Saúde :: Respire profundamente

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Com a chegada do frio, chegam também alguns sintomas incómodos como nariz entupido, pingo no nariz, comichão e espirros, o que nem sempre significa constipações ou gripes. São sinusites, e outras “ites”, das quais nos podemos proteger.

O nariz é a via natural de entrada e saída de ar, de, e, para os pulmões. É no nariz que o ar é aquecido, humidificado e filtrado. É constituído, interiormente, pelas fossas nasais que, por sua vez, são revestidas por mucosa – a mucosa nasal e separadas entre si por meio de um septo osteocartilaginoso        – o septo nasal. Situadas internamente ao lado das fossas nasais estão os seios paranasais.

A Rinite alérgica ocorre quando o sistema imunitário responde à presença de alergénios como o pólen, pó, bolor, ácaros, pelos de animais, perfumes, etc., surgindo os espirros, a comichão, o pingo. Na rinite não alérgica, não ocorre uma reação alérgica, podendo-se tratar de uma rinite viral ou rinite por exposição a ambientes secos e frios.

A sinusite, por sua vez, refere-se à inflamação dos seios paranasais. O termo mais correto deveria ser rinossinusite por, geralmente, coexistirem os dois casos associados: sinusite e rinite. Quase sempre a inflamação dos seios paranasais acompanha a inflamação, prévia ou simultânea da mucosa nasal.

Pode ser classificada como rinossinusite aguda viral (constipação comum), que é mais frequente e os sintomas duram menos de 10 dias; rinossinusite aguda: sintomas duram menos de 4 semanas; rinossinusite subaguda: sintomas duram entre 4 a 12 semanas; rinossinusite recorrente: 4 ou mais episódios agudos num ano com ausência de sintomas entre episódios; rinossinusite crónica: sintomas persistem por mais de 12 semanas.

A rinossinusite é caracterizada por sintomas que podem incluir obstrução nasal, dor ou pressão facial, diminuição ou perda de olfato, secreções nasais, podendo existir cefaleia, fadiga, febre e tosse. Todos estes sintomas interferem, de modo significativo na qualidade de vida do paciente, no seu comportamento profissional e social.

Os fatores que desencadeiam estes problemas pode ter a ver com características individuais – alergias, desvios do septo nasal, presença de pólipos nasais, efeitos secundários de fármacos, entre outros que dificultem a drenagem das secreções respiratórias. Podem ter, também, a ver com fatores atmosféricos e presença de bactérias, fungos, vírus e poluição.

Estudos revelam que a prevalência da rinussinusite em Portugal é de 13,7%, onde a rinussinusite aguda é cerca de 5 vezes mais elevada do que a crónica.

Tratamento/Prevenção

É muito comum vermos as pessoas que sofrem deste tipo de problemas medicarem-se constantemente com anti-histaminicos e descongestionantes nasais. É realmente desconfortável e maçador. Cada utente tem manifestações diferentes que carecem de medicação apropriada dada pelo médico assistente. No entanto, e para quem não gosta de seguir a via convencional, existem algumas formas naturais de atenuar o problema como hidratar, (beber muitos líquidos ajuda a fluidificar as secreções nasais e a humidificar a mucosa); beber água ou chás com eucalipto, gengibre ou tomilho. O gengibre é por natureza um excelente anti-inflamatório e o tomilho contribui para uma respiração mais fácil.

Manter uma boa higiene nasal é fundamental na prevenção de problemas respiratórios. As lavagens com soro fisiológico ou soluções salinas são boas opções para manter a limpeza nasal diária ou, apenas, para aliviar sintomas. A irrigação da mucosa nasal com uma solução salina isotónica ou hipertónica ajuda na redução do edema e obstrução nasal, assim como melhora o transporte mucociliar (sistema de defesa da mucosa que permite a mobilização das secreções para serem eliminadas).

Os sprays nasais, com efeito descongestionante, podem ajudar no alívio de sintomas. Existem sprays combinam a ação de limpeza e suavizante de uma solução salina com extratos vegetais de plantas e óleos essenciais. Deve evitar mudanças bruscas de temperatura e humidade, evitar a exposição a agentes irritantes como tabaco e poluição, procurar ambientes arejados e reforçar as defesas do organismo.

Existem substâncias naturais com propriedades anti-inflamatórias benéficas ao aparelho respiratório, como a perpétua-das-areias, a urtiga, o gengibre e a equinácea. O reforço de vitamina C e D são excelentes para combate a problemas respiratórios como a rinite alérgica.

É importante concluir que a definição do melhor tratamento para cada utente é feita pelo médico mediante os sintomas de cada um e que a prevenção deve ser sempre o melhor tratamento. Aproveite o privilégio de morar no litoral e usufrua da água do mar para fins terapêuticos.

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