FRANCISCO DE ABREU DE LIMA :: Revelações inéditas em “Narrativas da minha vida”

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FRANCISCO DE ABREU DE LIMA :: Revelações inéditas em “Narrativas da minha vida”

Francisco Maia de Abreu de Lima (FAL), um dos mais proeminentes “senadores” da vida política e social limiana, presenteou Ponte de Lima (PL) — e o País — com a publicação do seu primeiro livro, ao qual atribuiu o título de “Narrativas da Minha Vida”.

Esta obra, que seguramente fará história, apresenta-nos ao longo de 167 páginas, 76 narrativas sedutoras e muito bem contadas, que ilustram, numa prosa genuína, transparente e frontal, as diversas circunstâncias dos tempos que o autor viveu, com quem conviveu e quem conheceu, chamando à luz do dia episódios relevantes em que esteve envolvido.

É uma obra-prima irrepetível, um inestimável tesouro literário, histórico, sociológico, antropológico e ético, a merecer a atenção do País e das escolas — porque a identidade de um povo também se faz de memórias —, escrito por uma das personalidades mais íntegras e mais estimadas em PL.

O autor, através de um relato desassombrado, construído numa estética expressiva, cristalina e cativante, com esplêndidos fragmentos de fino humor, nada nos oculta: a simpatia pelo Estado Novo e pelo regime monárquico; o respeito por quem pensa de forma diferente; a inesgotável dedicação ao País; o sólido espírito independente; a coerência pessoal e política; a dedicação, sem limites, ao serviço público; os fortes vínculos aos assuntos sociais, humanos e sindicalistas.

UMA SINFONIA LITERÁRIA

O autor nasceu em PL (com quem mantém uma ardente e infinita paixão), numa distinta família aristocrática; brincou e cresceu junto dos jovens das classes populares; frequentou a escola primária da velha vila medieval; conclui o seu percurso académico na mítica cidade do Mondego.

Já licenciado em Direito — e instalado em Lisboa — iniciou a atividade profissional como Secretário do Ministro das Corporações e Previdência Social, tendo exercido funções, até ao “25 de Abril”, em diversas estruturas do Estado (muitas vezes em acumulação e pro bono).

Conheceu, como profissional, o Estado Novo por dentro; sofreu — injustamente e injustificadamente —  os “excessos revolucionários” e os “saneamentos arbitrários” no “pós-25 de Abril”, apesar de ser reconhecido, por todos, como um homem íntegro; trabalhou no setor privado (SAPEC); presidiu à Câmara Municipal de PL e à Segurança Social do Alto Minho.

Antes do “25 de Abril”, o seu altruísmo puro depressa se disseminou, sendo procurado, durante anos a fio, por muitos cidadãos, sobretudo limianos, para lhe solicitarem um emprego no Estado.

Na sua obra, FAL conta que, quando cessou funções no Ministério, um seu assessor, lhe transmitiu que “tinha conseguido dar satisfação a mais de duzentos pedidos”.

Mas FAL, no seu estilo autêntico e assertivo, recorda, sem filtros, as “facadas” de ingratidão de que foi alvo, no “pós-25 de Abril”, provenientes de muitos dos que generosamente socorreu e auxiliou!…

Redigida num estilo extraordinariamente esplendente, esta obra deslumbra pela profundidade das verdades e das histórias que transmite e enfeitiça o leitor pela beleza e refinamento da tessitura da narrativa — uma encantadora sinfonia literária, urdida numa trama muito bem burilada!

Ao longo de décadas, FAL teve uma companhia inseparável — sua esposa, Maria Corina A. Vieira Lisboa (já falecida) — e, em jeito de homenagem a essa apreciada união, publica-se um registo fotográfico do Arquivo da Casa do Antepaço.

É uma honra para PL ser a “vila mátria” de Francisco de Abreu de Lima, figura que irradia uma insofismável grandeza humana e que conquistou, como intelectual, um lugar distinto no “mundo das letras”.

FRANCISCO DE ABREU DE LIMA :: Revelações inéditas em “Narrativas da minha vida”

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