Feira Medieval de Caminha privilegiará vocação marítima e fluvial

CAMINHA

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Com o tema “Caminha, a Navegação e seus Ofícios” certame decorre de 25 a 29 de julho

“Caminha, a Navegação e seus Ofícios” é o tema deste ano da Feira Medieval. O certame decorre entre os dias 25 e 29 de julho, enchendo as ruas do casco histórico de animação e colorido. Como é habitual, o evento permitirá aos milhares e visitantes que são esperados fazer uma viagem no tempo, desta vez tendo o elemento água como o grande agregador, vincando-se assim a posição territorial e as fronteiras de água, que ditaram à Vila uma vocação tripartida: pesca costeira e fluvial, transporte entre margens e navegação.

Começaram os preparativos para cinco dias de magia no casco histórico da vila de Caminha, nomeadamente a Rua Ricardo Joaquim de Sousa (Rua Direita), Largo do Turismo, Largo da Igreja Matriz, Largo Calouste Gulbenkian, Largo Fetal Carneiro, Rua D. Nuno Álvares Pereira, Rua 16 de setembro, Praça Conselheiro Silva Torres, Rua Visconde Sousa Rego, Rua de São João, Rua da Corredoura e outras ruas que, pela possível envolvência de vários caminhenses, poderão vir a ser incluídas na Feira Medieval.

Sempre com uma temática diferente, a decisão para este ano privilegiou o elemento água e a sua relação de muitos séculos com a vila de Caminha. A dinamização que esta proximidade provocava no território da Caminha medieval é uma das descobertas a realizar no certame, pois, “se na cerca medieval se concentravam nobres e burgueses, a maior parte dos homens do Mar e do Rio dispersava-se, principalmente, nas Ruas do Vau e da Misericórdia. Em proximidade e complementaridade sazonal, trabalhavam os ofícios de pesca de rio (mestres e pescadores de barcos saveiros e lampreeiros, marinheiros de rio adentro ou de fisga) com os ofícios de pesca costeira (mestres de lanchas e de pinaças, pescadores, marinheiros e cordoeiros)”.

Às artes da navegação, seja de longo curso ou de cabotagem, associam-se, por outro lado, figuras como a do capitão das naus ou caravelas, mestres, mareantes, marinhagem, grumetes, enquanto no areal protegido virado ao norte, trabalhavam carpinteiros e calafates na azáfama da construção naval.

Já no Cais, agitavam-se barqueiros e carreteiros que faziam o transporte entre as margens dos rios. Caldeireiros, tanoeiros, serralheiros, ferreiros, armeiros forneciam materiais, enquanto os grandes mercadores (de panos, sal, vinhos, frutos secos, couro, calçado) tratavam dos seus negócios. Outros oficiais prestavam serviços diretos ou indiretos às diversas artes, salientando-se os sacadores ou mamposteiros de cativos, vítimas de corso ou da pirataria, através do resgaste monetário nos grandes mercados de escravos.

São muitas as inspirações de que a Feira Medieval vai tirar partido este verão e muitas também as novidades que por Caminha vão estar à disposição do público lá mais para finais de julho, tudo por um grande objetivo, a “recriação de um ambiente medieval através do comércio, das artes, ofícios, divertimentos, sabores e hábitos alimentares da Idade Média. No ano de 1291. A vila de Caminha é detentora de um centro histórico de grande riqueza patrimonial, cuja configuração remonta à época medieval, e que a Câmara Municipal de Caminha pretende valorizar, potenciar e promover”.

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