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O crescimento da oferta de habitação acessível é um desafio que o mercado imobiliário tem pela frente. 

Nestes últimos meses, tem-se verificado um desajuste entre a oferta e procura, sobretudo, no que se refere às capacidades económicas da classe média, o principal motor do mercado imobiliário no nosso país. Para Pedro Lencastre, diretor da JLL Portugal, “nesta altura, o principal desafio é a falta de oferta. O sector esteve praticamente parado em termos de construção durante os últimos anos e a procura que hoje está a emergir não encontra uma resposta rápida às suas pretensões.”

Devemos ser conscientes da importância que detém uma estratégia de habitação para o desenvolvimento sustentável do país. Uma das soluções apontadas, por vários especialistas na matéria, assenta na reabilitação dos espaços públicos urbanos de forma a criar novas soluções de habitação nas cidades e vilas. A reabilitação destes espaços é um fator de estímulo para a atração e fixação de novos comércios, que vêm trazer também novas dinâmicas para estas zonas. Seria importante trabalhar com os proprietários de prédios devolutos ou degradados, para potenciar novas soluções de habitação e aumentar a colocação de mais imóveis no mercado.

É de assinalar que, nos primeiros três meses do ano, foram vendidos 35.178 imóveis. De acordo com os dados do INE, é valor mais elevado desde 2009. Tal como refere Luís Lima, presidente da APEMIP, “há no sector imobiliário muitas oportunidades por explorar, nomeadamente no que diz respeito aos mercados de reabilitação urbana, alojamento local e arrendamento urbano”.

No mesmo sentido, Pedro Lencastre garante que “continuam a existir boas oportunidades, especialmente para quem olha para os imóveis como uma alternativa de aforro face a aplicações financeiras”. Para o diretor da JLL Portugal, “os retornos – em média, em torno de 4% a 5% – conseguidos com o imobiliário, com a compra para colocação no mercado de arrendamento longo prazo ou curto prazo, são muito mais interessantes”.

Para aqueles que estão interessados em investir, há várias formas de rentabilizar um imóvel, seja através do aluguer de longa duração, mais aconselhado para quem procura rendimentos fixos de longo prazo; do arrendamento local, que será mais rentável, uma vez que os impostos são mais baixos, embora seja preciso ter em conta que exige um investimento superio; ou o arrendamento de curta duração, que proporciona rendimentos mais elevados, mas de curto prazo.

Torna-se ainda relevante divulgar, junto dos potenciais investidores, a legislação nesta matéria, de forma a beneficiar dos inúmeros apoios e incentivos fiscais atribuídos a este tipo de ações. O Regime Jurídico da Reabilitação Urbana introduziu novos benefícios para a reabilitação urbana e estabeleceu a possibilidade de delimitação das áreas de reabilitação urbana (ARU). Estas são da competência da Assembleia Municipal, que atribuí à Área um conjunto significativo de efeitos, entre os quais, a definição dos benefícios fiscais associados aos impostos municipais sobre o património, bem como a atribuição aos proprietários do acesso aos apoios e incentivos fiscais e financeiros à reabilitação urbana.

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