Bienal de Cerveira excluída de apoios da DGArtes. Deputados (PS) do Alto Minho questionam Ministra

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Bienal de Cerveira excluída de apoios da DGArtes. Deputados (PS) do Alto Minho questionam Ministra

A Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira foi excluída dos apoios da Direção-Geral das Artes para 2020/2021.A Bienal mais antiga da Península Ibérica, que se realiza desde 1978 fica, mais uma vez, fora dos apoios estatais e para Fernando Nogueira, Presidente da Fundação “este resultado do concurso “lesa uma afirmação cultural descentralizada e fora da capital”.

Fernando Nogueira esta “completamente desiludido” referindo que a decisão “prejudica a cultura e arte no Norte”.

Quem reagiu de imediato foram os deputados socialistas do Alto Minho que questionaram, por escrito, a Ministra da Cultura sobre a não atribuição de financiamento à candidatura da Bienal.

Anabela Rodrigues, Marina Gonçalves e José Manuel Carpinteira querem saber se existe margem para a reapreciação da continuidade do apoio da DGArtes “a este projeto cultural de excelência para a vila das artes, para o distrito, mas também para a promoção cultural do nosso país”.

Na pergunta, os socialistas recordam que “a Bienal Internacional de Cerveira, que conta com mais de 40 anos de história e com 20 edições já realizadas, é indiscutivelmente um dos grandes acontecimentos do nosso país e uma referência para a cultura artística nacional”.

A nota, lembra que, ao longo destes anos, “artistas de renome expuseram a sua arte em Vila Nova Cerveira, ao mesmo tempo que se deu oportunidade a novos artistas para promover as suas criações” e que o certame tem “equipamento próprio de excelência”, foi, por isso, com “preocupação” que ficaram a conhecer a “decisão da DGArtes de não atribuir financiamento a este projeto, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos três anos”.

Bienal de Cerveira excluída de apoios da DGArtes. Deputados (PS) do Alto Minho questionam Ministra

“Tendo a Fundação Bienal Arte de Cerveira ficado entre as candidaturas elegíveis para apoio  mas para as quais não há financiamento disponível, é importante conhecer os motivos pelos quais se priorizou o financiamento de outros projetos, em detrimento de um projeto que valoriza  o Alto Minho, dignifica o setor e permite dar continuidade a um trabalho de excelência reconhecido nacional e internacionalmente”, sustentam no documento.

Também José Maria Costa, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) recebeu com “estupefacção” uma decisão “incompreensível” da DGArtes.

De salientar que três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram a ser divulgados pela DGArtes na passada segunda-feira e, na área das Artes Visuais, confirmam os resultados provisórios anunciados em 11 de Outubro.

Consideradas elegíveis para apoio pelo júri, mas para as quais não há financiamento disponível estão as candidaturas LAC – Laboratório de Actividades Criativas Associação Cultural (Algarve), Artistas de Gaia Cooperativa Cultural (Norte), Fundação Bienal Arte de Cerveira (Norte), Ectopia – Arte Experimental Associação (Área Metropolitana de Lisboa) e Movimento de Expressão Fotográfica – Associação Fotográfica de Carnide (A.M.Lisboa).


Reportagem completa na próxima edição da revista Vale Mais (n.º70 Dezembro)

 

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