Águas do Alto Minho contrata trabalhadores e melhora condições de atendimento

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O presidente não executivo da Águas do Alto Minho (AdAM) disse que a empresa reforçou o número de trabalhadores nas áreas comercial e operacional, estimando até setembro contratar oito técnicos superiores para estabilizar o quadro de pessoal.

“Na quarta-feira entraram mais três pessoas para serviço de atendimento telefónico. Esta área passou a ter cinco funcionários quando até aqui tinha dois. Mais do que duplicamos a capacidade de resposta. Na área operacional, desde 15 de julho, contamos com mais 22 trabalhadores e, até setembro, estimamos ver ingressar mais oito técnicos superiores, em quase todas as áreas da empresa”, afirmou Carlos Martins.

Segundo aquele responsável, além do reforço de trabalhadores, a AdAM realizou “intervenções nos postos de Viana do Castelo e Ponte de Lima, para melhorar o atendimento aos munícipes”.

“Em Viana do Castelo, criámos condições para que as pessoas não esperem na rua para serem atendidas. Em Ponte de Lima, também melhorámos o acesso das pessoas ao posto de atendimento. Já em Vila Nova de Cerveira e Arcos de Valdevez, abrimos dois novos centros operacionais”, especificou.

A AdAM – Águas do Alto Minho, empresa de gestão das redes de água em baixa e de saneamento, é detida em 51% pela AdP – Águas de Portugal e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro e, em abril, suspendeu a faturação depois de terem sido detetados erros que afetaram 15 mil consumidores.

A constituição da AdAM tem sido contestada por partidos políticos e pela população que se queixa do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau funcionamento dos serviços”.

No sábado, numa manifestação convocada através das redes sociais, a população realizou protestos nos sete concelhos da AdAM, junto aos edifícios camarários, exigindo o regresso da gestão de redes de água em baixa e de saneamento às autarquias.

Confrontado com essa contestação, o presidente não executivo da AdAM disse estar “mais preocupado em que não haja motivação, genuína, dos clientes para criticar os serviços prestados do que com a motivação de caráter político, de quem sempre foi contra a constituição da empresa”.

“Essa motivação política é normal e legítima. É natural que aproveitem uma coisa que correu menos bem para mobilizar as pessoas. A equipa de gestão da AdAM está muito empenhada em criar um serviço de grande qualidade, quer na área comercial quer operacional. A nosso preocupação é que as pessoas não tenham falta de água e que as reparações sejam feitas com celeridade”, sublinhou.

A nova empresa está “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Segundo dados avançados pela AdAM, a empresa vai investir, nos próximos três anos, nos sete concelhos, 33,3 milhões de euros, com cofinanciamento comunitário através do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR)”.

Daquele montante, “19,6 milhões de euros serão destinados à expansão das redes de abastecimento e de saneamento, aumentando a cobertura dos serviços, e 13,7 milhões de euros serão dedicados à renovação das redes de abastecimento de água e à promoção da eficiência hídrica, com instalação de sistemas de monitorização e controlo para diminuição das perdas de água”.

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