Alterações Climáticas e Aquecimento Global

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Há em todos os anos um sentido de recomeço. Ainda que tudo seja velho, preparamo-nos para o novo. Perante o que vivemos, podemos sempre ter duas posturas: ou olhar para trás, fazendo um balanço do melhor e do pior, ou olhar em frente e perspetivar o que gostaríamos de construir para o ano novo.

Há em todos os anos um sentido de recomeço. Ainda que tudo seja velho, preparamo-nos para o novo. Perante o que vivemos, podemos sempre ter duas posturas: ou olhar para trás, fazendo um balanço do melhor e do pior, ou olhar em frente e perspetivar o que gostaríamos de construir para o ano novo.

Qualquer destas posturas é enriquecedora, mas, hoje escolho o tema das Alterações Climáticas porque o aquecimento global é, atualmente, a maior ameaça ao bem esta-estar da população mundial e ao equilíbrio da natureza. De acordo com a Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, assinada, em 1992, na Conferência do Rio de Janeiro, ‘Alteração Climática’ significa uma modificação no clima atribuível, direta ou indiretamente, à atividade humana que altera a composição da atmosfera global.

Nas últimas décadas, a emissão de gases poluentes de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), aumentou a concentração desses gases na atmosfera, tornando a camada de gases mais espessa, o que dificultou a dispersão da radiação solar e provocou maior retenção de calor. É justamente essa retenção de calor que provoca o aumento da temperatura na Terra, o chamado aquecimento global. Nesse sentido, a comunidade científica tem vindo alertar para as evidências do impacto da atividade humana sobre o clima e considera inequívoco o aquecimento global da temperatura média da atmosfera e dos oceanos.

O tempo urge para sustermos as calamidades das alterações climáticas acima dos 1,5 graus de aquecimento global. Por isso, todos os países, em particular os mais desenvolvidos, devem contribuir para a redução das emissões de um conjunto de seis gases com efeito estufa. Portugal assumiu em 2016 o compromisso de atingir a neutralidade carbónica até 2050. Está assim, e desde já, comprometido a reduzir as emissões de gases com efeito estufa. Para esse objetivo será reforçada a prioridade à eficiência energética e a aposta inequívoca na energia de fonte renovável (vento, sol e água). Portugal tem a ambição de atingir 80% de fontes renováveis na produção de eletricidade em 2030 e de atingir uma incorporação de renováveis nos transportes de 20%. Tal esforço deverá ser complementado com medidas de eficiência energética, alteração de hábitos de consumo e gestão de resíduos, com transição para uma economia circular. Mas também reforçando as medidas preventivas, no âmbito das alterações climáticas, nomeadamente na Orla Costeira.

A propósito, este ano, o ´Programa Parlamento dos Jovens’ – que é organizado pela Assembleia da República com o objetivo de promover a educação para a cidadania e o interesse dos jovens pelo debate de temas da atualidade – escolheu como tema para debate o fenómeno das Alterações Climáticas, especificamente, o seu impacto sobre os oceanos e ainda o aquecimento global, suas causas, consequências e ações desenvolvidas para reverter ou minimizar os seus efeitos.

Tive o prazer de participar no debate em três sessões, de escolas do nosso Alto Minho, e foi estimulante ver a dinâmica dos alunos, a sua responsabilidade e o seu interesse nos temas desenvolvidos. Revelador do excelente trabalho dos professores na preparação dos temas e a grande capacidade dos alunos em se organizarem e apresentarem propostas para a necessidade de medidas preventivas no âmbito das alterações climáticas. Assim se formam cidadãos responsáveis e com elevada intervenção cívica.

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