Aos olhos de um turista

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Sendo eu um forasteiro, nascido e criado na muy nobre e sempre leal invicta cidade do Porto, por sorte do destino fiquei a conhecer Monção pelos seus encantos em 1998 e por aqui continuo a desfrutar destes ares minhotos, tendo por aqui casado e constituído família. Mas este espaço será dedicado a um tema que me parece ser de vital importância para um desenvolvimento sustentado, não só de Monção, mas do Alto Minho em geral.

O que fará com que antigos forasteiros como eu queiram ficar?

Tendo vivido em Caminha durante oito anos, quatro em Afife, e agora, há quatro, em Monção, pode dizer-se que pratico o feliz slogan de Viana, que diz “Quem gosta vem, Quem ama fica”.

Apaixonei-me também pela região durante as minhas revitalizantes viagens. Sintetizo em algumas palavras o que sinto ao passear pelo Alto Minho: Melgaço e Monção são terras de EnCantos Minhotos, outrora defendidos por valentes mulheres que tomaram a coragem e a astúcia nas suas mãos para defenderam o destino dos portugueses. De igual forma, Valença, baluarte da nacionalidade, ostenta um ímpar monumento nacional. Mas se de valentia histórica nos podemos orgulhar, o que dizer da inovação no Alto Minho? Cerveira é hoje expoente de expressão artística ímpar no país e, confluindo com a capital Viana para um forte porto dos que procuram rio e mar, combina ancestralidade e modernidade rústica. 

Continuo o meu passeio. Por Caminha, entre o pastor e o pescador, entre a leira e a praia, a que se juntam Coura musical, Arcos da Peneda com os seus santuários da alma humana e da natureza, Ponte da Barca do Lindoso, imponente, altaneira e … iluminadora! Termino noutra Ponte, a dos Jardins, do Cavalo e do Sarrabulho. De estômago feliz e de alma lavada, olho para trás. Vi, senti, cheirei, toquei, abracei. Pessoas, olhares, manjares, lugares.

No Alto Minho reencontro sentimentos que são universais: o receber de braços abertos, não importa quem! Vivemos uma Europa cada vez mais de costas voltadas à sua história. E aqui voltamos atrás. Ao tempo da generosidade.

Transformar o Alto Minho numa região turística de referência na Europa é fácil: basta que façamos, de forma organizada, o que sempre fizemos, i.e., mostrar a nossa hospitalidade a quem vem, experimenta e, se não fica, pelo menos leva-nos no coração para voltar outra vez!

Esta colaboração com o VALE MAIS em muito me honra. Debater o turismo no Alto Minho é um desafio que recebo também eu de braços abertos! Farei pontes, lançarei debates. Perceberemos todos como fazemos bem e onde temos que fazer melhor!

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