A-55 Valença-Vigo :: A autoestrada com mais acidentes de Espanha

E o quilómetro 12, situado na localidade de Mos é o ‘Ponto Negro’ de toda a rede viária espanhola. Os dados são do último relatório da ‘Automovilistas Europeos Asociados’.

A autoestrada A-55 que liga Portugal (Valença) a Vigo é a via que regista mais acidentes em toda a Espanha. De acordo com o último relatório publicado pela ‘Automovilistas Europeos Asociados’, o quilómetro 12 continua a ser o ponto negro com mais acidentes e vítimas da rede rodoviária espanhola, que inclui estradas nacionais, vias-rápidas e autoestradas.

Esta estrada é percorrida, diariamente, por milhares de condutores portugueses e espanhóis, que trabalham nos dois lados desta fronteira (Valença –Tui) que é o ponto, entre Espanha e Portugal, com maior intensidade média diária de tráfego de passageiros, a nível nacional.

Já a cidade de Vigo, uma das mais importantes do Noroeste Peninsular, está a apenas 20 minutos de Valença e atrai inúmeros visitantes portugueses que, diariamente, escolhem este centro urbano para trabalho e lazer.

Analisando o relatório publicado, o pior tramo esta situado na localidade de Mos, entre as conhecidas curvas de Tameiga e Los Molinos. Este local regista 80% dos acidentes que se produzem nesta via.

Os especialista em segurança coincidem em que este acesso é inadmissível para uma autoestrada. Prova disso é que a velocidade nestes locais foi limitada a 60km/h. Desde então, não ocorreram mais acidentes mortais.

Outro dado a destacar é o número de veículos que usam esta estrada. Em 2016, mais de 63 mil veículos circularam diariamente, 10% a mais do que no ano anterior. Enquanto isso, a rodovia alternativa entre Vigo e Tui, cujo preço da portagem aumentou, está a ser pouco utilizada.

Entretanto, a A-55 continua a manter uma média de 250 acidentes por ano.

Quando foi construída, nos anos 80, com a ideia de reduzir custos, foi aproveitado grande parte do trajeto sinuoso da antiga estrada nacional.

A subida ao alto dos Puxeiros desde Mos é feita através de um caminho complicado que obriga os motoristas a ter extrema cautela. Qualquer excesso de velocidade pode ter consequências negativas e quando chove e o piso está molhado a situação torna-se ainda muito mais complicada.

Outra das medidas que o governo espanhol adoptou foi a criação da AP-9 uma nova autoestrada que poderia impulsionar os motoristas, sobretudo de camiões,  reduzindo assim o tráfego de pesados. No entanto, por se tratar de uma autoestrada paga não teve adesão significativa.

A Xunta da Galiza, consciente desse problema, solicitou que o Ministério do Desenvolvimento que reformasse na totalidade o tramo de Mos, o que envolveria um investimento de 120 milhões de euros. O que se pretendia era realizar um túnel que passaria por Puxeiros; no entanto, esta medida não foi contemplada pelo Governo, pelo menos a curto prazo. O que fez foi aprovar e adjudicar um projeto, muito mais económico (seis milhões), para reformar as estradas e as entradas e saídas da autoestrada.

As obras arrancaram em outubro de 2015, mas nos últimos meses não há, aparentemente, trabalhos na autoestrada, tanto na faixa de rodagem que sobe, como na que desce. No entanto, a limitação de velocidade continua nos 60 km/h e a estrada está com sinalização amarela, o que significa que é provisória.

Entretanto, o Ministério do Desenvolvimento assegurou que as obras irão avançar e estão terminadas em setembro de 2018.

Segundo este ministério, no decorrer das obras foram detectados serviços que estavam em falta e que são de extrema importância. Fundamentalmente, referentes a canalizações de saneamento e drenagens.

Reportagem publicada na edição impressa

SEM COMENTÁRIOS

Deixar uma resposta