Covid-19: Empresários de diversão lamentam “falta de confiança” de autarquias do Alto Minho

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Um grupo de empresários itinerantes de diversão lamentou hoje a “falta de confiança” das autarquias do distrito de Viana do Castelo no setor, apesar de o Governo ter autorizado o funcionamento de carrosséis após o confinamento provocado pela pandemia.

“Já abriram parques de diversões na Figueira da Foz, Viseu e Lagos. Nós também precisamos de ajuda das câmaras do distrito de Viana do Castelo. Sentimo-nos tristes por não ter a confiança deles [autarcas] e um bocado desanimados por não haver nenhuma medida em concreto”, afirmou o porta-voz do grupo de empresários, Hélio Amaral, no final de uma reunião na Câmara de Viana do Castelo, com o vereador com o pelouro da Promoção da Saúde, Ricardo Rego.

Hélio Amaral explicou que o encontro resulta de uma série de audiências que o grupo de 45 empresários, de várias zonas do Norte, solicitou às câmaras do distrito de Viana do Castelo para “alertar” para as “dificuldades” que o setor está a atravessar.

“Estão aqui 45 empresários. Mas podiam ser muitos mais. Há colegas que não puderam vir porque não têm possibilidades. Infelizmente alguns já foram obrigados a roubar o trabalho de outros, como motoristas ou padeiros, para poderem ganhar o seu sustento”, afirmou.

Em maio, os dez municípios do distrito de Viana do Castelo, agrupados na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, decidiram não vão licenciar romarias, festas e eventos similares que decorram até 30 setembro, para prevenir a propagação da covid-19.

Hélio Amaral, proprietário de carrosséis explicou que na reunião foi apresentada uma proposta para a montagem de um miniparque de diversões no Campo d’Agonia, para funcionar durante o mês agosto, cumprindo todas as normas de segurança”.

“A reunião foi boa, mas não foi conclusiva. Merecíamos que confiassem um bocado em nós. Acho que não é difícil. O povo cuida-se e, nós queremos cuidar do povo. Nós também cuidamos de nós. Eu estou um pouco triste por os presidentes das Câmaras do Minho não estarem a confiar em nós. Abram um bocadinho a porta, ajudem-nos um bocadinho. Se o parque não poder funcionar dois meses, funciona 30 dias. Se só podem ser montados cinco ou seis divertimentos, nós só montamos esses equipamentos. Se é preciso estabelecer horários, nós cumprimos. Cumprimos tudo, mas ficamos desanimados com este jogo do empurra”, referiu.

O porta-voz dos empresários de diversão lamentou que “os presidentes de Câmara do Norte estejam tão renitentes em ajudar e confiar” no setor que já começou a trabalhar em Viseu, Figueira da Foz e Lagos.

“Os divertimentos já estão a trabalhar lentamente. Os empresários estão a cumprir e os visitantes também, e está tudo a correr bem. Fico contente com os colegas que estão a trabalhar. Já estão a ganhar o seu dinheiro para pagar a quem lhes emprestou, para comprar pão ou ajudar um familiar que esteja a passar necessidades. Aqui assim, não nos conseguimos ajudar uns aos outros”, acrescentou, garantindo que a mesma situação está a acontecer em cidades como Porto, Ovar ou Espinho.

“Os senhores presidentes de Câmara que nos ajudem. Acho que merecemos essa confiança”, apelou.

Hoje, além da Câmara de Viana do Castelo, o grupo de empresários tinha reuniões agendadas em Ponte de Lima e Ponte da Barca.

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