Estendal de Poesia no centro de Melgaço

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A vereadora da Cultura no Município,Maria José Pinho Codesso,, entidade que dinamizou o evento

Foram 173 poemas a compor o “Estendal de Poesia” que Melgaço inaugurou no Dia Mundial da Poesia, 21 de março, e esteve patente durante quatro dias no Largo Hermenegildo Solheiro, mesmo em frente ao edifício dos Paços do Concelho. Uma iniciativa que esteve aberta à participação da população local e na qual participaram jovens estudantes, utentes de seis IPSS’s, da Junta da sede do concelho, do centro de saúde e de uma associação recreativa.

Uma instalação que juntou tradição e inovação, com os textos pendurados, identificados e plastificados, numa iniciativa em que o Município pretendeu trazer a poesia para fora do espaço físico da Biblioteca Municipal e poder ser apreciada por todos os melgacenses e visitantes. Foi a 2ª vez que isto ocorreu, numa data em que se pretende celebrar a diversidade de diálogo, a livre circulação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. Ocasião também para uma reflexão acerca do poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa.

O Dia Mundial da Poesia foi estabelecido, em 1999, durante a 30ª Conferência Geral da UNESCO. Maria José Pinho Codesso, vereadora da Cultura em Melgaço, contou à VALE MAIS que foi através da Biblioteca Municipal que a proposta lhe chegou e à qual deu o aval. No estendal, conhecido noutros municípios, foram todos chamados a colaborar, incluindo alunos de todos os níveis de ensino.

A mostra prolongou-se por um fim de semana, de modo a aproveitar o maior afluxo de pessoas à vila de Melgaço neste período. “O fim de semana traz muita gente a Melgaço, muito turismo e queremos, também, que os nossos visitantes tenham conhecimento de que a área da Cultura também está viva no nosso município. Não só através dos museus e de outras iniciativas, mas também através da Biblioteca Municipal com esta iniciativa.”

Tocar em todos os ramos

A autarca fez questão de referir a política cultural da autarquia passa por  “tentar tocar em todos ramos”. Desde a poesia aos contos infantis (“temos, aos sábados, na Casa da Cultura, narrativas de contos”) ao teatro, este quer através da companhia profissional do Vale do Minho, as Comédias do Minho, quer do grupo amador Os Simples, quer de um grupo informal de pessoas da 3ª Idade que se junta e faz teatro, nomeadamente, na Casa da Cultura, para as IPSS’s. Estas até baile de carnaval tiveram, com mascarados e lanche.

“Temos também o All Music Fest, com espetáculos em 12 de abril e em maio, aqui com o Jorge Nande que vem cantar uma música de cada região do país, tendo até já editado um CD a esse propósito. Há as escolas de dança, a Mel Sport, um rancho folclórico que está a ser constituído e, por isso, decorre o levantamento da cultura local e tem o apoio de um antropólogo. Tivemos recentemente um jantar com chefs estrelas Michelim, em que juntamos os ex-libris da lampreia e do alvarinho”, observa Maria José Pinho Codesso. “Não temos um setor só da Cultura para um determinado público”, insiste, enfatizando a importância da política cultural no concelho.

“A Cultura entra em tudo. Desde os nosso museus ao rio, à natureza, ao sermos o Município mais radical de Portugal, ao Parque Nacional Peneda-Gerês, ao temos o marco nº 1 de Portugal, em Cevide…  e a nossa natureza é realmente algo fora do vulgar”, refere, sem deixar de observar que tentam manter a atividade durante todo o ano. “Obviamente que temos o Melgaço em Festa na primeira quinzena de agosto, que nos preenche esse mês. Fora isso, temos atividade cultural todo o ano. Quer na Casa da Cultura, quer com eventos, mesmo a nível gastronómico e vínico. Tentamos que, ao longo do ano, o público veja Melgaço como um concelho cultural” – concluiu.

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