O HOMEM É PESSOA

Nos últimos tempos muito se tem falado da crispação entre “esquerda” e “direita”. Estas designações nasceram do posicionamento dos membros da Assembleia Nacional francesa de 1789, conforme se sentassem à esquerda ou à direita do respectivo presidente.

Hoje, os componentes de um e de outro posicionamento político acham que eles são todos “bons” e os outros todos “maus”. Que uns são os democratas e os outros não. Que uns estão todos preocupados com o “social” e os ouros não. Como se isso fosse possível!

É tempo de entender que o homem, seja de “esquerda” ou de “direita”, é uma pessoa. Com esta simples afirmação pretende-se deixar claro que o homem não pode ser tratado como uma coisa; pretende-se vincar a ideia de que a personificação é a natureza relacional de cada pessoa. De facto, o homem afirma-se como tal na medida em que é capaz de viver uma relação inteligente, consciente e livre. Ele está relacionado com o mundo material que o rodeia, onde se integra e vive; com os outros homens, dos quais descende e com os quais se forma e personaliza; e com o Transcendente, porque tem consciência de não se explicar a si mesmo, pelo menos quanto à sua origem e ao seu destino.

O homem não é, pois, um simples objecto. Ele é fruto de um ambiente social, cultural, político, económico e religioso, e do modo como o assumiu. Tal como cada indivíduo considera merecer o respeito dos outros, assim eles consideram merecer o seu.

É nesta justa compreensão e mútuo respeito que reside a força da justiça, sem a qual não haverá paz entre os homens, sejam de “esquerda” ou de “direita”.

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