Caminha, Cerveira e Movimento SOS Serra d’Arga intensificam oposição ao lítio

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Lítio - Energia de futuro ou 'desgraça' ambiental

O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga explicou que as Câmaras de Caminha e Cerveira estão “alinhada” na contestação à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais naquela zona do Alto Minho.

Carlos Seixas fez um balanço “muito positivo” das reuniões que manteve com as autarquias.

“Autarquias estão alinhadas na contestação ao lítio”, disse Carlos Seixas, citado na nota, acrescentando que “estes encontros servem para reforçar a posição das câmaras municipais, pois nos pareceres enviados em julho à Direcção-Geral de Energia e Geologia, já foram reveladores os receios e preocupações quer para com as pessoas, quer para com o território”.

O movimento cívico manifestou “total disponibilidade para contribuir para a conservação e valorização da Serra d’Arga”.

“Estamos alinhados, como nós esperávamos, na maior parte das matérias. Queríamos saber se a Câmara de Caminha reafirmava a sua posição sobre o assunto. Tanto o presidente, Miguel Alves, como o vice-presidente, Guilherme Lagido, disseram que estão obviamente contra tudo o que possa afetar, direta ou indiretamente, zonas protegida”, afirmou Carlos Seixas.

O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga disse ter sido informado de que está “praticamente pronto” o mapa que vai definir os limites da Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal a criar na Serra d’Arga resultante do projeto ‘Da Serra d’Arga à Foz do Âncora’, que envolve os municípios de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura.

Já o presidente da Câmara de Caminha disse que “toda a ação de prospeção e mineração que possa atingir, direta ou indiretamente, sítios de importância comunitária e Rede Natura – Serra d’Arga, praias do Litoral Norte, vale do Âncora, vale do Coura e estuário do Minho merece e merecerá a firme oposição do município”.

Para os “territórios não classificados”, adiantou, “o município de Caminha exige a realização de todos os estudos ambientais considerados necessários e pareceres de diferentes instituições como seja a Agência Portuguesa do Ambiente, o ICNF, a Direção Regional de Cultura e ULSAM, entre outras”.

Por seu lado, a Câmara de Vila Nova de Cerveira e o movimento cívico SOS Serra d’Arga também reforçaram, em comunicado conjunto, a contestação à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais naquela zona do Alto Minho.

A nota refere que o encontro serviu “para reforçar a posição política e técnica contra a exploração de lítio no concelho e no Alto Minho”.

“O concelho de Vila Nova de Cerveira tem memória histórica com o exemplo de Covas, pois ainda hoje se vivem as consequências nefastas da mineração realizada no século passado””, afirmou o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, citado no documento.

O autarca assegurou que a câmara “está a trabalhar, conjuntamente com os municípios de Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo, numa candidatura que visa a valorização da Serra d’Arga, com o objetivo único de preservar o património e minimizar a desertificação do território” referindo-se, também, ao projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora.

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