Vale de Poldros venera Santo António

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Festividade celebra-se este fim de semana com momentos religiosos e culturais. Centenas de pessoas sobem à branda para participar nos festejos. Os mais antigos dizem que, em outros tempos, quem não arranjasse namorado/a nesta festa, ficaria sem par durante todo o verão.

Já apelidada de  “aldeia de um homem só”, Santo António de Vale do Poldros, lugar de Riba de Mouro, concelho de Monção, vai encher-se de pessoas este fim-de-semana. Centenas de peregrinos vão subir às brandas para venerar Santo António.

No sábado, dia 16, o programa prevê o XVIII Encontro Regional de Tocadores de Concertina, pelas 14h00, arrematação de oferendas, pelas 15h00, e procissão de velas, pelas 21h30. Momentos muito participados pela população local e visitantes.

No domingo, dia 17, com início às 11h30, realiza-se a missa e procissão solene, acompanhada pelo Grupo Coral “Santo António”, que percorrerá o caminho da branda. À tarde, a partir das 16h00, decorre a 10ª Grande Corrida de Cavalos, com provas de passo travado e galope.

Branda de Santo António

 Durante a Idade Média, a economia agropecuária da região do Alto Minho desenvolveu-se, ganhando as práticas nómadas uma forte expressão. Assim, surgiram as brandas ou inverneiras, existindo ainda hoje vários exemplos deste tipo de povoados abertos em locais de montanha.

 A Branda de Santo António de Vale de Poldros, na freguesia de Riba de Mouro, é um desses locais, tendo origens remotas. Localizada a meia encosta, a pouco mais de mil metros de altitude, esta branda ergue-se sobranceira ao rio Vez, proporcionando fantásticas panorâmicas sobre toda a região.

 Neste lugar, profundo e silencioso, encontrará um enorme número de cardenhas, construções rudimentares feitas totalmente em granito e xisto. Nos meses de Verão, estes espaços são ocupados por pastores e agricultores, sendo o piso inferior destinado ao gado e o superior à habitação.

 Junto a estas cardenhas podemos também encontrar algumas moradias de veraneio, as quais foram aparecendo ao longo dos anos. Os mais antigos dizem que, em outros tempos, quem não conseguisse namorado/a nesta festa, ficaria sem namorar durante todo o verão.

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