A importância do Imobiliário no repovoamento do interior

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A importância do Imobiliário no repovoamento do interior

Existe hoje mais do que nunca um consenso nacional sobre a necessidade de olhar para o interior e, procurar encontrar soluções para estancar a redução demográfica e, alavancar o desenvolvimento destes territórios.

Durante muito tempo pensou-se que estaria no litoral e nos grandes centros urbanos a fórmula mágica de conseguir qualidade de vida e bem-estar para as populações. 

Face ao acelerar das problemáticas da vida moderna e do ambiente, encontramo-nos hoje na necessidade de percurso inverso.

Começamos a assistir a dados muito concretos da vontade de algumas franjas da população em alterar o seu percurso de vida, e procurar no interior a tranquilidade e harmonia com a natureza que todos almejamos, quer na juventude, quer na última metade da vida.

Porque a primeira depende essencialmente da existência de oferta de empregos com valor acrescentado e com salários apetecíveis, vou debruçar-me sobretudo péla segunda; a franja de população, onde se destacam aqueles que se encontram no limiar do fim de uma carreira profissional.

Aproveitando a alteração forçada de rotinas diárias de décadas, muita desta população estaria disponível para acoplar a esta alteração uma outra muito mais importante; a da mobilidade.

São três as questões que podem motivar a concretização deste desejo:

A segunda, prende-se com a existência de serviços públicos nomeadamente saúde e infra-estruturas de cultura lazer. 

Primeira e a mais importante prende-se com a habitação; disponibilidade de unidades adequadas e compatíveis com a capacidade financeira de cada um. 

Uma terceira relacionada com a mobilidade (transportes).

É aqui que o Imobiliário se coloca de novo na dianteira do desenvolvimento económico das localidades.

Muito pouco se tem feito nesta área, sendo urgente começar a tomar medidas locais de incentivos ao investimento para arrendamento, mas também um projecto piloto de construção e ou recuperação de casas nas aldeias, que correspondam aos anseios desta população; uma casita simples, de conforto mínimo, preferencialmente de um só piso, com um pequeno quintal.

Tratando-se de uma matéria que deve ser desenvolvida péla iniciativa privada, não deixa de ser da responsabilidade dos Municípios o primeiro passo de incentivo.

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