2019 :: O País, a região e as empresas

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2019 :: O País, a região e as empresas

O ano de 2019 afigura-se segundo as diferentes previsões como um ano de sustentabilidade do crescimento da economia europeia e da portuguesa por inerência depois de anos de um ajustamento necessário, à luz do contexto nacional e internacional, a economia portuguesa retomou o caminho do crescimento e da convergência real com as economias europeias. Retomou o caminho da confiança e do otimismo.

Mas, não podemos ficar por aqui, devemos ser mais audazes e ambiciosos e continuar a reclamar políticas públicas que favoreçam o crescimento real das empresas e muito em particular das micro e PME´s.

Para isso, importa continuar a reclamar um quadro fiscal mais previsível, mais estável e amigo das empresas. A própria taxação fiscal tem de continuar a diminuir sob pena de afogar as empresas que têm viabilidade.

Urge resolver os problemas de financiamento às empresas, pela sessão de divulgação que realizámos em Viana do Castelo com o IFD – Instituição Financeira de Desenvolvimento S.A, o caminho parece vir a estar mais facilitado.  Importa fomentar políticas e medidas de apoio que estimulem a capitalização das empresas, particularmente daquelas que tem provas dadas no mercado e demonstram facilmente a sua viabilidade.

O reforço da aposta no capital humano é um dos fatores indispensáveis ao aumento da produtividade e do potencial de crescimento da economia. Importa, pois, tomar medidas que que reforcem e estimulem a qualificação dos recursos humanos, constituindo estes um fator crucial para o crescimento económico com base na produtividade.

A regularização urgente dos pagamentos em atraso por parte das entidades públicas aos fornecedores privados, será também certamente um desbloqueio enorme ao desenvolvimento das microempresas e PME´s.

A aposta no setor do comércio deve ser retomada, há anos que não existem programas de apoio à modernização da atividade comercial. Vai-se começar pelo digital, mas a aposta deve ser mais arrojada, sob pena do pequeno comércio, que emprega muita gente e serve de suporte às urbes e meio rural poder desaparecer.

Na nossa região, está praticamente em vias de conclusão a eletrificação da Linha do Minho e o seu prolongamento até Vigo. Os acessos ao porto de Mar de Viana do Castelo parecem finalmente desbloqueados. Estes dois pontos são-nos particularmente caros, pois como é publico, a AEVC e a CEVAL estiveram desde a primeira hora na reclamação destes investimentos. Assim como continuamos com a questão das portagens em cima da mesa, ainda recentemente fomos ouvidos na Assembleia da República em sede da Comissão de Economia Inovação e Obras Públicas, na sequência da petição publica que fizemos para a retirada do pórtico do Neiva. Continuaremos a reclamar a conclusão da A28 até Valença, que poderá passar pela sua ligação à A3, e assim interligar em rede vários parques empresariais do distrito.

Em suma, o país, a região, as empresas têm potencial. Os empresários já deram provas de serem capazes de resistir e encontrar soluções perante grandes adversidades.

Um excelente 2019!

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