APOIO AO EMPREENDEDORISMO RURAL NO VALE DO MINHO

VALE DO MINHO

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Esclarecer os empresários e os empreendedores da região no âmbito da sua atividade, informando-os das medidas de apoio disponíveis no Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, através do Portugal 2020, Norte 2020, e do PDR2020 constituem os objetivos das sessões que a Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho (ADRIMINHO) está a promover. Ontem efetuou-se em Monção e amanhã de manhã, sábado, dia 28, será em Vila Nova de Cerveira, onde se realiza a Feira do Mel. Já antes, decorreram sessões em Valença, Melgaço, Caminha e Paredes de Coura.

As iniciativas inserem-se no âmbito da estratégia DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) RURAL.

Conforme referiu Ana Paula Xavier, coordenadora da ADRIMINHO, à VALE MAIS, a preocupação centra-se na dinamização da atividade económica, designadamente no empreendedorismo. “Os objetivos passam por dar a conhecer à população e aos potenciais empreendedores o aviso de candidatura que está aberto, alertar para algumas particularidades do que importa salvaguardar antes de submeterem as candidaturas e, também, dar conhecimento de outras estratégias em termos de apoio para a criação de emprego, como o EMER – Empreendedorismo em Meio Rural, outro projeto em que estamos envolvidos. Que também prevê o apoio ao Plano de Negócio do Empreendedor”.

Instada sobre esta iniciativa de apoio em empreendedorismo no meio rural, a responsável observou que o “que temos neste empreendedorismo, nesta metodologia, é que, se por um lado, apoiamos o investimento, por outro lado, também estamos a apoiar a montagem do negócio. Deparamos que muitas das dificuldades dos beneficiários e dos próprios consultores – não estamos a querer ser outro consultor – é de criar aqui uma metodologia de apoio, do mentor/ facilitador, que identifique quais são os problemas para a montagem do negócio e tente desbloqueá-los”.

No fundo – acentuou – passa pela criação de um mentor que, num período de tempo, apoie a criação desses planos de negócios. Não é só as candidaturas (nem todas as pessoas precisam destas, para fazer o seu negócio, são tão pontuais que não precisam). Estamos a apoiar quem, de facto, precisa. De uma maneira ou outra”.

No fundo – explicou – há o SIEE, Sistema de Incentivos em Emprego e Empreendedorismo e, por outro, uma estratégia de apoio ao empreendedorismo, onde a ADRIMINHO tem assento com outras entidades – ao todos, são 15 ou 16 entidades a nível de região – que está a testar uma metodologia para perceber se é a indicada para apoiar o pequeno empresário.”

Para quem quiser investir, há várias entidades que podem dar apoio. A ADRIMINHO está disponível para quem a contactar e a primeira coisa a fazer é uma reunião.

 “Por uma questão de facilidade – já não damos conta do recado, tanta é a gente a procurar, pedimos às pessoas para se deslocarem à sede, em Valença. De qualquer maneira, não havendo a possibilidade disso, deslocamo-nos ao local onde a pessoa mora. Depois, perante a ideia, a necessidade, o objetivo da pessoa, vamos encaminhando da melhor forma. Ou podemos fazer o registo do apoio do EMER ou, então, a pessoa não precisa e vai fazer uma candidatura. Explicamos como é que tem de a fazer. Pode até dar-se o caso em que não se encaixe em nenhuma destas situações e tentamos encaminhar para o organismo que estar mais capacitado” – referiu-nos Ana Paula Xavier.

Ainda relativamente à questão do mentor e se o empreendedor quiser apenas o apoio deste, basta contactar a ADRIMINHO para o ter “de forma gratuita”.  “Pagamos a este mentor, a esta empresa que está ajudar a fazer esta mentoria, não há custo para a pessoa” – concluiu.

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