ULSAM inicia projeto-piloto de hospitalização em casa

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) vai iniciar, em dezembro, um projeto-piloto de hospitalização domiciliária, estratégia hoje lançada pelo Governo, envolvendo dez doentes da unidade de medicina.

Em causa está a estratégia para a hospitalização domiciliária, avançada pelo Ministério da Saúde, a implementar no próximo ano em pelo menos 23 hospitais ou centros hospitalares, permitindo aos doentes que estariam internados recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados hospitalares.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração da ULSAM, Frankelim Ramos explicou que, no distrito de Viana do Castelo, a medida terá uma “fase experimental”, em dezembro, para que a partir de 2019, a hospitalização domiciliária seja implementada “com mais segurança”.

Aquela unidade local de saúde integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 250 mil pessoas. No total, a ULSAM emprega mais de 2.500 profissionais, entre eles cerca de 289 médicos e 644 enfermeiros.

A hospitalização domiciliária é uma prática recente em Portugal e está apenas desenvolvida em pleno num hospital. O Hospital Garcia de Orta foi o primeiro em Portugal a ter uma unidade de hospitalização domiciliária, um modelo usado em vários países e que traz vantagens, como evitar infeções hospitalares multirresistentes ou reduzir os custos de internamento.

Em Viana do Castelo, segundo Frankelim Ramos, aquela prática abrangerá, numa primeira fase, os doentes internados no serviço de medicina e, posteriormente, de cirurgia.

A medida “irá ser implementada numa área situada até cerca de 25 quilómetros da unidade hospitalar, para que seja garantido um controlo mais adequado de cada doente”.

“A hospitalização domiciliária não poderá ser aplicada a todo o distrito de Viana do Castelo, do ponto de vista geográfico”, especificou, e servirá como uma alternativa ao internamento convencional, mediante assistência contínua, tendo de ter a concordância do doente e da família.

As unidades de hospitalização domiciliária vão funcionar 24 horas por dia e todos os 365 dias do ano, “com apoio médico e de enfermagem em permanência” e prevenção à noite.

O doente que esteja hospitalizado no domicílio terá acesso aos medicamentos exatamente como se estivesse internado no hospital.

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