Opinião Luís Ceia | Exportações: a jóia da coroa

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As injecções de dinheiro na economia portuguesa têm sido feitas pelo aumento da carga fiscal e não como seria desejável pelo lado da contenção das despesas públicas através de reformas estruturais mais aceleradas. Registe-se o recente anúncio do aumento da carga fiscal em Portugal, IVA sobe 0,25% passando para 23,25% e taxa social única sobre os trabalhadores passa de 11% para 11,2 %. Estas medidas no curto prazo têm tido reflexos muito duros no consumo interno por redução do poder de compra dos cidadãos afectando e muito, os sectores do comércio e serviços.

A economia do Alto Minho, apesar de padecer dos mesmos males da Nacional, tem registado uma vertente extremamente positiva no lado das exportações. Somos a região do País em que as exportações mais cresceram em termos relativos, havendo um saldo muito positivo no balanço entre importações e exportações. A orientação exportadora na nossa região, segundo dados da CCDR-N, repreesentava um valor de 43,7% do PIB regional, o que comparado com o mesmo indicador para a região Norte (35,4%) e país (25,4%), nos coloca numa posição muito confortável.

É óbvio que grande parte deste aumento se deveu essencialmente à competitividade  de algumas multinacionais aqui instaladas. Seria melhor, se fosse feito a partir de matéria-prima ou know how local. O valor acrescentado seria sem dúvida maior. Mas do mal, o menos, estas empresas têm permitido manter postos de trabalho e arrecadar impostos.

É premente reclamar mais investimento para a Região, a nossa contribuição para a riqueza nacional assim o exige. Para continuarmos a fazer mais e melhor torna-se necessário, concluir investimentos pendentes, como a requalificação da linha do Minho, a melhoria das acessibilidades marítimas e rodoviárias e incremento dos meios de elevação no Porto de Mar e investir na transferência de tecnologia através da criação de um centro de competências aplicadas à indústria

O sector dos serviços e comércio, que dependem muito do mercado de proximidade, têm sofrido um enorme impacto. Esperarmos que com o aumento da confiança dos consumidores e destes muitos são espanhóis, estes sectores possam atingir números de outros tempos. Por agora vão sendo as exportações a jóia da coroa.

Luís Ceia, Presidente da CEVAL

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