Bombeiros de Valença têm autoescada única no Alto Minho inoperacional há oito anos

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Uma autoescada – VP32-01 (Veículo de Plataforma Giratória) IVECO EUROTECH
Plataforma com braço extensível até 32m de altura – dos Bombeiros Voluntários de Valença, que este ano está a assinalar o centenário da sua fundação, está “inoperacional há mais de oito anos por falta de verba para a manutenção”. O custo desta está estimado em, pelos menos, 32 mil euros.

Fernando Oliveira, presidente da Direção, explicou à VALE MAIS que a mesma, a única no género em todo o Alto Minho, foi oferecida pela Junta da Galiza e municípios do Baixo Miño galego em 1994, embora só em junho deste ano seja, formalmente, propriedade da associação dos bombeiros valencianos.

A corporação já tem tentado apoio para a reparação da autoescada junto da Autoridade da Proteção Civil, tendo recentemente, após estar formalmente na sua posse, enviado novo ofício a dar conta da premência na sua reparação, a fim de puder ser utilizada. Nesse sentido, dá conta do incêndio, em julho, na zona industrial do Padreiro, Arcos de Valdevez, em que poderia ser muito útil se estivesse já reparada.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Valença precisa também de obras no seu quartel, inaugurado em 1988, designadamente algumas adaptações, de forma a torná-lo mais funcional. Espera apoio, mas algumas dificuldades, inclusive com o registo do espaço na conservatória, não facilitam a questão. Algo que, por sinal, só recentemente se concluiu com as antigas instalações, onde agora está instalado o museu do bombeiro.

Outro problema, transversal a outras corporações, são as dificuldades com o recrutamento de voluntários. Fernando Oliveira tem a perceção que que, atualmente, os jovens têm outras prioridades que tornam o voluntariado menos apelativo. Por outro lado, há algumas “benesses” que poderiam dar alguma ajuda (mas não resolver o problema) e que dependem do município, como seja facilidades legais em processos de construção, abastecimento de água ou utilização de equipamentos da autarquia.

A corporação tem, neste momento, ao seu serviço, pouco mais de quatro dezenas de bombeiros, 27 dos quais remunerados.

© facebook BVV

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