Eva Silva

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© vale mais

Eva Maria Alves da Silva tem 38 anos e apesar de ser natural de S. Tomé de Negrelos, concelho de Santo Tirso, vive em Monção desde os 28 anos. Iniciou o seu labor aos 22 anos no gabinete de Arquitetura e Engenharia do irmão, e quando chegou a Monção começou a trabalhar na imobiliária Calvolima. É casada e tem dois filhos.

O que a levou a dedicar-se ao ramo de atividade imobiliário?
A minha formação foi na área da construção civil e trabalhei, durante seis anos, num gabinete de projetos, dai o interesse pelo ramo imobiliário. A área comercial começou quando vim viver para monção.

O que foi determinante para o seu sucesso?
Um agente imobiliário, nos tempos de hoje, tem de ser um bom profissional, dedicado, e muito atento ao mercado, porque os clientes estão cada vez mais exigentes. Não podemos banalizar os clientes porque cada um tem um perfil diferente e um agente tem que ter a capacidade de analisar cada cliente individualmente.
Aquilo que criamos na nossa vida pessoal ou profissional tem muito a ver com a nossa educação e com os valores que nos transmitem. Venho de uma família grande (seis irmãs e um irmão) e sempre nos foi incutido que sem trabalho e esforço não conseguimos atingir os nossos objetivos.
O segredo é trabalhar todos os dias como se fosse o primeiro, não me deixar acomodar e estar sempre atenta às mudanças do mercado.
Na empresa dizem-me que tenho muita paciência. E como no mercado imobiliário se fazem vendas por valores muito avultados, a paciência e um bem muito valioso para que o comprador se sinta relaxado e saiba que lhe vou esclarecer todas as dúvidas.

Fale-me um pouco do estado atual do Imobiliário?
O ramo imobiliário, como já se sabe, sofreu uma quebra nos últimos quatro anos, mas neste momento o mercado começa a recuperar e esta é, sem dúvida, a melhor altura para investir.
No Alto Minho, não se notou tanto essa quebra porque a construção foi feita lentamente e como esteve parada, mais ou menos, até ano 2000, o que se construiu foi-se vendendo.

Princípios com que orienta o seu trabalho?
Os meus princípios são: a organização e planeamento. Na minha agenda pessoal aponto tudo o que tenho para fazer e o que fica pendente. Desse modo nenhum cliente fique sem resposta.

A crise afeta ou ajuda?
A crise acarreta as duas vertentes. Por um lado afetou porque havendo crise há desemprego e as pessoas não podem comprar ou arrendar. Por outro lado ajudou quem tinha possibilidade de investir porque os preços acabaram por baixar e a altura ideal para investir, é esta.

Quantas casas, já vendeu, ao longo da carreira?
Nunca fiz esse cálculo. Não gosto de me individualizar. Até porque isso vai contra a cultura da empresa.

Mas as pessoas gostam do seu trabalho e profissionalismo?
As pessoas sabem que podem contar sempre comigo. Não só a nível profissional como individual. Sempre fui um suporte para ajudar a resolver problemas que vão surgindo. E neste ramo há sempre algo para resolver.

O êxito profissional é conciliável com uma dedicação intensa à vida familiar?
Sim, havendo método, organização e o mais importante, estabilidade emocional.

De que é que mais se orgulha ao longo da sua carreira?
De encontrar um cliente que fez um negócio, há nove anos ou há um mês, ou mesmo aquele cliente que não chegou a fazer negócio e, qualquer um deles, me cumprimentar e falar comigo. Do que mais me orgulho é do reconhecimento e respeito que as pessoas têm pelo nosso trabalho.

Conte-nos uma situação caricata que lhe tenha ocorrido?
Nesta profissão existem muitas situações caricatas. Uma delas ocorreu quando foi mostrar um apartamento, no 3.º andar, a um jovem casal. Fomos pelo elevador, e a grande preocupação da senhora, era como é que ia fazer quando o elevador avariasse. “Se não houver elevador fico presa em casa!” Ela não fazia ideia que existiam escadas interiores no prédio.
Até já pensei apontar todas estas peripécias e um dia escrever um livro com o título “As peripécias de uma agente imobiliária”. Talvez um dia. (risos)

Quais são os seus hobbies favoritos?
Estar junto da família, dançar, atividade que pratico duas vezes por semana, sair com os amigos, ver televisão, ir ao cinema João Verde, ir ao teatro, etc.. Mas há certas alturas que também tenho necessidade de estar sozinha sem pensar em nada, abstrair-me de tudo, completamente.

De que mais gosta no seu concelho? E na região?
Eu costumo dizer que Monção tem tudo. História, muralhas, rio, boa comida, bom vinho “Alvarinho”, festas tradicionais e, principalmente, qualidade de vida. Foram estes os motivos de ter trocado uma cidade por esta vila há 11 anos.
Alias, toda esta região do Alto Minho tem paisagens belíssimas.

Uma casa na praia ou no campo?
Gosto das duas opções, mas prefiro a praia. Adoro observar o mar. Relaxa-me.

Qual a divisão da casa que mais gosta?
A divisão da casa que mais gosto é a sala mas, ironicamente, acaba por ser a divisão onde passo menos tempo. Só quando estamos em família é que a utilizamos. Talvez seja esse o motivo da minha preferência.

Que conselho daria a VALE MAIS?
O Vale mais está a ser muito bem aceite pela população do Alto Minho e desejo que continuem a fazer um bom trabalho, como tem feito até agora.

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