As alterações climáticas em Portugal

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As alterações climáticas em Portugal

As alterações climáticas podem tornar Portugal mais seco, sem praias e sem turismo. Igualmente a agricultura, a pesca e até o vinho irá ser afectado.

No espaço de meio século, Portugal pode tornar-se mais desértico se as temperaturas e o nível do mar continuarem a aumentar ao ritmo actual.

Desde 1976, a temperatura média subiu a uma taxa de 0,36 graus centígrados por década, mais do dobro da taxa de aquecimento registada para a temperatura média mundial. A precipitação tem vindo a cair e no sul de Portugal diminuiu, desde 1960 cerca de 200 milímetros, o que configura uma diminuição entre 30 a 40% da precipitação total da zona.

No Minho, uma das regiões com maior precipitação da Europa, a diminuição de precipitação não é significativa, mas os fenómenos de concentração dos períodos de chuva e secas prolongadas, alteram e condicionam gravemente os ciclos de vida da produção vegetal, provocam inundações em territórios urbanos mal planeados e sem infra-estruturas capazes para escoamento do fluxo anormal das águas pluviais.

Portugal está já a sentir os efeitos das alterações climáticas os grandes incêndios e a erosão costeira são exemplo disso, mas outras áreas estão em risco como o sobreiro e a azinheira, que podem não resistir por muitas mais décadas.

Embora as mudanças climáticas não afectem muito o cotidiano dos portugueses, basta olhar para os problemas do norte de África, aqui tão perto, para se aquilatar do dramatismo da situação. É verdade que nos países desenvolvidos os problemas são mais facilmente resolvidos devido a condições económicas mais favoráveis, mas a situação africana está a influenciar indelevelmente a sociedade europeia, que se vê a braços com milhares de migrantes fugindo da fome que grassa nos seus países.

O diagnóstico está feito e é tempo de agir, no sentido de minimizar os efeitos das alterações climáticas: uso mais eficiente da energia, privilegiar as energias limpas e reduzir a desflorestação.

Donald Trump ao retirar os EUA do acordo de Paris, está apenas a dar cobertura ao poderoso lobby dos combustíveis fosseis, com uma atitude egoísta e estupida, remetendo para as futuras gerações a solução ou pelo menos, a mitigação do problema.

As alterações climáticas são reais, estão a afectar negativamente a vida na Terra, estão comprovadas cientificamente e é preciso centrar as atenções no combate que está a ser desenvolvido um pouco por toda a parte.

As alterações climáticas não vão apenas afectar meros desconhecidos, as pessoas do futuro; serão já os nossos filhos e os nossos netos a serem prejudicados se não fizermos nada.

A melhor forma de lidar com as alterações climáticas é envolver os jovens, torna-los parte da solução, exortando-os a consumir menos, de forma mais responsável e sustentável, para que a Península Ibérica não tenha no futuro o clima que hoje tem o Norte de África.

Independentemente da escala global do problema, não será de desprezar que as nossas autarquias trilhem convictamente caminhos na racionalização do consumo de energia, da implementação da política dos 3R (reciclar, reduzir e reutilizar), da minimização dos riscos de incêndio e da rearborização dos espaços públicos.

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