Feira do Alvarinho de Monção apresenta-se como a “maior Wine Party de Portugal”

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A Feira do Alvarinho de Monção, na sua 23ª edição, já abriu no Parque das Caldas, dando início a três dias de animação e promoção do Alvarinho – estão representados 31 produtores de Monção e Melgaço -, da gastronomia local e dos expositores ligados ao comércio, artesanato, hotelaria e restauração do concelho de Deuladeu. São esperados um total de 100 mil visitantes, segundo foi anunciado.

A sessão de abertura registou a presença de várias autoridades, sobretudo, da região. Além do presidente da Câmara, vereadores, elementos da Assembleia e presidentes de Junta do concelho de Monção, marcaram presença os chefes dos municípios de Melgaço, Valença e V. N. Cerveira, além do vice da autarquia vizinha de Salvaterra e um representante de Tarascon-sur-Ariège, localidade francesa geminada com Monção.

Igualmente presentes os presidentes da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, e do Instituto da Vinha e do Vinho, Bernardo Gouveia. Das confrarias locais do Alvarinho, do Vinho Verde e da Foda estiveram também representações.

A Feira do Alvarinho “é já uma referência na Península Ibérica” e a maior “Wine Party de Portugal”, afiançou, no discurso da sessão de abertura, o edil de Monção, António Barbosa. “É a maior festa do vinho e da vinha em Portugal”, assegurou, por sua vez, Bernardo Gouveia.

“É importante ter as coisas e juntar-lhe experiências”, lembrava o líder do turismo nortenho, apresentando, neste caso, a Feira do Alvarinho como um caso exemplar. Luís Pedro Martins deu conta da pujança com que o setor do turismo está em Portugal e, particularmente, no norte do país, considerando-o a “capital europeia do enoturismo”.

António Barbosa enfatizou a projeção já obtida pelo certame e o empenho de todos os nele envolvidos, desde os expositores aos funcionários da autarquia e ao pelouro liderado pelo vereador João Oliveira. Notou, também, que a sub-região de Monção e Melgaço tem os “melhores vinhos brancos do mundo”.

EMPARCELAMENTO JÁ APROVADO

ISQ EM MONÇÃO

O autarca monçanense aproveitou para dar conta de que já existe aprovação do Tribunal de Contas para o emparcelamento no Vale do Gadanha avançar. São perto de 300 hectares para plantação de vinha. Ressalvou que poderão existir constrangimentos que, espera, serão resolvidos caso a caso.

Falando em fazer de Monção uma “referência no Norte de Portugal”, deu conta da recente abertura, na zona empresarial da Lagoa, empregando já “uma dezena de licenciados”, de uma unidade da ISQ. Trata-se do que é considerado o maior grupo de Engenharia, Certificação e Consultoria da Península ibérica e que, neste caso, deverá formalizar, ainda este mês, um protocolo com a vizinha Galiza

MASCOTE E PROGRAMA

Ao longo dos três dias, as tardes serão preenchidas com grupos de folclore e concertinas do concelho. As noites iniciam-se com animação de rua (charangas), continuando, pela noite dentro, com DJ`s conhecidos do grande público. No palco 2, junto à área de restauração, o programa compreende música ao vivo durante o almoço e jantar.

A mascote “Alvarinho” também está presente. Não parou na última quinzena. Além de promover a Feira do Alvarinho em diversas localidades do norte de Portugal e da Galiza, teve de supervisionar a montagem do evento e tratar da logística ao nível dos vinhos.

Outra nota ainda para a colaboração da Valorminho, S.A, entidade gestora de resíduos no municípip. Será implementada a recolha seletiva das embalagens de cartão, plástico, metal e vidro, estando distribuídos diversos ecopontos em locais estratégicos do recinto.

PRODUTORES COM NOVIDADES

Algumas empresas apresentam novos rótulos na edição deste ano, enquanto outros apostam em ações de marketing e expositores com imagem interior renovada, mais apelativa e atrativa aos olhos dos visitantes.

Um dos produtos novos é o “Vale dos Ares em Borras Finas”, um Alvarinho que estagia durante 18 meses em inox, sob borras finas. O objetivo, segundo Miguel Queimado, é procurar uma interpretação da casta mais mineral e com mais textura de boca.

Outra novidade será o “Rebouça Grande Escolha 2018”. Luís Euclides Rodrigues adianta que é um vinho de boa acidez citrina com muito longo e marcante final.  A vindima é efetuada manualmente para caixas de aproximadamente 20 Kg. Após a decantação, inicia-se a fermentação em cascos de carvalho americano e termina em inox a baixa temperatura, durante 1 mês.

A Quinta das Pereirinhas apresenta “Alvarinho Quinta das Pereirinhas – Reserva da Família”, colheita 2016, garrafa Magnun de 1,5 litros, edição especial e limitada a 1500 garrafas numeradas. Segundo João Pereira, as uvas são produzidas numa única parcela, em regime de produção integrada (agricultura amiga do ambiente), onde curiosamente existe um Carvalho Alvarinho (Quercus róbur) com mais de 300 anos.

Por sua vez, Anselmo Mendes lança “Alvarinho Private”, um vinho proveniente da Quinta da Torre, na freguesia de Moreira, fruto de uma parcela chamada Vinha da Capela. Tiago Mendes, responsável de marketing e vendas, assinala tratar-se de um vinho que fermenta e estagia em barricas de carvalho francês usadas de 400 litros, durante 9 meses.

A Cortilha Velha, empresa que lançou o primeiro vinagre de Alvarinho na edição do ano passado, homenageia este ano o patrono da família, apresentando o “Legado de Manuel Covas”, um vinho estagiado em casco de carvalho que, diz Joaquim Covas, “honra a memória do nosso Pai”.

 

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