COMUNICAÇÃO – BASE DA VIDA

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A sociedade actual é, cada vez mais, dominada por uma cultura despersonalizante e manipulada por políticas ideológicas desprovidas de qualquer ética.

Os “grandes” meios de comunicação estão subvertidos por forças obscuras, que só transmitem o que lhes interessa e que levam o homem a perder a capacidade de análise e de espírito crítico.

É por isso que trago a este espaço de opinião uma reflexão sobre os “pequenos” meios de comunicação social: revistas e jornais locais ou mesmo regionais.

O “pequeno” jornal é o reflexo do homem pois nele encontra a sua outra face. Na síntese de instantâneos por ele exposta congrega as suas atitudes, os seus actos e partilha as suas alegrias e angústias.

O jornal, para ter substância, tem de ser humano; para ter poder, tem de servir a comunidade; para ser livre, tem de ser responsável; para ser bom, tem de buscar a verdade.

A sociedade que George Orwell previu na sua obra “1984” (datada de 1949), em que uma enorme tela vigiava todos os actos e até os pensamentos de cada indivíduo, está muito próxima de concretização.

O mundo actual atravessa uma fase de transformação de costumes tradicionais, de valores, de estruturas sociais, políticas e económicas. A causa disso, em grande parte, é o desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação. Hoje, cada um de nós é uma ilha cercada de comunicações por todos os lados.

Os meios de comunicação de massa aumentaram a sua eficiência técnica mas têm-se esquecido de alimentar a natureza humana e geram um vórtice comunicativo que passa a comandar os próprios acontecimentos.

Neste momento, quando ainda vamos tendo a percepção de estar a ser engolidos pelo “monstro da comunicação”, é bom sentirmos a presença familiar dos “pequenos” jornais como, por exemplo, a “Vale Mais”. Pedaços de vida de pessoas simples, de gente que vive as suas folhas, que lhes transmite sensibilidade, que falam de coisas e sentimentos nossos.

Eles simbolizam a manutenção de um mundo mais humano onde os valores éticos, que norteiam os nossos princípios, não se corrompem, não são hipócritas e não se deixam alienar.

Nesses “pequenos” meios de comunicação, cuja lema procura ser “verdade sim, espadas não!”, ainda conseguimos encontrar a verdade acima da mentira, da adulação, da lisonja, da conveniência e de tantas outras fórmulas ou drogas que, tantas vezes, se impingem à opinião pública, como se ela vendesse o seu respeito por qualquer preço.

Que os “pequenos” meios de comunicação se não deixem devorar pelos “grandes, comprometidos até à medula, e possam continuar a dizer como o riacho de Lord Tennyson: “Murmuro, murmuro, correndo ao encontro do rio transbordante, que os homens podem vir e os homens podem partir, mas o meu curso é eterno” e sintam que tudo vale a pena porque a “a luz brilha nas trevas”.

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