Futebol da vergonha

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Futebol da vergonha

Numa altura, em que se iniciam os campeonatos de futebol amador, um pouco por todo o país, o clima que impera no futebol profissional é degradante, vergonhoso, decadente, diria mesmo, ao nível dos campeonatos de terceiro mundo.

Polémicas e mais polémicas parecem alimentar o principal campeonato do atual campeão da europa, o qual deveria ser merecedor de maior respeito. Independentemente de, não se virem a confirmar a existência de ilegalidades, em todos estes casos, que vieram para praça pública, que arrisco dizer, que me parece que assim irá acontecer, a mancha sobre o nosso futebol irá manter-se e perdurar por muitos e longínquos anos.

Se até aqui, éramos vistos como um “parente pobre” da europa, noutros contextos, nomeadamente, a nível económico e social, também agora, a nível desportivo iremos ser. É uma pena, que o país do futebol que viu nascer, entre outros grandes jogadores internacionais, Eusébio, Coluna, Paulo Futre, Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, Ronaldo e mais recentemente Bernardo Silva, isto para citar apenas alguns, não consiga fazer jus, a todos estes craques, que tão bem nos têm representado nos melhores campeonatos do mundo ao longo destes anos.

Depois estranhamos que os melhores jogadores e treinadores não queiram ficar neste campeonato. Poderemos levar a sério uma competição, onde o principal destaque está nas polémicas, nos casos extrafutebol, nos dirigentes cada vez mais corruptos, no clima de impunidade para com os principais clubes, que nunca sofrem consequências pelos crimes cometidos, ao contrário dos clubes de menor dimensão que sofrem na pele, a lei de “dois pesos e duas medidas”, como por exemplo, o centenário e histórico Boavista Futebol Clube.

Para mim, ex-praticante da modalidade, escrever este texto é demasiado doloroso. Preferiria estar a escrever palavras bem menos amargas, enaltecer jogadores, treinadores, clubes, etc. Mas não. É impossível!! A classe dirigente não quer o bem do futebol. O bem do futebol só irá acontecer quando se fizer uma revolução. O futebol português é muito mais que isto. O desporto nacional merece muito mais. Urge uma mudança radical. E ela terá de começar por quem anda a mais no futebol. Quem anda no futebol para se promover, quem anda no futebol sem escrúpulos e sem caráter. Quem anda no futebol, mas não gosta de futebol.

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