Covid-19: Unidade de Saúde do Alto Minho compra mais 10 ventiladores

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A administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) encomendou 10 ventiladores, admitindo ser um processo “complicado” face à “escassez brutal” do mercado por causa da pandemia de Coivd-19, disse hoje o presidente.

“O hospital já encomendou os 10 ventiladores e continua no mercado a comprar outros equipamentos necessários para suprir as necessidades. É um processo complicado, porque o mercado tem uma escassez brutal”, afirmou, hoje, Franklim Ramos.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Franklim Ramos adiantou que a ULSAM dispõe, atualmente de 16 ventiladores, sendo que “alguns já com vários anos”.

“Precisamos de aumentar esta resposta até um limite de mais 10 ventiladores porque não dispomos de profissionais especializados para operar mais equipamentos. Nesta altura, se chegassem mais seis ventiladores seria muito bom”, referiu.

Além dos ventiladores, o presidente do conselho de administração da ULSAM disse ter dado “instruções” para “serem iniciados os procedimentos de aquisição de tudo o que for necessário comprar”.

“Há falta de alguns equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde e auxiliares, temos que gerir muito bem o ‘stock’ que temos e já recorremos à reserva nacional para suprir algumas falhas. Entretanto estamos no mercado a tentar comprar tudo o que estiver disponível”, referiu.

Quanto à necessidade de reforço dos recursos humanos, também garantiu que a ULSAM “já iniciou os respetivos procedimentos para a contratação de funcionários para várias áreas e de profissionais de saúde”.

O presidente da Liga dos Amigos do hospital de Santa Luzia (LAHV), Defensor Moura, adiantou que a campanha de recolha de fundos iniciada na quarta-feira “já permitiu recolher a verba necessária para garantir a compra de três ventiladores, sendo que outros três estão prometidos através de ofertas de empresários”.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, disse que “os novos equipamentos deverão chegar entre duas a três semanas”.

“O problema são os prazos de entrega. Estamos em contacto com fornecedores de Espanha e da China. O prazo de entrega é sempre muito prolongado, uns é entre seis a oito semanas, outros 10 dias. Vamos ver”, referiu.

Defensor Moura disse que o preço dos ventiladores “varia entre 12 a 21 mil euros”, sendo que “o importante é a qualidade” dos equipamentos.

O médico adiantou que os donativos devem ser canalizados para a mesma conta bancária que serviu para reunir a verba que permitiu a compra, em maio de 2019, de um mamógrafo digital novo, orçado em cerca de 100 mil euros, e oferecido ao hospital de Santa Luzia.

A Liga, formalmente constituída em 1981, tem na promoção da dádiva de sangue e no apoio direto aos doentes as suas principais áreas de atividade.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 173 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia, cujo epicentro é atualmente a Europa.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 785, mais 143 do que na quarta-feira. O número de mortos no país subiu para três.

Dos casos confirmados, 696 estão a recuperar em casa e 89 estão internados, 20 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim divulgado pela DGS assinala 6.061 casos suspeitos até hoje, dos quais 488 aguardavam resultado laboratorial.

Das pessoas infetadas em Portugal, três recuperaram.

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