COMPREENSÃO E PAZ

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A Humanidade tem conduzido a civilização através de intermináveis e sinuosos caminhos, vendo-se agora perante a ameaça de perigos quase incontroláveis (guerra nuclear, poluição e terrorismo, por ex.).

Perante estas ameaças, cada vez mais próximas, pergunta-se: Haverá alguma forma de vencer esta corrente que nos arrasta para a destruição? Há! A Compreensão e a Paz.

Compreensão e Paz, enquanto se contrapõem a conflitos entre povos; Compreensão e Paz, enquanto se contrapõem a conflitos entre grupos de pessoas; Compreensão e Paz, enquanto se contrapõem a conflitos da pessoa singular.

Nesta página de opinião, porque o espaço é limitado, ficar-me-ia por uma breve reflexão sobre a Compreensão e Paz contrapondo-se a conflitos entre grupos.

Sendo a Paz um bem precioso para preservar a vida e sendo os conflitos um mal que se deve evitar; a sociedade deve promover, através da convivência pacífica entre os grupos de pessoas, diversas formas de associativismo que possam estar acima das convicções políticas e religiosas ou dos interesses profissionais, raciais ou sociais de cada indivíduo. Claro que isto é fácil de dizer e muito difícil de concretizar.

Porém, não havendo resposta cabal para isso, poderemos atentar em três atitudes: o conhecimento das causas dos conflitos; o tomar parte na tentativa de eliminação dos mesmos; e o tentar fazê-lo de forma pacífica.

A primeira atitude é muito complexa e não será fácil ao comum dos mortais, em solitário, chegar a esse conhecimento mesmo que esbanje energias e tempo. É aqui que tem de entrar o trabalho de grupo. Esse esforço conjunto será, com certeza, mais frutuoso e compensador. Algumas das causas dos conflitos já estão identificadas: os constantes atropelos aos direitos humanos, a falta de educação para a Paz, a não promoção da justiça, a falta de quem conduza à reconciliação, o individualismo, o egoísmo e a concorrência desleal.

Quanto às causas da Paz, entre outras, podemos referir a defesa da vida, a concretização da justiça, a educação para a não violência, a cultura da verdade, o respeito pela liberdade do semelhante, a solidariedade, o diálogo, a tolerância, o respeito pela consciência dos outros e a defesa dos valores da família como célula fundamental das sociedades equilibradas.

A segunda atitude conduz a uma necessidade de nos batermos pela Paz. E de que forma? Através de um comprometimento com ela, não ficando indiferentes, passivos, comodamente silenciosos. Se assim nos mantivermos estaremos a deixar que os conflitos coloquem em causa a Paz entre os grupos de que cada um de nós é parte integrante.

A terceira atitude prende-se com os meios pacíficos a utilizar. E quais poderão ser eles? A linguagem usada pode ser, por si só, uma forte motivação para fazer deflagrar um conflito ou terminar com ele. Os exemplos são numerosos, nos dias que correm, motivados por reacções de cariz político e religioso.

Nesta despretensiosa reflexão tentei deixar a ideia de que aquilo que nos une é muito mais importante do que o que eventualmente nos possa separar.

Fica no ar a ideia admirável de encontrarmos tempo para servir, isto é, darmos de nós antes de pensarmos em nós. Com isso estaremos a trilhar o caminho certo, ainda que difícil, para alcançarmos a Paz.

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