Daqui a seis anos // DENOMINAÇÃO DE ORIGEM ALVARINHO EM TODA A REGIÃO DOS VINHOS VERDES

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Empresas e associações de viticultores da região de vinhos verdes chegaram a acordo para que, daqui a seis anos, o uso da designação/rotulagem do alvarinho seja possível em todos os seus 49 concelhos e não, como acontece desde 1973, apenas na sub-região de Monção e Melgaço.

Os pormenores do acordo serão divulgados esta sexta-feira, ao final da tarde, nas instalações da Adega Cooperativa Regional de Monção, mas já são conhecidos alguns dos pontos fundamentais acordados na última terça-feira, nas instalações, de Arcos de Valdevez, da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).

Aqui reuniu a Grupo de Trabalho Alvarinho (GTA), constituído por representantes de ambas as partes, mediados pelo Instituto do Vinho e da Vinha, em representação do Governo, para conclusão de um processo negocial iniciado em dezembro de 2013.

Pela sub-região de Monção e Melgaço, estiveram representantes da Adega de Monção, APA – Associação de Produtores de Alvarinho de Monção e Melgaço, PROVAM – Produtores de Vinho Alvarinho de Monção,  Anselmo Mendes Ldª e Quintas de Melgaço. Todas votaram favoravelmente os termos do acordo, com exceção desta última, que é participada pela Câmara Municipal de Melgaço.

Esta autarquia tinha, aliás, promovido, na manhã do mesmo dia, a ida de sete autocarros, transportando à volta de quatro centenas de pessoas,para  uma manifestação, na sede do CVRVV, contra qualquer acordo que que permite a rotulagem do alvarinho em toda a região dos vinhos verdes.

Segundo o que é já conhecido, são estes os pontos fundamentais do acordo:

. A produção de vinho DO Vinho Verde Alvarinho a partir de uvas produzidas fora da sub-região só será permitida a partir da vindima de 2020/21

. Os produtores Monção e Melgaço vão poder usar “um selo de garantia”, com a designação Premium, nos seus vinhos Alvarinho.

· Garantido um prazo de 18 anos durante o qual as uvas Alvarinho de Monção e Melgaço não saem da sub-região, sob pena de perderem a designação da casta;

· Será desenvolvido um programa de investimento no valor de 3 milhões de euros na promoção da sub-região e do seu território;

· Todos os lotes que mencionem a casta Alvarinho, terão de conter 51% desta casta se for a primeira mencionada e 30% se for a segunda – esta valor era de 0,1% até agora;

Segundo fonte da CVRVV,  o GTA “mandatou os mediadores para reunirem com as Quintas de Melgaço, SA e identificarem alguma medida adicional que dê resposta às justas reservas manifestadas por aquela entidade”.

Será, ainda, “constituída uma Comissão de Monitorização do Acordo, com representantes de ambas as partes, que reunirá semestralmente até ao fim do período transitório”.

Recorde-se que a União Europeia (EU) pediu a Portugal esclarecimentos sobre o problema, por haver dúvidas sobre se o exclusivo detido pela sub-região de Monção e Melgaço é conforme com a legislação comunitária. A resposta portuguesa tem que ser dada até ao próximo dia 31.

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