação no sentido do Governo o ajudar a encontrar um parceiro para o Minho Park poder avançar em direção à sua conclusão (salvaguardou e separou, nesse sentido, a questão judicial), bem como dos Incêndios.

Carlos Miguel reconheceu que o fundo de emergência para os municípios afetados pelos incêndios de outubro já deviam estar atribuídos. Mas o atraso também veio dos organismos europeus /Fundo de Solidariedade Europeu (suporte de custos a 100 por cento) – garantiu – e dentro de 15 dias, os “concursos já devem estar abertos”.

Nas áreas empresarias, no âmbito do Portugal 20202, está a registar-se uma reprogramação e os municípios vão receber 600 milhões de euros, cerca de 260 dos quais para o Norte. Destes, “parte significativa é para as ligações rodoviárias e parques empresariais”. “Monção vai encontrar resposta àquela que são as suas necessidades” – asseverou.

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