Cerveira celebra a Camélia e a ligação a José Rodrigues

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Cerveira celebra a Camélia e a sua ligação a José Rodrigues

É amplamente conhecida a ligação artístico-cultural do Mestre José Rodrigues a Vila Nova de Cerveira, mas não tanto o seu contacto com a camélia que resultou na atribuição do seu nome a um cultivar desta flor de inverno.

Homenageando o artista e promovendo o conceito de vila ajardinada, a Câmara Municipal e a Associação Cultural Convento de San Payo propõem a II Exposição de Camélias, nos dias 8 e 9 de fevereiro, no Salão Multiusos do Cineteatro (Factory).

Homem de desafios, o Mestre José Rodrigues aceitou, em 2015, o convite da Câmara Municipal do Porto para desenhar, para uma serigrafia, centrada na camélia, e que viria a ser exibida na emblemática Exposição de Camélias do Porto (em 2020 comemora-se a XXV edição).

No ano seguinte, e como forma de agradecimento pelo contributo artístico-cultural em prol da promoção da flor, a Associação Portuguesa de Camélias criou um cultivar com o nome de José Rodrigues, uma homenagem realizada ainda em vida.

Há ainda uma correlação singular, pois a Camélia é uma flor que veio do Oriente há mais de 200 anos para embelezar os jardins, e é conhecida a paixão do Mestre José Rodrigues pelos encantos orientais e que se repercute nas suas coleções particulares, visitáveis no Convento San Payo.

E é deste conjunto de relações que o executivo cerveirense avançou, em 2019 e mantendo este ano, com a organização partilhada de um evento que visa celebrar a Camélia José Rodrigues e as Camélias de Inverno, através da promoção de jardins, viveiros e criadores de novos cultivares, dando a conhecer este património biológico e cultural.

Do programa da II Exposição de Camélias de Inverno de Vila Nova de Cerveira constam dois workshops de arte floral, uma intervenção artística de pintura de guarda-chuvas e um atelier de pintura em gesso da Camélia de José Rodrigues “Faz a tua Camélia”. À vertente floral e artística, a camélia apresenta-se como uma riqueza biológica e até gastronómica. Por exemplo, o chá é uma bebida comum que pouca gente sabe a sua proveniência.

O chá advém das folhas de Camellia sinensis, uma espécie de planta arbustiva. A planta do chá pertence ao mesmo género que as belas camélias ornamentais. Neste sentido, é possível assistir ao workshop “Chá de Camélia” dinamizado por Nina Gruntkowski, com posterior degustação de chá e de bolo de camélia.

A riqueza artística, cultural e biológica das camélias também serve de mote para a dinamização de atividades dirigidas a todas as idades, nomeadamente com música através de um Concerto Classe de Conjunto da Associação Musical de Vila Nova de Anha e de uma Ópera Flash pela Academia de Música Fernandes Fão.

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