Cheias e Inundações :: O que fazer

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Cheias e Inundações :: O que fazer

O mês de Outubro marca o início do ano hidrológico, período em que importa estar preparado para prevenção dos riscos de precipitação historicamente associada a esta altura do ano.

É através de adoção de medidas de prevenção e autoproteção que se impõe a necessidade medidas mitigadoras face à possível ocorrência de episódios de precipitação intensa, por vezes acompanhada de intensificação de vento e rajadas e agravamento da agitação marítima.

Face à situação torna-se necessário levar a efeito ações de limpeza e desobstrução das linhas de água, desentupimento de sargetas, sumidouros e esgotos, para além da promoção de ações de observação e monitorização de eventuais situações de instabilidade de taludes e perda de consistência dos solos, reportando de imediato qualquer situação de perigo às autoridades.

Algumas inundações podem prever-se através da análise das condições meteorológicas e dos níveis de água nos rios e barragens, contudo as chuvas repentinas geralmente não dão tempo de para avisar a população. 

De forma a diminuir os prejuízos materiais, ou perdas de vidas, especialmente quem vive numa zona de risco deve manter-se constantemente informado acerca dos procedimentos adequados que lhe permitam estar em segurança.

Bacias hidrográficas

Na bacia do rio Minho as áreas mais afetadas pelas cheias dispõem-se ao longo da zona fronteiriça, ribeirinha do curso principal, destacando-se as localidades de Valença, Vila Nova de Cerveira e Monção como as que sofrem mais problemas. É de registar a forte dependência das vulnerabilidades nacionais à situação hidrometeorológica espanhola.

Na bacia do rio Lima, os concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez são os mais afetados pelas cheias. O laminar de caudais nas barragens hidroeléctricas existentes no rio Lima permite atenuar os riscos de inundação nas duas primeiras localidades.

Alguns dos efeitos expectáveis e típicos para esta época são propícios a:

• As inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento, devido ao arrastamento de resíduos sólidos até locais inadequados (sargetas, sumidouros e esgotos), podendo provocar cortes de vias de comunicação ou mesmo inundações nos pisos mais baixos dos edifícios.

• As cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras potenciadas pelo abandono dos resíduos das atividades agrícolas, florestais e extração de inertes, junto às vias de comunicação e dentro das linhas de água;

• A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos; derrocadas e outros) motivados pela infiltração de água, podendo ser potenciadas pela remoção do coberto vegetal na sequência dos incêndios rurais ou por artificialização do solo, com a possibilidade de provocar/aumentar a instabilidade de solos e rochas e taludes, com potenciais acidentes associados a este tipo de evento;

• Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;

• Aumento de acidentes rodoviários, devido à existência de piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou arrastamento de materiais sólidos para a via;

• Degradação de troços de estradas;

Recomendações

A ANEPC recomenda à população um conjunto de medidas prevenção necessárias a ter face aos efeitos expectáveis: 

• O cidadão deve ter uma atitude pró ativa, garantido a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais, varandas, caves e garagens, limpeza de sargetas e caleiras dos telhados de habitações, bem como verificar os sistemas de bombagem existentes.

• Desobstruir as linhas de águas principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos de escoamento;

• Repor coberturas de edifícios em obras;

• Recolher ou triturar os resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas localizadas nas margens das linhas de água e de catividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água; 

• Regularização de eventuais situações de eventuais desmoronamentos das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;

• Observação e inspeção de diques, aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;

• Identificação de novos pontos críticos (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes, etc).

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