Monção foi a segunda paragem da viagem no tempo pelo Alto Minho

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A segunda paragem da “viagem no tempo” pelo Alto Minho decorreu no passado sábado, 7 de abril, em Monção. A porta foi aberta à civilização castreja, com uma conferência sobre o tema e uma visita ao Castro de S. Caetano, em Longos Vales, tendo terminado com uma performance que juntou à volta do tema a arte e a ciência.

 A conferência mostrou aos participantes a presença marcante da civilização castreja no Noroestes Peninsular, e de forma específica no Alto Minho. Uma região que, segundo Álvaro Campelo, do Centro Cultural do Alto Minho, tem bem marcada a presença castreja: “Não há um concelho do Alto Minho que não tenha um castro.” Com este ciclo de conferências, pretende-se dar a conhecer a diversidade cultural e a riqueza patrimonial do Alto Minho, desde o paleolítico e arte rupestre – já abordados na primeira conferência, que decorreu no passado mês em Caminha – até ao contemporâneo.

Na sessão de abertura da conferência, o presidente da Câmara de Monção, António Barbosa, elogiou o projeto “Alto Minho 4D: Viagem no Tempo”, considerando-o “uma aposta muito acertada da CIM Alto Minho, no sentido de promover uma viagem no tempo entre Melgaço e Viana do Castelo”. O autarca reforçou a necessidade de promover o território do Alto Minho como um todo, e explicou: “Nós não podemos querer vender Monção de uma forma isolada, quando temos um conjunto de oferta muito variada em toda a nossa envolvência, que pode fazer com que o turista venha, fique e queira voltar.” António Barbosa considerou também assertiva a escolha da temática dos Castros para a porta de Monção, destacando o Castro de S. Caetano, o mais emblemático do concelho, e que se pretende que, no futuro, e ao abrigo deste projeto, esteja aberto ao público todos os dias, com “uma aposta reforçada na parte técnica e de investigação”.

Paralelamente à conferência, um grupo de sketchers contava em desenhos as histórias e pormenores do património de Monção, no âmbito da ação “Sketching com História”, inserida no mesmo projeto. Eduardo Belga, aluno de Doutoramento em Artes Plásticas, na Universidade do Porto, foi um dos que aceitou o desafio e viajou do Porto até Monção na busca de matéria que despoletasse a sua criatividade. A ação “Sketching com História” serviu de pretexto para este brasileiro visitar, pela primeira vez, a vila de Monção. “A vista sobre o rio chamou logo a nossa atenção”, contou-nos no início da sua chegada, acompanhada de dois outros colegas: Evandro e Najla. O primeiro encantou-se pela “junção da arquitetura com a natureza”, enquanto a companheira realça a arquitetura histórica das casas e restante património.

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