A Paz no Movimento Rotário

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A Paz no Movimento Rotário

No ano de 1900, nascia o genial Louis Armstrong e um jovem, Paul Harris, abria, na cidade de Chicago, um escritório de advocacia.

Porém, ao ver-se demasiado só, começou a sentir a falta de um círculo de bons amigos. Teve, então, a ideia de formar um clube que lhe trouxesse o espírito da amizade.

A 23 de Fevereiro de 1905, Paul Harris reunia com três amigos e expunha-lhes a ideia que fervilhava na sua mente. Foi assim que nasceu o Rotary como movimento de esperança, que tinha como objectivo inicial a melhoria do conhecimento dos homens através da solidariedade e da paz.

No momento em que o Mundo se revolve dramaticamente em constantes conflitos, é tempo de reflectir sobre a “Paz”.

Ao abordar este tema, relembro a frase de uma criança: “a Paz é os meninos do mundo inteiro, numa eira cor de mel, toda cheia de luz, de mãos numa roda”, ou divago e escrevo que pela estrada aberta e longínqua a criança, agora homem, avançava olhando o sol cada vez mais enevoado. Do outro lado do mar as ondas arrancavam reflexos pálidos na areia repleta de outros homens, esperando. Então, estendeu as mãos para eles e sentiu-lhes os dedos ansiosos roídos pelo tempo perdido, e gritou-lhes que era tempo de sacudir o pó da indiferença que lhes tolhia as acções. Foi então que sentiu no céu, anunciando uma primavera em pleno inverno, um cântico de esperança imensa. Acreditou que tinha chegado a hora de cumprir uma missão admirável: contribuir para que a Paz deixasse de ser um sonho.

A Paz ancora-se em cada um de nós que tenha um Ideal de Servir. Gente a quem se pede que seja capaz de abrir as portas que levem a encará-la como uma coisa que se vive, como um momento de quase Absoluto.

A Humanidade tem conduzido a civilização através de intermináveis e sinuosos caminhos e, agora, vê-se perante a ameaça de terríveis perigos. E, aqui chegados, pergunta-se: haverá alguma forma de vencer a corrente que nos arrasta para a destruição?

O Movimento Rotário aponta-nos, concretamente, sete caminhos para a Paz!

O 1º é o do Patriotismo: “Os seus interesses irão além do patriotismo nacional e compartilhará da responsabilidade para a melhoria da (…) paz internacional (…)”;

O 2º é o da Conciliação: “Procurará encontrar e desenvolver bases comuns para chegar a um acordo com os povos de outras nações”;

O 3º é o da Liberdade: Defenderá (…) a lei e a ordem para preservar o direito do indivíduo de sorte a que ele possa desfrutar da liberdade de pensamento, palavra e reunião (…)”;

O 4º é o do Progresso: “Apoiará a acção orientada no sentido de melhorar os padrões de vida de todos os povos, compreendendo que a pobreza em qualquer lugar ameaça a prosperidade em todos os lugares”;

O 5º é o da Justiça: “Sustentará os princípios da justiça para com a humanidade, reconhecendo que são fundamentais e de cunho universal”;

O 6º é o do Sacrifício: “Esforçar-se-á sempre para promover a paz (…) e estará disposto a fazer sacrifícios por esse ideal”;

O 7º é o da Lealdade: “Promoverá e cultivará um espírito de compreensão das crenças dos outros homens (…), reconhecendo certos padrões morais e espirituais (…).

É imperioso deixar entrar a luz da paz no coração de cada um, porque o tempo é escasso e Amanhã será tarde e teremos partido sem deixarmos algo que nos liberte da lei da morte.

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