Cavalo Lusitano :: Aliado que dá prestígio

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CENTRO EQUESTRE VALE DO LIMA

Centro Equestre Vale do Lima é um empreendimento do grupo familiar J. Pimenta que visa promover o Cavalo e os eventos hípicos.

A reportagem da VALE MAIS foi conhecer este Centro Equestre, constituído em 2001, e localizado a poucos minutos do centro de Ponte de Lima.

Com uma área com 10 hectares, 45 boxes, 1 picadeiro coberto, um descoberto e uma pista de ensino, o centro possui um conjunto de atividades como; escola de equitação, desbaste e ensino de cavalos, alojamento, estágios, hipoterapia, organização de eventos, entre outros.

Estivemos à conversa com Filipe Pimenta, o diretor do Centro que, de uma forma entusiasta, nos falou da sua paixão pelo Cavalo.

CAVALO, A GRANDE PAIXÃO

Vale mais: Olá Filipe Pimenta. Conte-nos como surgiu este Centro?

Filipe Pimenta: “Tudo começa com duas grandes paixões que são o cavalo e o turismo, e o centro surgiu pela união dessas paixões. O objetivo era fazer algo diferente, que trouxesse mais-valia para a região, e a promovesse.

Ou seja, este projeto pretende, entre outras coisas, valorizar o que Portugal tem de muito bom e, o Cavalo Lusitano é um produto nacional, com grande procura internacional. Como são duas áreas em que acredito, pretendo ajudar o destino ‘Portugal’ com a minha quota-parte, aqui, na região.

VM: Falando do Cavalo Lusitano. Quais são as suas principais características?

FP: É uma raça milenar, das mais polivalentes do mundo, muito versátil o que nos permite competir nas várias modalidades, mas também utilizá-lo no lazer e na terapia. Como temos alcançado resultados muito positivos, em competições internacionais, o cavalo torna-se numa referência mundial.

VM: O que o distingue dos outros animais?

FP: Em primeiro lugar as formas. É muito confortável, dócil, muito previsível e harmonioso, com o carácter bem definido. Provavelmente pela genética milenar que tem está muito bem definido nas suas características.

É importante compreender que o cavalo acompanhou a evolução da humanidade desde sempre. Começou por ser alimento na pré-história, mas rapidamente foi domesticado tornando-se num parceiro de trabalho, e depois em transporte. Hoje, falar do cavalo é falar de alta-competição, lazer, trabalho e terapia.

VM: O cavalo, em geral, é visto como um negócio?

FP: Não deve ser visto como um negócio. O cavalo é sim prestigiante, para um país, e para uma região. E Portugal tem sabido tirar partido do Cavalo Lusitano. Eu diria que todos os dias chegam a Portugal dezenas ou centenas de pessoas para ver este cavalo.

VM: E a componente terapêutica?

FP: Todos os dias temos aulas de hipoterapia. E os resultados são fantásticos. Há pessoas que se transformam em cima do cavalo. Tanto no aspeto físico como emocionalmente. Ver pessoas que tem complicações psicológicas e que, em cima do cavalo, são completamente normais. E é também, impressionante, ver a reação de quem os rodeia.

O CENTRO

VM: Quais são as principais valências do centro?

FP: Ensino de cavalos, aulas de equitação, desde a iniciação até à alta-competição, hipoterapia, restaurante, e lazer. Nesta última vertente a base está assente na Quinta dos Pentieiros, junto à Área Protegida das Lagoas, porque consideramos que ali é o local ideal para as pessoas saírem a cavalo e passear à vontade. É um projeto recente, mas com muito potencial internacional.

VM: A partir de que idade se pode montar? 

FP: Desde os 6 anos. A partir dessa idade já podem montar a cavalo e ter classes.

VM: De onde vem os praticantes? 

FP: Vem muita gente de fora. Pessoas de outras localidades e claro do estrangeiro que escolhem o Centro para estagiar devido, claro está, ao Cavalo Lusitano.

V: E na área desportiva. Que modalidades existem?

FP: Há os obstáculos, dressage, atrelagem, equitação de trabalho, cross, concurso completo, horseball, entre outras.

VM: A logística do centro é complicada?

FP: Bem, todos os dias temos de tratar dos cavalos, da sua alimentação, fazer as camas, trabalhá-los, ensiná-los e efetuar as aulas de equitação. Portanto todos os dias do ano, sem exceção, temos de dar o devido tratamento aos cavalos.

VM: Qual é o posicionamento deste centro equestre a nível nacional e internacional?

FP: É bom. Julgo que, ao longo destes anos, conseguimos realizar um grande trabalho de promoção do Lusitano e da região como destino equestre. Hoje, Ponte de Lima é um destino equestre de eleição. E o cavalo Lusitano é o nosso grande aliado.

PONTE DE LIMA DESTINO EQUESTRE

VM: Ponte de Lima já é associada ao mundo equestre. Como surgiram os eventos?

FP: De uma forma natural. O município percebeu que havia aqui uma mais-valia e tudo foi acontecendo de uma forma natural, sem que ninguém impusesse nada.

Em Ponte de Lima sempre houve cavalos, em todas as aldeias e, no passado, houve pessoas que foram muito importantes para mim, porque viviam o cavalo de forma apaixonada, como eu. Essas pessoas foram muito importantes para mim e para Ponte de Lima. Falo de Fernando Queiros ou  Luís da Barca, entre muitos outros.

VM: De que forma o mundo equestre dinamizou o turismo em ponte de lima?

FP: Sinto que o cavalo trouxe uma mais-valia para a região mas todo o país esta a usufruir dos grandes eventos equestres, das provas internacionais e das relações empresariais que acabam por acontecer.

VM: De onde vêm os amantes do mundo equestre? 

FP: É da Europa que chegam grande parte dos nossos clientes, mas também os temos do Brasil, do México, de Angola, Indonésia, entre outros. A margem de crescimento é muito grande. Há muita evolução pela frente.

VM: Que comentários tecem sobre Ponte de Lima?

FP: Sobre o recinto, em termos de competição, dizem que é muito bom. Pode crescer, mas tem muita qualidade. Depois, a capacidade de organização dá um certificado de qualidade e segurança. Por último, mas não menos importante, a região que é fantástica. Com boa gastronomia, bom clima e boa hotelaria. Temos assim de continuar a tirar partido destas condições.

VM: Qual é a reputação da Feira do Cavalo de Ponte de Lima?

FP: A Feira do Cavalo já foi premiada pelo Turismo de Portugal como Evento de Excelência do Ano e, hoje em dia, podemos afirmar, Ponte de Lima e Golegã são as duas grandes referências a nível nacional.

VM: Próximos passos? 

FP: Tornar tudo ainda mais internacional, conseguir rotas equestres na região, para que os cavaleiros fiquem cá vários dias e percebam que temos aqui um paraíso. O cavalo … dá prestigio  a tudo isto.

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