Galiza e Portugal unidos de coração no 25.º aniversário da eliminação das fronteiras europeias

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Uxío Benítez Fernández, Director do AECT Rio Minho e deputado de Cooperação Transfronteiriça e Fernando Nogueira, Vice-diretor do AECT Rio Minho e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, divulgaram um comunocado conjunto onde reforçam, hoje mais do que nunca, as relações transfronteiriças.

“Num dia como hoje, a 26 de março de 1995, entrava em vigor o Tratado de Schengen e nascia uma Europa sem fronteiras onde era permitida a livre circulação de pessoas e mercadorias. Precisamente quando se completam 25 anos desse acontecimento histórico, vemos como a terrível expansão da pandemia do COVID19 obrigou os diferentes estados da União Europeia a tomar uma decisão sem precedentes: reconstruir as velhas fronteiras que dividiram os seus povos durante séculos. A situação excecional em que nos encontramos realça a importância e a inter-relação dos territórios transfronteiriços como é o caso do Rio Minho, a passagem fronteiriça mais povoada entre Espanha e Portugal e a mais transitada da Península Ibérica, assim como as enormes consequências que a recuperação das velhas fronteiras representa para estes enclaves”, lê-se no comunicado.

“Para além do confinamento que vive toda a população quer galega quer portuguesa, o território transfronteiriço do Rio Minho está a sofrer um duplo golpe. Fechar as fronteiras é uma decisão tomada pelos governos centrais de cada um dos estados, muitas vezes ignorando a realidade e o dia a dia dos territórios fronteiriços, onde a vida se desenrola em comum entre um lado e o outro do rio”.

“Exemplo disso é a complicada situação dos trabalhadores transfronteiriços, que têm de fazer frente a maiores restrições sempre que precisam de se deslocar para realizar tarefas imprescindíveis ou percorrer dezenas de quilómetros para chegar até à única passagem que permanece aberta após o fecho das outras pontes internacionais, uma decisão que, certamente, deveria ser reconsiderada. Contudo, este é um momento de solidariedade e cooperação entre Estados mas também de responsabilidade civil. É necessário que, para o bem de todos e de todas, fiquemos nas nossas casas até o perigo do contágio estar superado. Hoje, mais do que nunca, a Galiza e Portugal estão unidos de coração para fazer frente às adversidades” asseveram.

“No AECT Rio Minho continuaremos a trabalhar para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem no território transfronteiriço e a lutar por uma Europa dos povos, sem fronteiras, unida e forte, onde as políticas de cooperação, saúde e de bem-estar sejam sempre uma prioridade” conclui a nota.

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