Opinião Luís Ceia | 100% ALTO MINHO

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O projeto Alto Minho Km0, promovido pela CEVAL, tem como objetivo dinamizar a região do Alto Minho através dos seus recursos endógenos (recursos naturais, competências técnicas e empresariais e produtos tradicionais), assim como robustecer a base económica regional de bens e serviços transacionáveis” (Ceval, Projeto Alto Minho Km0, 2013).

O projecto em causa pretende ser mais do que uma ficha de intenções, foi concebido tendo por base valores que se alicerçam na identidade regional, no sentimento de pertença a uma região. 100% Alto Minho é uma marca que extravasa o sentido comercial da sua aplicação, tem por base a matriz identitária desta região e apela á emoção de todos, sejam Alto Minhotos de nascença, de adopção, residam por cá ou estejam fora, seja no país ou na nossa imensa diáspora.

Temos todos os que sentem a região como sua, que gostam de dizer que aqui pertencem, sejam de Viana, do Vale do Lima, Vale do Minho ou Vale do Âncora, de ter esta palavra no nosso vocabulário diário, estejamos por cá ou andemos por Lisboa. O conceito de pertença vem de dentro, das nossas entranhas emocionais, alguém melhor de que nós o pode vender? De certeza que não, porque ninguém consegue falar tao bem e bonito daquilo que não está na sua gene. Todos aqueles que se identificam com a região devem ser vendedores da mesma. Vendam-na da maneira que melhor souberem, pois se for com emoção, serão certamente convincentes.

Ao lançar a designação de 100% Alto Minho para corporizar este sentimento de pertença, a CEVAL apenas se afirmou como a promotora da marca e não como sua dona. A marca passou a partir desse momento a ser de todos, usem e abusem dela. Não tenham receio de a utilizar, unam-se à sua volta!

A imagem de marca hoje em dia, forma parte do capital intangível de uma região e apesar de ser dificilmente quantificável, pode converter-se num dos elementos de maior valor para uma nação, cidade ou município (Villafañe, 1993). Um bem que não tem marca carece de identidade e pode ser substituído por qualquer outro produto similar (Vanella, 2002). A imagem de marca serve para que uma determinada nação ou cidade, comunique a sua cultural nacional ou regional e crie uma determinada marca, logótipo e identidade corporativa, que há-de ser reconhecida, admirada, consultada, utilizada e tida em conta a partir de esse momento pela sociedade a que se dirige

Esta dinâmica, será tanto mais expressiva quanto maior for a colaboração entre todos os parceiros que atuam na região, e pela região. Esta marca pressupõe a construção de novos modelos de atuação colaborativa, em que a partir dos recursos da região se definam e persigam objetivos comuns às pessoas e às diversas entidades da região, nomeadamente aos representantes das entidades que operam no Alto Minho.

Temos todos a palavra!

Luís Ceia, Presidente da CEVAL

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