Ensino :: Os génios nascem ou desenvolvem-se?

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No mesmo momento em que os neurocientistas tentam compreender a maneira como o cérebro promove o desenvolvimento de processos de raciocínio capazes de alterar paradigmas, outros investigadores debatem a questão de como e a partir de quê se desenvolve esta capacidade.

Os génios já nascem assim ou desenvolvem-se? Francis Galton, primo de Darwin, defendia que a genialidade era transmitida hereditariamente. Assim, não era invulgar os diversos casos “em que homens mais ou menos ilustres têm parentes importantes”.

Os atuais avanços na investigação genética permitem examinar características humanas ao nível molecular. Deste modo, nas últimas décadas cientistas têm procurado genes que contribuam para a inteligência, o comportamento, e até, qualidades singulares como o ouvido absoluto. Haverá alguma característica inata para lá da “queda para a música”?

Crê-se que músicos de sucesso, incluindo Mozart e Ella Fitzgerald, teriam ouvido absoluto, o que poderá ter desempenhado um papel nas suas carreiras extraordinárias. O potencial genético por si só não garante a concretização. Também é necessário estimular a genialidade para que ela cresça. Influências sociais e culturais podem fornecer esse estímulo, criando aglomerados de genialidade em determinados locais e momentos da história: Badgade na época dourada do islão, Calcutá durante o Renascimento de Bengala, Silicon Valley na atualidade.

Uma mente sequiosa como Terence Tao, australiano, amplamente considerado um dos maiores cérebros matemáticos dos nossos dias, começou em casa a ser estimulado intelectualmente. Tao revelou muito precocemente uma enorme compreensão da linguagem e dos números.

Os pais encorajaram-no a brincar sozinho, incentivando assim a originalidade e as capacidades de resolução de problemas. Teve ainda a sorte de conhecer educadores que ajudaram a desenvolver e ampliar a sua mente. Começou a frequentar a universidade aos treze anos e tornou-se professor na UCLA aos 21 anos.

Concluindo, os dons naturais e o ambiente estimulante podem não bastar para produzir um génio se não existirem paixão e tenacidade que o empurrem em frente.

Tudo isto constata-se nos grandes génios!

Maria Rosa Gondim

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